Uma pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado (16) traça um retrato detalhado da percepção dos brasileiros sobre o governo Lula: 39% avaliam a gestão como ruim ou péssima, 30% como ótima ou boa e 29% como regular. Apenas 1% não soube responder.
Os números estão estáveis em relação à pesquisa anterior, de abril, quando os índices eram 40%, 29% e 29%, respectivamente, todos dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
É a primeira pesquisa eleitoral publicada após o vazamento do áudio entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, no qual Flávio cobra repasses para financiar o filme “Dark Horse”, sobre a história de Jair Bolsonaro.
Aprovação de Lula
Quando perguntados especificamente sobre o trabalho do presidente, 51% desaprovam e 45% aprovam, números idênticos aos de abril. Outros 4% não souberam responder.
O levantamento também mediu as expectativas dos eleitores após três anos e quatro meses de governo: 59% disseram que Lula fez menos do que esperavam, 23% avaliaram que ele fez o que esperavam e 13% consideraram que ele superou as expectativas.
Na avaliação por áreas, o combate à fome e à miséria é o ponto mais forte do governo na percepção dos entrevistados: 13% o citaram como o setor de melhor desempenho. Em seguida aparecem o combate ao desemprego e a educação, ambos com 10%. Saúde e igualdade racial foram mencionadas por 6% cada. Outros 19% não identificaram nenhuma área de destaque positivo.
No lado oposto, a segurança pública concentra as maiores críticas: 16% dos entrevistados a apontaram como o principal ponto fraco do governo. Logo atrás vem a saúde, citada por 15%, seguida pela economia e pelo combate à corrupção, ambos com 13%. Vale notar uma percepção ambígua sobre o combate à fome: ao mesmo tempo em que lidera os pontos positivos, também aparece em sexto lugar entre as áreas com pior avaliação, citada por 4%.
Expectativa
O levantamento também perguntou quais áreas deveriam ser prioridade para o próximo ocupante do Palácio do Planalto. A saúde aparece com larga vantagem: 34% a indicaram como a principal urgência. Em seguida vêm educação (15%), segurança pública (12%) e economia (11%). Combate à fome e combate à corrupção foram citados por 7% cada, e o combate ao desemprego por 6%.
A pesquisa foi realizada presencialmente nos dias 12 e 13 de maio com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais. Registro no TSE: BR-00290/2026.
*Com informações do g1.
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