Os juros do empréstimo pessoal deram uma leve trégua em junho, mas continuam pesando no bolso de quem precisa recorrer ao crédito. A taxa média anual chegou a 162,17%, segundo pesquisa divulgada pela Fundação Procon-SP com base em dados coletados no dia 2 de junho. O recuo foi de apenas 0,23 ponto percentual em relação ao mês anterior, alívio pequeno para um custo que ainda corrói o orçamento das famílias.
O estudo analisou as taxas máximas pré-fixadas praticadas por seis grandes bancos — Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra e Santander — para clientes pessoas físicas não preferenciais.
No crédito pessoal, a taxa mensal ficou em 8,36%, equivalente a 162,17% ao ano. Já no cheque especial, os percentuais permaneceram estáveis: 8,00% ao mês, ou 151,82% ao ano. Todos os bancos pesquisados mantiveram os mesmos valores do mês anterior, patamar que reflete o teto definido pelo Banco Central por resolução vigente desde 2020.
A pesquisa foi divulgada logo após o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a taxa Selic para 14,50% ao ano, em reunião realizada no final de abril. Mesmo assim, o Procon-SP ressalta que o movimento da taxa básica ainda não se traduz em alívio real para o consumidor final.
A entidade recomenda cautela diante de ofertas como limites pré-aprovados e ampliações automáticas de cheque especial. Esse tipo de crédito facilitado pode comprometer a renda de forma silenciosa e empurrar o consumidor para uma espiral de endividamento difícil de reverter.
Confira o relatório na íntegra:
LEIA TAMBÉM:
Deixe um comentário