Israel rejeitou a proposta mais recente elaborada pelos Estados Unidos para a Faixa de Gaza, já aceita pelo Hamas, que previa o início da segunda etapa do acordo de paz articulado pelo presidente Donald Trump.
Em reunião de gabinete neste domingo (9), Netanyahu afirmou que as tropas israelenses não deixarão o território palestino enquanto o Hamas não estiver “verdadeiramente desarmado”. Segundo o primeiro-ministro, Israel rejeita o documento de 15 pontos apresentado no fim de julho pelo chamado “Conselho de Paz” formado por Trump. Ele acrescentou que o Exército israelense “não fará nenhuma retirada” de Gaza até que o desarmamento do Hamas se concretize.
A posição representa um novo obstáculo ao avanço da segunda fase do plano de paz do governo Trump, que previa medidas voltadas à estabilização e à reconstrução de Gaza. O desarmamento do Hamas segue como um dos principais pontos de impasse entre Israel e o grupo palestino.
Na semana passada, Trump havia anunciado que o Conselho de Paz teria fechado um entendimento com o Hamas sobre seu desarmamento, o que, segundo o presidente americano, poderia destravar a continuidade do processo. A fala de Netanyahu, no entanto, sinaliza que Israel julga os termos apresentados até agora insuficientes.
Nova ameaça ao Irã
Na mesma reunião, Netanyahu reafirmou que Israel seguirá atuando para impedir que o Irã desenvolva armas nucleares, independentemente do rumo das negociações diplomáticas entre Teerã e Washington.
“Quero enfatizar mais uma vez: com ou sem acordo, enquanto eu for primeiro-ministro, o Irã não terá armas nucleares”, declarou.
A declaração ocorre em meio a uma nova escalada de tensão entre Estados Unidos, Israel e Irã. Segundo a agência Reuters, Teerã informou neste domingo que um acordo com Omã para a criação de novas rotas de navegação no Estreito de Ormuz está em “estágios finais”, mas condicionou a reabertura da passagem ao cumprimento de outras exigências pelos Estados Unidos.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas do transporte mundial de petróleo e gás natural liquefeito. Antes do bloqueio imposto pelo Irã em resposta aos ataques americanos e israelenses, cerca de um quinto das remessas globais desses produtos passava pela região, segundo a Reuters.
O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, disse ainda que Teerã exige compensações dos Estados Unidos pelos ataques sofridos, além do fim de ameaças e sanções contra o país.
A Reuters também informou que os houthis, aliados do Irã no Iêmen, reivindicaram um ataque contra uma refinaria da Saudi Aramco em Jazan, na Arábia Saudita. O Ministério da Energia saudita confirmou um incêndio na instalação, posteriormente controlado, mas não divulgou a causa do episódio.
*Com informações da Reuters.
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