21 de maio de 2026

SUS adota novo exame para rastrear câncer de intestino antes dos sintomas aparecerem

Ao contrário dos testes antigos de sangue oculto, o FIT usa anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que aumenta sua precisão
Crédito: Reprodução

Ministério da Saúde adota Teste Imunoquímico Fecal como exame padrão para rastreamento de câncer colorretal no SUS.
FIT detecta sangue oculto nas fezes com alta sensibilidade, podendo indicar pólipos ou tumores, e é simples de coletar em casa.
Protocolo visa assintomáticos entre 50 e 75 anos; resultado alterado leva à colonoscopia para investigação detalhada.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Ministério da Saúde anuncia nesta quarta-feira (21) um protocolo inédito para o rastreamento do câncer colorretal no SUS: o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) passa a ser o exame de referência para homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos. A medida pode beneficiar mais de 40 milhões de brasileiros.

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O FIT é um exame de fezes capaz de detectar quantidades mínimas de sangue oculto, invisíveis a olho nu, que podem indicar pólipos, lesões pré-cancerígenas ou tumores no intestino. Ao contrário dos testes antigos de sangue oculto, ele usa anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que aumenta sua precisão.

A coleta é simples e feita em casa: o paciente retira uma pequena amostra das fezes com uma haste coletora, armazena em um tubo e envia para análise laboratorial. Não é preciso fazer dieta restritiva nem preparo intestinal, basta uma única amostra.

A sensibilidade do exame para identificar alterações fica entre 85% e 92%, segundo o Ministério da Saúde.

Mudança

O câncer colorretal é hoje o segundo tipo mais frequente no Brasil, excluindo tumores de pele não melanoma. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 53,8 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028.

A nova testagem já é adotada em programas de rastreamento ao redor do mundo por ser mais acessível e menos invasivo do que a colonoscopia em larga escala, a partir dos 45 anos.

Um resultado alterado leva o paciente à colonoscopia, exame considerado padrão-ouro para investigação do intestino. Por ele, é possível visualizar diretamente o cólon e o reto e retirar pólipos antes que evoluam para câncer.

Vale destacar que o sangue detectado no teste não significa necessariamente câncer. Hemorroidas e inflamações intestinais também podem causar esse resultado. Da mesma forma, um resultado negativo não elimina totalmente o risco, pois algumas lesões podem não sangrar no momento da coleta. Por isso, as diretrizes recomendam repetir o rastreamento anualmente ou a cada dois anos.

Desafio

Especialistas alertam que o impacto real na mortalidade depende da capacidade do sistema de saúde de investigar e tratar rapidamente quem apresentar resultado alterado.

O novo protocolo é voltado para pessoas sem sintomas entre 50 e 75 anos. Quem apresentar sinais de alerta, como sangue nas fezes, perda de peso sem causa aparente, anemia, mudança persistente no hábito intestinal ou dor abdominal, deve buscar atendimento médico independentemente da idade.

Pessoas com histórico familiar da doença, doenças inflamatórias intestinais ou síndromes genéticas podem precisar começar o rastreamento mais cedo, com acompanhamento individualizado e eventualmente colonoscopia antes da faixa etária prevista.

*Com informações do g1.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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