
Jornal GGN – Em mais uma demonstração de truculência e desconhecimento, e ainda alinhado com a campanha eleitoral, Jair Bolsonaro confirmou a revogação da adesão do Brasil ao Pacto Global para Migração Segura, Ordenada e Regular. Pelo Twitter, como sempre, Bolsonaro afirmou que a iniciativa foi motivada para preservação dos valores nacionais. “O Brasil é soberano para decidir se aceita ou não migrantes”, disse ele. E finalizou em letras gritadas “Não ao pacto migratório”.
Depois justificou a decisão. “Quem porventura vier para cá deverá estar sujeito às nossas leis, regras e costumes, bem como deverá cantar nosso hino e respeitar nossa cultura. Não é qualquer um que entra em nossa casa, nem será qualquer um que entrará no Brasil via pacto adotado por terceiros.”
Sua decisão foi comunicada ao Ministério das Relações Exteriores que, por seu turno, orientou o corpo diplomático a transmiti-la à Organização das Nações Unidas. O Brasil aderiu ao pacto em dezembro de 2018.
Junto com Ernesto Araújo, o chanceler, Bolsonaro já havia criticado os termos do pacto. No dia 2, em Brasília, em providencial reunião com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, o presidente eleito afirmou que tinha intenção em tirar o Brasil do pacto.
Bolsonaro afirmou que o país vai adotar critérios rigorosos para a entrada de imigrantes. E já disse que ‘quem não passasse pelo crivo’ não entraria no país. Já o chanceler entende que o pacto é um ‘instrumento inadequado para lidar com o problema’. “A imigração não deve ser tratada como questão global, mas sim de acordo com a realidade e a soberania de cada país”.
O pacto foi fechado em 2017 e chancelado em 2018, estabelecendo orientações específicas para o recebimento de imigrantes, preservando o respeito aos direitos humanos sem associar nacionalidades. Dos 193 países integrantes, 181 aderiram ao acordo. Somente Estados Unidos e Hungria foram contrários e República Dominicana, Eritreia e Líbia se abstiveram.
O pacto global aponta quatro objetivos principais: aliviar a pressão sobre os países anfitriões, aumentar a autossuficiência dos refugiados, ampliar o acesso a soluções de países terceiros e ajudar a criar condições nos países de origem, para um regresso dos cidadãos em segurança e dignidade.
Marcelino Gonçalves
9 de janeiro de 2019 11:39 amBozo
Bananeira não dá jaca.
Vladimir
9 de janeiro de 2019 12:01 pmQuero ver o falastrão fazer
Quero ver o falastrão fazer um gringo do norte cantar nosso hino.Aliás,quero ver ele cantar nosso hino.
Ale Nogueira
9 de janeiro de 2019 2:17 pmNão consegue. Nem colando na
Não consegue. Nem colando na palma da mão.
Jackson da Viola
9 de janeiro de 2019 12:02 pmMeio fora de contexto, mas interligados ou 1+1+1=foi mal
Agora pouco li esta noticia:
Concorrência entre soja do Brasil e dos EUA vai se acirrar em 2019
http://br.rfi.fr/economia/20190109-concorrencia-entre-soja-do-brasil-e-dos-eua-vai-se-acirrar-em-2019
e juntei com esta outra:
Negociações comerciais entre EUA e China são finalizadas com expectativas de acordo
https://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKCN1P30RH-OBRWD
Tenho a impressão que os ruralistas, grandes apoiadores do Bolso, tão tomando o “drible da vaca” dos gringos nessa parada da soja……
Ainda mais depois das maluquices no ambito internacional, esta ai em cima, é a mais recente, me pergunto de quem a China, Europa e os outros vão comprar soja……Vai ter ruralista lembrando: “Como era gostoso meu PT”……..
rl
9 de janeiro de 2019 12:18 pmAlgo mais
Também concordo que os imigrantes tenham que cantar nosso hino e respeitar nossa cultura. Esqueceram de dizer que eles precisam bater continência para a bandeira americana.
alfeu
9 de janeiro de 2019 1:08 pm*
Como tudo, depende do referencial e da in-continencia mental ou ainda da produção de espuma para desviar o foco, enquanto os ratos dilapidam o país.
Cláudio Melo
9 de janeiro de 2019 2:12 pmImagina Tomie Ohtake sendo
Imagina Tomie Ohtake sendo barrada por não saber cantar o hino. Ou os antepassados de qualquer um de nós pelo mesmo motivo. É o afeto que se encerra (chegou ao fim, acabou?) em nosso peito juvenil (ficamos velhos ranzinzas?)? Tudo ao contrário do que somos, ou sonhávamos ser. O hino pode seguir sendo mesmo mas faremos uma releitura ao estilo stf.
celso silva
9 de janeiro de 2019 2:33 pmDesculpem a sinceridade, mas
Desculpem a sinceridade, mas porque o bolsonaro não revogaria esse pacto, se o próprio sft revogou qualquer trato com a Onu, ao impedir o Lula de concorrer a presidência mesmo tendo a recomendação deste órgão internacional não o faze-lo?
Nabantino Gonçalves
9 de janeiro de 2019 2:56 pm(Sem título)
Não é o Kissinger
9 de janeiro de 2019 3:32 pmQue legal…
Aqueles brasileiros que saíram do Brasil por causa da crise (sic) podem voltar?
Brincadeiras à parte, não só retrocederá a política exterior como haverá “contrapartida” em nível internacional. A ver.