O comando central Khatam al-Anbia, ligado às Forças Armadas do Irã, anunciou neste sábado (20) o fechamento do Strait of Hormuz à navegação de embarcações, em comunicado divulgado pela agência oficial iraniana Tasnim.
Segundo o texto, a decisão foi tomada em resposta ao que Teerã classifica como violações de compromissos assumidos em um memorando de entendimento firmado em 18 de junho de 2026 entre Irã e Estados Unidos, além de ataques atribuídos a Israel no sul do Líbano.
O comunicado afirma que o fechamento do estreito representa “a primeira etapa de resposta à quebra de confiança por parte do inimigo”, e que novas medidas poderão ser adotadas caso a situação militar continue se agravando.
Até o momento, não há confirmação independente de bloqueio físico do estreito nem de interrupção efetiva do tráfego marítimo internacional.
O que diz o comunicado iraniano
Na versão divulgada pela Tasnim, o comando militar sustenta que o fechamento ocorre em um contexto de “violação contínua e implacável do cessar-fogo” na região do sul do Líbano, atribuído a forças israelenses.
O texto também acusa os Estados Unidos de descumprirem obrigações previstas no acordo citado, especialmente no que diz respeito à cessação de operações militares e ao relaxamento gradual de sanções econômicas.
Segundo a narrativa oficial iraniana, o memorando previa:
- cessação imediata e permanente de hostilidades entre Irã, EUA e aliados;
- retirada de forças consideradas ocupantes em áreas de conflito;
- abertura de negociação para acordo final em até 60 dias;
- mecanismos de alívio gradual de sanções econômicas;
- coordenação marítima no Golfo Pérsico com países da região.
Apesar da gravidade do anúncio, até o momento:
- não há confirmação de bloqueio operacional efetivo do estreito;
- não há relatos independentes de interrupção do tráfego marítimo;
- governos estrangeiros ainda não se pronunciaram oficialmente sobre a medida.
Em situações anteriores, declarações desse tipo feitas por autoridades iranianas foram interpretadas como parte de estratégias de pressão política e militar em momentos de escalada regional, sem necessariamente resultar em bloqueio total imediato.
Contexto do acordo citado por Teerã
O comunicado menciona um suposto “Memorando de Entendimento de Islamabad”, assinado em 18 de junho de 2026 entre Irã e Estados Unidos, com participação direta dos presidentes Masoud Pezeshkian e Donald Trump, em formato digital.
Segundo a versão iraniana, o documento previa uma estrutura de cessar-fogo amplo envolvendo:
- Irã, EUA e aliados regionais;
- operações no Líbano;
- redução gradual de sanções econômicas;
- compromissos de não agressão;
- negociações para acordo final sob supervisão internacional.
Até o momento, não há confirmação independente da implementação plena desse acordo fora da narrativa divulgada por Teerã.
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