Vamos a variações da atuação do Inspetor Clouseau, o conspirador-trapalhão que comanda a Operação Master da Polícia Federal.
O Ministro André Mendonça definiu um prazo para entregar as investigações sobre Fábio Luiz Lula da Silva. Afinal, a primeira medida de Clouseau, quando o amigo André Mendonça assumiu a relatoria, foi solicitar a quebra de sigilo de Lulinha. Se foi a primeira, se haveria impacto político – já que atingindo o filho do Presidente da República – é porque tinha elementos concretos de desconfiança. Ou não?
Mas como Clouseau não é propriamente um delegado consistente, fez mais uma trapalhada: não encontrou nenhuma evidência maior nas investigações. Se tivesse encontrado, teria divulgado. Ou não?
Agora, Clouseau está em uma encruzilhada: se entregar as investigações, sem nenhuma prova concreta, estará absolvendo Lulinha. Assim, a solução engenhosa, brilhante, à altura de Clouseau foi “não avançar antes da eleição”. Uma saída de gênio obtuso!
Ao anunciar que não vai avançar antes da eleição, passa a impressão de isenção política, profissionalismo que honra a Polícia Federal. Elementar, meu caro Clouseau!

Obviamente, a jogada genial de Clouseau não poderia se concretizar sem a pena amiga de um jornalista clouseana.
A abertura da matéria ficou assim:
”A Polícia Federal deu um banho de água fria na oposição e avisou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a investigação sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha — alvo da Operação Sem Desconto, que apura fraudes e descontos ilegais em aposentadorias do INSS —, não vai avançar antes das eleições de 2026. Não há chance, por exemplo, de o conteúdo da quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dele ser analisado este ano”.
Veja só. Em uma semana lançaram no ar a informação de tantos milhões de reais movimentados nas contas durante 4 anos. Não se preocuparam em explicar que movimentos significa considerar cada depósito de forma dupla ou mais – se deposita e saca, o valor é contado duas vezes.
Aí, a primeira medida adotada pela operação – sob relatoria de André Mendonça – conseguiu dois resultados brilhantes: não chegar a nada, mas explicitar a intenção lavajatista da Força de Trabalho de Clouseau.
Continua a repórter:
”O acervo inclui quase 1.700 itens, e faltam mais de mil para passar pela lupa da PF. A instituição estima que precisa de cerca de seis dias para analisar cada elemento. Ou seja, hoje, mesmo se todos os 11 policiais envolvidos na apuração estivessem mergulhados exclusivamente nesse escrutínio, seria necessário mais de um ano para concluir os trabalhos”.
A menção simbólica à “lupa” é uma referência sutil ao grande inspirador da Operação Master: o brilhante, o inigualável inspetor Clouseau.
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