
Do BuzzFeed Brasil
Grupo Abril, dono da Veja e da Exame, foi vendido por R$ 100 mil
Por Graciliano Rocha
Maior editora de revistas do país e seus braços de logística, o Grupo Abril foi vendido nesta quinta-feira (20) ao empresário Fábio Carvalho, um especialista em aquisição de empresas quebradas e reestruturação. Com isso, a família Civita vai deixar de ser proprietária do grupo fundado por Victor Civita em 1950.
Carvalho pagou um valor simbólico pela Abril, R$ 100 mil. Para efeito de comparação, uma versão básica de um Honda Civic sai por R$ 98 mil.
Mas Carvalho vai assumir a dívida de R$ 1,6 bilhão que empurrou o conglomerado para a recuperação judicial em agosto deste, deixando quase 3.000 funcionários e uma miríade de fornecedores sem receber. Do total da dívida, R$ 1,1 bilhão estão nas mãos de bancos – ápice de um processo de endividamento que tem origem no final dos anos 1990.
Fábio Carvalho investe em participações de empresas e controla a Leader Magazine, rede varejista sediada no Rio e com atuação em oito Estados do Sudeste e do Nordeste. As empresas nas quais tem participações têm faturamento anual superior a R$ 4 bilhões.
O acordo assinado nesta quinta por Fábio Carvalho e a família Civita prevê a aquisição de 100% das ações do Grupo Abril. O acordo ainda tem de ser aprovado pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Em tese, isso deve levar até 45 dias.
A princípio, a venda da Abril não deve alterar os termos da proposta de quitação dos débitos com credores – alguns escalonados em mais de 10 anos – que foi apresentada na Vara de Falências e Recuperação Judicial de São Paulo. A proposta deve ser submetida à assembleia de credores, provavelmente no mês de março.
Desde julho, o grupo está sendo gerido pela consultoria Alvarez & Marsal. Se o acordo for aprovado pelo Cade, a nova equipe nomeada por Fábio Carvalho se juntará aos executivos da Abril e da Alvarez & Marsal para uma transição.
Num comunicado à imprensa, Fábio Carvalho falou sobre a importância do grupo para a história do país. “A capacidade e importância jornalística do Grupo é inegável. Não temos dúvida dos méritos e qualidades que permeiam as companhias do Grupo e que serão os pilares sobre os quais nos apoiaremos para superar os grandes desafios que se apresentam”, disse.
No mesmo comunicado, Giancarlo Civita disse que a família “delegou” ao empresário o futuro da companhia fundada por seu avô, Victor Civita.
“Com a venda do Grupo Abril para Fábio Carvalho, a família Civita delega a ele a tarefa de administrar os desafios e as oportunidades que estão no horizonte da nova mídia. Fábio reúne as características de empreendedor e a visão de negócio que os novos tempos exigem. Desejamos a ele muito sucesso”, declarou.
celso silva
24 de dezembro de 2018 12:42 pmFosse eu um otário (e acho
Fosse eu um otário (e acho que sou), estaria esfuziante de alegria com o simbólico fim da abril no fim de 2018, com este lixo chamado veja. Responsável do que de pior se convencionou chamar de jornalismo no brasil, a parceria dela com a república de curitiva foi um marco de sarcasmo, sadismo e sabatotagem nacional, que fez uma pasteurização maléfica do Direito brasileiro, até entortá-lo a ponto de destruí-lo totalmante. Mas não, nem isto um humanista de esquerda pode comemorar, pois este esgoto que destruiu a a soberania nacional e a democracia brasileira já está sendo substituída pelas redes a pnto de colocar um troglodita no poder. Hoje mesmo se vê o capitão apelando pra baixaria de propaganda, se deixando filmar lavando roupa. Não, não há fundo de poço neste lodaçal, e sempre se pode cavar mais pra aprofundar as barbaridades pra se manter popular. Quanto ao queiroz, ninguém se preocupa. É Sodoma e Gomorra na veia. Bye bye brasil!
