O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Irã após manifestantes entoarem gritos de “morte a Trump” durante o funeral do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei. Segundo reportagem da Al Jazeera, o republicano afirmou que qualquer tentativa de assassinato contra ele provocará uma resposta militar devastadora dos Estados Unidos contra a República Islâmica.
Em publicação na rede Truth Social, Trump declarou que já deixou instruções para que o Irã seja “aniquilado” caso um atentado contra sua vida seja concretizado. A declaração ocorre em meio ao agravamento das tensões entre os dois países, apesar das iniciativas diplomáticas de Omã e Catar para preservar o memorando de entendimento firmado após meses de confrontos militares.
De acordo com a Al Jazeera, durante as cerimônias fúnebres de Khamenei, milhares de participantes repetiram palavras de ordem contra os Estados Unidos e Israel, incluindo ameaças dirigidas a Trump. O funeral ocorreu poucos dias após a morte do líder iraniano, morto durante ataques conjuntos realizados por forças norte-americanas e israelenses.
A sucessão de Khamenei também contribuiu para a escalada da crise. Seu filho e sucessor, Mojtaba Khamenei, prometeu vingança pela morte do pai e afirmou que os responsáveis serão punidos, reforçando o discurso de enfrentamento adotado pela liderança iraniana.
Enquanto isso, negociadores internacionais tentam evitar o colapso do frágil entendimento entre Washington e Teerã. Segundo a Al Jazeera, os Estados Unidos insistem que qualquer acordo futuro inclua restrições ao programa nuclear iraniano e garantias sobre a livre navegação no Estreito de Ormuz, exigências rejeitadas pelo governo iraniano.
As novas declarações de Trump aumentam a incerteza sobre o futuro das negociações e alimentam o risco de uma nova escalada militar no Oriente Médio, em um momento em que o cessar-fogo firmado após a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã permanece sob forte pressão.
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