Crise na agência de promoção de produtos brasileiros no exterior, revela contradições e “apagão gerencial” no governo Bolsonaro

Carreiro faz campanha para Bolsonaro. Foto: Reprodução/Facebook
Jornal GGN – O governo Bolsonaro tem se notabilizado por apresentar, em média, uma situação embaraçosa por dia de gestão. Nesta quinta-feira (10) não foi diferente, o exemplo foi marcado pela crise na Agência de Promoção de Exportações (Apex).
Um dia antes, e pelo Twitter, o ministro das Relaçõe Exteriores, Ernesto Araújo, publicou que Alecxandro Carreiro, há dez dias no cargo da direção da Apex, havia anunciado sua demissão. No dia seguinte o publicitário apareceu ao trabalho e disse que só sairia do cargo se demitido pelo próprio Bolsonaro. Depois 24h, finalmente o presidente anunciou a troca. A vaga foi ocupada pelo embaixador Mario Vilalva.
Carreiro foi afastado do cargo porque não ter um currículo alinhado ao estatuto da agência que, entre as regras para comandá-la, exige a fluência em inglês e experiência no setor público, duas qualidades que o ex-presidente não não possui.
Como prêmio de consolação, Carreiro será assessor do PSL no Senado. Ele é próximo de Flávio Bolsonaro, o filho do presidente da República eleito senador pelo Rio de Janeiro.
O embaraço na direção da agência responsável pela promoção de produtos e serviços brasileiros no exterior, atraindo investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia, contraria o discurso levantado por Bolsonaro, ainda quando candidato, de que seu governo iria seguir “critérios técnicos”.
Na coluna desta sexta-feira (11), na Folha de S.Paulo, Bruno Boghossian, avaliou a crise na Apex como um sintoma de um apagão gerencial. “Em vez de recorrer ao golpe de marketing da “despetização”, o governo deveria ter dedicado mais tempo a uma análise cuidadosa de suas próprias nomeações”, ponderou.
Enquanto Valdo Cruz, colunista do G1, considerou que o evento “revela contradições no discurso” de Bolsonaro: “Em público, sua equipe dispara críticas às indicações políticas e de apadrinhados. Mas faz o mesmo”, pontuou.
AMORAIZA
11 de janeiro de 2019 6:39 pmA nova política
“Tem que mudar isso quetaí, talquei?”
Muita gente que votou nele repetia esse bordão para justificar o voto.
Ilustrando, o que muda mesmo?
peregrino
11 de janeiro de 2019 7:11 pme os procuradores, hein…
continuam com a certeza de que a corrupção tem ligação direta com o cabide de emprego?
sai o trenzinho e entram os tanques da alegria
Paulinho - MG
11 de janeiro de 2019 11:09 pm“Despetização”: apenas 3 servidores eram filiados ao PT
Em uma semana, governo Bolsonaro exonera 293 de cargos de confiança para eliminar quem “tem marca ideológica clara”, mas só 35 são filiados a partidos políticos e dentre eles, apenas três são filiados ao PT; Maioria dos servidores era ligada a Temer, que aumentou 1.100 cargos comissionados desde que assumiu em 2016
https://mantenhaseinformadocom.wordpress.com/2019/01/11/despetizacao-de-onyx-vira-mico-em-uma-semana-governo-bolsonaro-exonera-293-de-cargos-de-confianca-para-eliminar-quem-tem-marca-ideologica-clara-mas-so-35-sao-filiados-a/