Juliano Santos
24 de dezembro de 2018 2:15 pmA Veja de graça tá caro
A Veja de graça tá caro
Renato Lazzari
24 de dezembro de 2018 2:19 pmUma mão lava a outra; ambas lavam… dinheiro.
É apenas um sócio do “clube” ajudando ao outro em reciprocidade à ajuda que o outro deu ao um.
Os privatistas se unem no objetivo de detonar democracias. E o jornalismo… ah, o jornalismo ali morreu faz tempo, virou agência de propaganda*. Aqui é apenas negócios.
* – Matéria Paga – Não é curioso que uma mesma intituição se proponha a ensinar propaganda e jornalismo? Ok, ambas são comunicação social mas as abordagens são (ou deveriam ser) opostas: uma precisa convencer; outra, levantar dúvidas. Mas, entre outras, a Escola Superior de Propaganda e Marketing tem curso de jornalismo, é mole?
republicano
24 de dezembro de 2018 5:49 pme os funcionários demitidos,
e os funcionários demitidos, como smpre, sofrendo horrores.
peregrino
24 de dezembro de 2018 6:20 pmresta confirmado então…
que ninguém pode se salvar das mentiras que cria
tando mentiu para vender seu presente, durante governos petistas, lava jato e durante o golpe, que acabou condenando o seu próprio futuro, dos empregados e dos credores
Lucio Vieira
24 de dezembro de 2018 7:19 pm100 mil é muito, pelo pouco que valia.
Resta saber o que os novos donos queirerão fazer com uma empresa de comunicação que foi debilitando sua credibilidade dia após dia.
Odorico Carvalho
24 de dezembro de 2018 7:39 pmÉ fácil supor que uma boa
É fácil supor que uma boa parte desses 1,6 bilhões devem estar devidamente guardados na Suiça ou em locais menos cotados para o deleite e gozo dos Civitas. No prejuízo mesmo ficaram seus fornecedores e funcionários que ainda amargarão um bom tempo para colocarem a mão no que lhes é devido.
De qualquer jeito, a Veja não deixará saudades. Seu rastro de destruição ainda durará muito tempo neste país coberto dos escombros de uma democracia agonizante.
lenita
24 de dezembro de 2018 8:50 pmDesculpem-me
Mas esta foi a única boa notícia de fim de ano, para mim.
Dann
26 de dezembro de 2018 3:30 amNão ha duvidas que prestaram
Não ha duvidas que prestaram serviços importantes em comunicação e entretenimento durante decadas e todos recordamos disso, no entanto deixam maus exemplos como a revista veja, tida como meio de informação de credibilidade e respeitavel nas camadas medias e altas da sociedade, mas que na verdade mascarava materias de acordo com interesses dos patrocinadores e do proprio grupo, como na campanha politica de Dilma onde por uma publicação equivocada foram alvo da furia popular com ataques violentos ao predio sede da revista, uma vergonha para o (falso) jornalismo produzido neste pais, e encabeçado pelas organizacoes globo-time life de washington
Dann
26 de dezembro de 2018 3:38 amPessima revista veja, enganou
Pessima revista veja, enganou muita gente por muito tempo, materias pagas, grandes patocinadores, politica suja e tendenciosa, uma coisa é se posicionar politicamente e outra é fazer campanha como fiseram contra Dilma, jogando sujo ate o ultimo minuto, que resultou em ataques de vandalismo ao predio da empresa, lamento pelo grupo abril e tantas boas revistas de entretenimento , mas a revista veja ja vai tarde, um insulto a inteligencia do cidadao comum..
Sérgio Almeida
4 de março de 2019 12:17 pmCom uma dívida bilionária, e com oposição ao Governo Federal de onde vinha parte da sua receita, não tiveram outra alternativa . Cadê a “mãe”BNDES para cobrir os rombos?