15 de junho de 2026

Com aprovação em alta, Lula abre vantagem sobre Flávio Bolsonaro em 2026

Levantamento mostra recuperação da aprovação do governo, queda de Flávio Bolsonaro e indica que eleitores não-polarizados decidirão a eleição
Fotos: Agência Brasil

Pesquisa BTG Pactual/Nexus indica Lula com 42% e Flávio Bolsonaro com 33% nas intenções de voto para 2026.

Interesse nas eleições atinge 77%, com 94% dos entrevistados pretendendo votar nas próximas eleições presidenciais.

Disputa eleitoral segue polarizada; eleitores indecisos serão decisivos para o resultado final em 2026.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

A mais recente pesquisa BTG Pactual/Nexus, divulgada nesta segunda (15), mostra que a disputa presidencial de 2026 segue marcada pela polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o campo bolsonarista. O levantamento indica uma ligeira ampliação da vantagem de Lula tanto no primeiro quanto no segundo turno, ao mesmo tempo em que registra uma pequena perda de fôlego do senador Flávio Bolsonaro, principal representante do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

No cenário espontâneo, em que os entrevistados respondem sem acesso a uma lista de candidatos, Lula aparece com 36% das intenções de voto, contra 27% de Flávio Bolsonaro. Já no cenário estimulado, o presidente alcança 42%, enquanto o senador registra 33%. A série histórica da pesquisa mostra que Lula oscilou positivamente nos últimos meses, enquanto Flávio Bolsonaro apresentou queda gradual desde abril, sugerindo um movimento de erosão do apoio bolsonarista fora de seu núcleo mais fiel.

A pesquisa também revela um eleitorado mais mobilizado e atento à disputa. O interesse pelas eleições presidenciais atingiu 77%, o maior percentual da série histórica do instituto. Além disso, 94% dos entrevistados afirmam que pretendem comparecer às urnas, indicando um ambiente político de alta participação e envolvimento antecipado dos eleitores.

O peso da polarização

Os dados reforçam ainda a permanência da polarização como principal característica do cenário político brasileiro. Segundo a tipologia elaborada pela Nexus, 26% dos entrevistados se identificam como lulistas convictos e outros 26% como bolsonaristas convictos. Ao mesmo tempo, cerca de 42% do eleitorado está distribuído entre não polarizados, eleitores que veem Lula ou Bolsonaro apenas como alternativas circunstanciais e cidadãos que rejeitam ambos os polos políticos.

Esse contingente intermediário tende a desempenhar papel decisivo na definição do resultado eleitoral. Como os núcleos de apoio a Lula e ao bolsonarismo permanecem praticamente do mesmo tamanho, a disputa deverá ser concentrada na conquista dos eleitores sem alinhamento ideológico consolidado e daqueles que atualmente apoiam candidatos de menor expressão.

A fidelidade dos eleitores aos principais candidatos também chama atenção. Entre os que já escolheram um nome, 73% afirmam que não pretendem mudar de voto. Os índices são ainda mais elevados entre os apoiadores de Lula, dos quais 81% se declaram decididos, e entre os de Flávio Bolsonaro, com 77%. O cenário sugere baixa probabilidade de migração direta entre os dois polos e maior relevância da disputa pelos indecisos.

Segundo turno

No eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 49% das intenções de voto, contra 43% do senador. A vantagem de seis pontos é sustentada principalmente pelo forte desempenho de Lula no Nordeste, entre as mulheres, beneficiários de programas sociais e eleitores de menor renda. Já Flávio Bolsonaro lidera entre evangélicos, moradores das regiões Sul e Norte/Centro-Oeste e entre os segmentos de renda mais elevada.

Outro fator que contribui para o desempenho eleitoral do presidente é a recuperação gradual da avaliação do governo federal. A aprovação da gestão Lula alcançou 48% em junho, superando numericamente a desaprovação, que ficou em 47%. Em março, os índices eram de 45% e 51%, respectivamente. A melhora coincide com o fortalecimento da posição eleitoral do presidente na corrida pela reeleição.

O levantamento também confirma a importância do Bolsa Família como um dos principais ativos políticos do governo. Entre os beneficiários do programa, Lula registra 62% das intenções de voto, contra 20% de Flávio Bolsonaro. Entre os não beneficiários, a disputa é mais equilibrada, com 40% para o presidente e 35% para o senador.

Os resultados indicam que a eleição de 2026 continua estruturada em torno de dois blocos políticos de tamanho semelhante. Mais do que uma disputa pela conversão de eleitores entre Lula e o bolsonarismo, o cenário aponta para uma batalha pela parcela do eleitorado que permanece fora dos núcleos ideológicos consolidados. É justamente entre os não polarizados, os eleitores circunstanciais e os que rejeitam ambos os polos que deverá estar a chave para o resultado da sucessão presidencial.

A pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 14 de junho com 2.017 entrevistados em todo o país. O índice de confiança é de 95%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados