O número de crianças palestinas submetidas ao confinamento solitário em prisões israelenses aumentou quase 30.000% em apenas dois anos, segundo denúncia divulgada pela FEPAL (Federação Árabe Palestina do Brasil).
Dezenas de menores passaram a ser mantidos em celas isoladas por longos períodos, sem contato familiar e em condições consideradas degradantes por organizações internacionais de direitos humanos, e o uso do isolamento extremo contra menores de idade se intensificou após o início da guerra em Gaza e integra um cenário mais amplo de agravamento das violações contra crianças palestinas.
Segundo a FEPAL, o confinamento solitário tem sido aplicado inclusive contra adolescentes submetidos à prisão administrativa — mecanismo que permite detenções sem acusação formal ou julgamento.
A entidade sustenta que o isolamento prolongado provoca danos psicológicos severos e viola tratados internacionais de proteção à infância.
Nos últimos meses, organizações palestinas de defesa dos prisioneiros também relataram superlotação, privação de alimentação adequada, negligência médica e episódios de tortura contra menores detidos em prisões israelenses.
A denúncia ocorre em meio ao aumento das críticas internacionais à política de detenções israelenses na Cisjordânia e em Gaza. Relatórios recentes do UNICEF e da Organização das Nações Unidas também alertaram para a escalada da violência contra crianças palestinas.
Recentemente, o UNICEF informou que ao menos 70 crianças palestinas morreram na Cisjordânia desde o início de 2025, enquanto mais de 850 ficaram feridas. Segundo a agência, a maioria das mortes ocorreu por disparos das forças israelenses.
A região também registra aumento dos ataques de colonos israelenses e operações militares em áreas palestinas ocupadas.
Deixe um comentário