4 de junho de 2026

Alimentos e remédios puxam IPCA para 0,67% em abril

Inflação oficial perde força no comparativo com mês anterior, mas acumula alta de 4,39% nos últimos 12 meses, segundo IBGE
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Inflação medida pelo IPCA foi 0,67% em abril, abaixo dos 0,88% de março, segundo IBGE.
Acumulado do IPCA em 12 meses chegou a 4,39%, com alta de 2,60% no primeiro quadrimestre de 2025.
Goiânia teve maior variação (1,12%) e Brasília a menor (0,16%), influenciadas por gasolina e passagem aérea.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) encerrou o mês de abril em 0,67%, pouco abaixo dos 0,88% vistos em março, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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Com isso, a inflação brasileira acumula alta de 2,60%, no primeiro quadrimestre, chegando a 4,39% nos últimos 12 meses.

Os grupos que puxaram a variação inflacionária no mês foram alimentos e bebidas (taxa de 1,34% e 0,29 ponto percentual de impacto no índice) e saúde e cuidados pessoais (alta de 1,16% e impacto de 0,16 ponto no índice mensal).

O subitem com maior impacto individual foi a gasolina, que desacelerou de 4,59%, em março, para 1,86%, em abril, e representou 0,10 pp do indicador.

Quando se analisa o grupo Alimentação e Bebidas, o IBGE destaca o impacto do preço dos combustíveis (o que atinge o preço do frete), a redução do pasto com a chegada do clima mais seco e a restrição de oferta de alguns produtos, o que leva ao aumento de preços.

Na alimentação no domicílio registrou variação de 1,64% em abril, puxado pelo aumento de preços da cenoura (26,63%), do leite longa vida (13,66%), da cebola (11,76%), do tomate (6,13%) e das carnes (1,59%). No lado das quedas destacaram-se o café moído (-2,30%) e o frango em pedaços (-2,14%).

Já a alimentação fora do domicílio registrou alta de 0,59%, com o lanche saindo de 0,89% em março para 0,71% em abril e a refeição, de 0,49% para 0,54%, no mesmo período.

No 1º quadrimestre de 2025, o acumulado no grupo Alimentação e bebidas foi de 3,70%, 0,26 p.p. acima do resultado de 2026 (3,44%) no mesmo período.

Em Saúde e cuidados pessoais (1,16%), tiveram destaque os produtos farmacêuticos (1,77%), após a autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos, e os artigos de higiene pessoal (1,57%), com destaque para o perfume (1,94%). No 1º quadrimestre de 2025, o acumulado no grupo Saúde e cuidados pessoais foi de 2,83%, 0,08 p.p. abaixo do resultado de 2026 (2,91%) no mesmo período.

No grupo Habitação, a variação de 0,63% em abril teve influência do gás de botijão, com alta de 3,74%, e da energia elétrica residencial (0,72%), por conta do reajuste tarifário em diversas capitais. A taxa de água e esgoto (0,22%) reflete o reajuste de 4,80% nas tarifas em Goiânia (4,80%).

O grupo Transportes desacelerou de 1,64% em março para 0,06% em abril, muito por conta da queda de 14,45% no subitem passagem aérea. Combinado a ele, o ônibus urbano variou -1,13% dada a apropriação de gratuidades ou reduções de tarifa aos domingos, além da redução de 0,38% no metrô.

No lado das altas, no grupo Transportes, destacam-se os combustíveis com 1,80% de variação. A gasolina desacelerou de março (4,59%) para abril (1,86%), ainda se posicionando como o principal impacto individual no índice do mês (0,10 p.p.). Também se destacam as altas no óleo diesel, 4,46%, e no etanol (0,62%). O gás veicular recuou 1,24%.

Quanto aos índices regionais, a maior variação ocorreu em Goiânia (1,12%), influenciada pela alta da gasolina (5,77%) e da taxa de água e esgoto (4,80%). A menor variação ocorreu em Brasília (0,16%), por conta do recuo da passagem aérea (-10,88%) e da gasolina (-1,03%).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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