A Agência Pública divulgou nesta quinta (28/5) uma matéria exclusiva que mostra quanto Jair Bolsonaro ganharia pelos direitos de história de vida cedidos para a produção do filme Dark Horse, que tem levantado polêmicas na mídia desde que o site The Intercept Brasil revelou que o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no escândalo do Banco Master, teria repassaado pelo menos R$ 61 milhões para financiar a obra, a pedido de Flávio Bolsonaro.
Segundo a Pública, a minuta do contrato oferecido a Bolsonaro, que não estava assinada, oferecia apenas 1 dólar (valor simbólico) no fechamento do acordo, e um “bônus de produção” de 25 mil dólares (cerca de 125 mil reais na cotação de hoje), se o filme fosse produzido de fato. Bolsonaro ainda receberia outros 125 mil reais se o filme fosse lançado nos cinemas, e mais 250 mil reais se fosse sucesso de bilheteria (ou seja, se as receitas brutas ultrapassassem os 20 milhões de dólares).
“De acordo com a minuta, Bolsonaro cederia os direitos de sua história para serem usados por Mário Frias e Karina Ferreira da Gama [dona da produtora Go Up Entertainment] para sempre”, diz a Pública. A exclusividade se estenderia não somente para a produção do filme Dark Horse, mas também para outros filmes, séries de TV, peças de teatro, novelas ou qualquer outro tipo de produção audiovisual, além de a história de Jair poder ser usada em “parques temáticos e de diversões, trilhas sonoras e gravações de som, merchandising, parcerias e tie-ins comerciais e toda e qualquer mídia auxiliar e afins, formatos, produtos, produções e programas de todo e qualquer tipo, existentes agora ou futuramente concebidos”.
Ainda segundo a apuração da Agência Pública, para produzir o filme, os produtores pretendiam captar mais de 120 milhões de reais divididos em 40 cotas de apoio, no valor de 500 mil dólares cada. A titulo de comparação, o filme Agente Secreto, indicado ao Oscar, teve um orçamento de 28 milhões de reais.
Leia a reportagem completa da Agência Pública aqui.
AMBAR
28 de maio de 2026 3:28 pmOh! Como o mito é generoso com o GOUP doando para sempre todos os direitos sobre a narrativa de sua “saga”
È justo, principalmente porque sua utilização poderá dar-se em parques temáticos, e de diversões, entre outros
tipos de comercialização tão bizarros quanto o conteúdo do filme.
Rui Ribeiro
29 de maio de 2026 8:09 amA guia da coleira do Flávio Bostonaro tá nas mãos do Trump enquanto o rabo tá preso nas mãos do Vorcaro.