O ativista brasileiro Thiago Ávila deve ser libertado nas próximas horas, segundo informou a equipe jurídica da Global Sumud Flotilla (GSF), organização internacional que acompanha o caso.
Ao lado do militante palestino Saif Abukeshek, Ávila será transferido para um centro de detenção migratória no Egito, onde permanecerá sob custódia até a conclusão do processo de deportação.
A informação foi divulgada pela defesa da flotilha humanitária, que afirmou estar coordenando esforços diplomáticos para garantir que ambos sejam libertados e transportados juntos. A organização classificou o avanço como resultado direto da mobilização internacional em defesa dos ativistas.
“Celebramos esta notícia como uma vitória e um lembrete de que a mobilização internacional e a pressão sustentada exercida em todo o mundo têm impacto”, afirmou a equipe jurídica da GSF em comunicado.
O caso ganhou repercussão internacional após denúncias de que integrantes da missão humanitária foram interceptados e detidos por forças israelenses em águas internacionais. Segundo a organização, a ação representa mais um episódio da política de detenções arbitrárias atribuída ao Estado de Israel no contexto da ocupação palestina.
A Global Sumud Flotilla também cobrou explicações da União Europeia e do governo da Grécia, acusados de omissão diante da detenção dos ativistas. No comunicado, a organização pediu sanções imediatas contra Israel por “violação constante do direito internacional e dos direitos humanos do povo palestino”.
Além de defender a libertação de Thiago Ávila e Saif Abukeshek, a entidade ampliou a denúncia para a situação dos quase 10 mil prisioneiros políticos palestinos mantidos em prisões israelenses. A GSF sustenta que o episódio não é isolado, mas parte de uma estrutura permanente de encarceramento, detenções administrativas e impunidade.
“Essas detenções não são excepcionais. São uma extensão do mesmo sistema de prisão, tortura e impunidade imposto ao povo palestino há décadas”, afirmou a nota.
A situação de Thiago Ávila mobilizou movimentos sociais, organizações internacionais e parlamentares brasileiros nos últimos dias. Nas redes sociais, campanhas pela libertação do ativista pressionaram o Itamaraty e organismos multilaterais por atuação diplomática mais incisiva.
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