13 de junho de 2026

Polícia Federal faz novas buscas em endereços de Aécio Neves em MG

Foto: Agência Brasil
 
 
Da Agência Brasil
 
 
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (20) a segunda fase da Operação Ross, que investiga o senador Aécio Neves. De acordo com a PF, a operação tem como objetivo apurar o recebimento de vantagens indevidas por parte do senador, “solicitadas a um grande grupo empresarial do ramo frigorífico, entre os anos de 2014 e 2017”.
 
Os policiais federais estão cumprindo, desde cedo, três mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar, em Belo Horizonte. Os mandados foram expedidos pelo STF, após solicitação da PF.
 
Primeira fase
 
Na primeira fase da Operação Ross, deflagrada no dia 11 deste mês, a PF cumpriu 24 mandados de busca e apreensão e 48 intimações para depoimentos no Distrito Federal, em São Paulo, Minas Gerais, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e na Bahia, além de Mato Grosso do Sul, do Tocantins e Amapá. Os alvos foram o senador Aécio Neves (PSDB-MG), a irmã dele, Andrea Neves, e o primo Frederico Pacheco de Medeiros. Também os senadores Antonio Anastasia (PSDB-MG) e José Agripino Maia (DEM-RN) foram investigados, além doss deputados Paulinho da Força (Solidariedade-SP), Benito Gama (PTB-BA) e Cristiane Brasil (PTB-RJ).
 
Naquela ocasião, o senador Aécio Neves afirmou que “delatores, em busca da manutenção da sua incrível imunidade penal, falseiam as informações e transformam algo lícito, legal, [em algo] com aparência de crime. Não houve nenhuma ilicitude. Chega de tentar transformar a realidade em benefícios para esses delatores. Tenho absoluta confiança na Justiça. A seriedade dessas apurações vai mostrar o que foi feito de forma correta, não apenas em relação ao PSDB, mas a outros partidos políticos. Criminalizar a doação que era legal é um desserviço à verdade e à Justiça”,
 
De acordo com a PF, o nome da Operação Ross é referência ao explorador britânico que dá nome à maior plataforma de gelo do mundo, na Antártida, fazendo alusão às notas fiscais frias que estão sendo investigadas.A Operação Ross é um desdobramento da Patmos, deflagrada pela PF em maio de 2017. Os valores investigados, que teriam sido utilizados também para a obtenção de apoio político, ultrapassam R$ 100 milhões.
 

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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4 Comentários
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  1. vera lucia venturini

    20 de dezembro de 2018 1:05 pm

    Tá bom que vão encontrar

    Tá bom que vão encontrar provas agora. O que esses canalhas não fazem para esconder o Coaf do filho e do proprio Bolsonaro!

    Como o Aécio é o boi de piranha da vez que cuide de sua família.

  2. Rei

    20 de dezembro de 2018 1:10 pm

    Os Xeroque Romes da PF não vão achar nem pó da corrupção

    Aécio Neves conta com a blindagem mas também não seria burro de deixar provas materias de sua corrupção 3 anos após o início das investigações

    Sem falar que Aécio dava ordens para Ministros do STF… logo, é de se suspeitar que essas operações são feitas com TOTAL CONHECIMENTO PRÉVIO de Aécio e sua gangue.

    A Polícia Federal virou braço briquedinho do partido do governo… só age para perseguir adversários ou desviar a atenção quando o governo está fazendo cagada… o problema é que esse governo faz cagada em tempo integral.

  3. Não é o Sobral Pinto

    20 de dezembro de 2018 2:06 pm

    Um cadáver político, acho que

    Um cadáver político, acho que nem o PSDB quer ele.

    Bom, ele começou num carguinho indicado…

  4. celso silva

    20 de dezembro de 2018 2:47 pm

    ´É seu aécio, no brasil de

    ´É seu aécio, no brasil de mentirinha a justiça é de faz de conta! Esta pf não me engana. Depois de mais um absurdo com o Lula, ele s querem demonstrar isenção tentando matar um morto.  Haja cinismo e hipocrisia!!!

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