A economia brasileira está preparada para o fim da escala 6×1, aprovado pela Câmara dos Deputados na noite anterior, segundo declarações do ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira
Em entrevista, Paulo Pereira destacou que a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas poderá impulsionar o consumo, melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e modernizar as relações de trabalho no país.
“O impacto será muito positivo. As pessoas terão mais tempo para estudar, cuidar da saúde, da família e até empreender. Também haverá aumento do consumo em setores como lazer, restaurantes e cultura”, declarou o ministro.
O ministro destacou que os principais beneficiados pela mudança serão trabalhadores de menor renda e escolaridade, especialmente mulheres e trabalhadoras domésticas.
“O impacto sobre as mulheres é gigantesco”, afirmou o ministro ao citar a sobrecarga doméstica enfrentada por trabalhadoras que cumprem escala 6×1 e ainda dedicam horas ao cuidado da casa e da família.
Os prognósticos indicam que cerca de 1,5 milhão de trabalhadoras domésticas serão diretamente beneficiadas pela mudança e em torno de 75% dos trabalhadores formais serão impactados pela nova regra. Ele afirmou que esses profissionais recebem salários até 44% menores que a média do mercado formal e enfrentam jornadas mais desgastantes.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) foi aprovada na Câmara por 470 votos favoráveis e 22 contrários. O texto prevê dois dias de descanso remunerado, manutenção dos salários e redução da jornada semanal máxima para 40 horas. Agora, a proposta segue para análise do Senado e, caso não sofra alterações, será promulgada com prazo de 60 dias para entrada em vigor.
Com a medida, cerca de 15 milhões de brasileiros deixarão a escala 6×1 para trabalhar em regime 5×2, e outros 38 milhões de trabalhadores formais terão redução da carga horária semanal.
Rui Ribeiro
29 de maio de 2026 9:25 am“Em um país que tem um dos maiores impostos sobre valor agregado, quem vai pagar a contar? Não existe almoço grátis”. – Pedro Medeiros, sobre a aprovação na Câmara da PEC do fim da escala de trabalho 6×1.
Quem vai pagar a conta? Ora, os Sonegadores devem pagar a conta, pois o Brasil possui um alto nível de sonegação e evasão fiscal, que impacta anualmente os cofres públicos em montantes que variam entre R$ 400 bilhões e R$ 772 bilhões, o que representa cerca de 8% a 13% do Produto Interno Bruto (PIB) e equivale a quase um terço do que é arrecadado pelo país.
Esses pulhas escravocratas ficam chorando de barriga cheia.