23 de junho de 2026

USP inaugura usina que transforma lixo orgânico em energia, combustível e fertilizante

Unidade do IEE/USP processa até 25 toneladas de resíduos por dia e demonstra viabilidade industrial da economia circular
Crédito: Reprodução/ USP

USP inaugura usina que transforma resíduos orgânicos em eletricidade, biometano e biofertilizantes em São Paulo.
Unidade processa 25 t/dia de resíduos do campus e parceiros, gerando biogás para eletricidade e combustível veicular.
Digestato é usado como fertilizante em parceria com Apta; modelo modular pode ser replicado em municípios e indústrias.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE/USP) inaugura no dia 30 de junho sua Usina de Bioenergia e Biofertilizantes com Resíduos Sólidos Orgânicos, planta que converte sobras da cadeia alimentar em eletricidade, biometano e insumos agrícolas. A cerimônia de abertura acontece às 14h na Cidade Universitária, em São Paulo.

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A unidade já opera em escala pré-comercial, processando atualmente 25 toneladas de resíduos orgânicos por dia, com licença para chegar a 43,5 toneladas. Os resíduos vêm do próprio campus da USP e de parceiros como atacadistas, indústrias alimentícias e restaurantes.

Do lixo à energia

O coração da usina é um sistema modular de biodigestão. A cada tonelada de resíduo processada, o processo gera 180 m³ de biogás com teor de metano entre 50% e 65%. Esse biogás pode seguir dois caminhos: ser convertido em até 200 kWh de eletricidade, parte da qual já alimenta a rede da universidade e o Sistema Interligado Nacional, ou ser refinado e transformado em biometano para uso como combustível.

Para isso, a usina concluiu a instalação de uma unidade de refino que separa o biometano do CO₂. O gás resultante abastece uma estação de GNV dentro do campus, capaz de atender carros, ônibus e caminhões. A iniciativa mostra na prática como frotas urbanas podem migrar de combustíveis fósseis para alternativas de baixo carbono.

Fertilizante como subproduto

Cerca de 20% dos resíduos são convertidos em biogás. Os 80% restantes resultam em digestato, um subproduto líquido que está sendo aproveitado como biofertilizante. Em parceria com a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), pesquisadores testam o composto no cultivo de cana-de-açúcar. Internamente, estudos avaliam sua aplicação em hortas e sistemas de hidroponia.

Aterro

A proposta da usina se contrapõe às soluções convencionais de descarte. Nos aterros sanitários, cerca de 40% do biogás gerado escapa para a atmosfera sem aproveitamento e os nutrientes dos resíduos são perdidos. Na compostagem tradicional, há recuperação de fertilizantes, mas nenhuma captação de energia. A usina da USP fecha esse ciclo, integrando saneamento, energia e agricultura em um único processo.

O modelo é modular e escalável, o que facilita sua replicação por municípios e indústrias com diferentes volumes de resíduos, reduzindo também os custos logísticos de coleta e distribuição do digestato para uso na agricultura urbana.

A inauguração acontece no dia 30 de junho, às 14h, no IEE/USP, na Avenida Professor Luciano Gualberto, 1.289, Cidade Universitária, São Paulo.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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1 Comentário
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  1. Gaspar Alencar

    23 de junho de 2026 3:14 pm

    Esperamos que o conceito USP, possa abrir as mentes cauterizadas!

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