O Partido Liberal (PL) decidiu manter o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como suplente na chapa ao Senado pelo estado de São Paulo. A decisão foi tomada mesmo diante do cenário desfavorável criado pela condenação de Eduardo pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que pode inviabilizar juridicamente sua participação na disputa.
Segundo integrantes do partido, a intenção é sustentar a candidatura pelo maior tempo possível, ainda que a tendência seja de que a Justiça Eleitoral a barre em decorrência da condenação.
O arranjo está diretamente ligado ao acordo que abriu espaço para o deputado estadual André do Prado (PL) concorrer ao Senado por São Paulo. Nos bastidores, membros do PL traçaram cenários nos quais, caso Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fosse eleito presidente, Eduardo poderia tentar obter um perdão da pena, regressar ao Brasil e assumir a vaga de suplente.
A decisão final sobre o acordo foi do próprio Eduardo. Correligionários afirmam que a manobra foi construída para que o ex-deputado não caísse no ostracismo político e mantivesse influência sobre uma posição que, em outras circunstâncias, seria naturalmente sua.
Eduardo Bolsonaro foi condenado a 4 anos e 2 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo — que investigou uma tentativa de golpe de Estado no Brasil. Com a decisão, tornou-se inelegível. Por se tratar de decisão colegiada, o entendimento jurídico é de que ele está impedido de disputar eleições a partir da data da condenação até oito anos após o cumprimento integral da pena, totalizando 12 anos de inelegibilidade.
*Com informações da CNN.
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