10 de junho de 2026

Primeira PPP do Metrô de SP é desfeita depois de gastar R$ 2,6 bi em obras abandonadas

Canteiro de obras da futura estação Freguesia do Ó, que teve apenas as aberturas de poços para iniciar os trabalhos (DIEGO PADGURSCHI/FOLHAPRESS)

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Revogação contrato ppp do metrô

da Rede Brasil Atual

Primeira PPP do Metrô de SP é desfeita depois de gastar R$ 2,6 bi em obras abandonadas

Governo paulista rescindiu contrato com o Move São Paulo. Consórcio não conseguiu concluir nenhum trecho da obra paralisada em 2015, mas rendeu recursos a campanhas tucanas

por Rodrigo Gomes, da RBA

São Paulo – Depois de gastar R$ 2,6 bilhões e não concluir nenhum trecho em três anos de trabalho, a primeira Parceria Público-Privada das empreiteiras Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC – que formaram o consórcio Move São Paulo – com a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) teve seus contratos rescindidos ontem (13), conforme publicação no Diário Oficial do Estado de São Paulo.

O objetivo era construir a linha 6-Laranja. A via ligaria o distrito de Brasilândia, região noroeste da capital, à estação São Joaquim da linha 1-Azul, na região central, O trajeto de 19 quilômetros contaria com 15 estações e deveria proporcionar conexões com duas linhas da companhia de trens (linhas 7 e 8) e com a linha 4-Amarela do metrô, além da linha 1.

A linha foi anunciada em 2008 (transição do governo tucano de Geraldo Alckmin para o do também tucano José Serra) com previsão de conclusão parcial em 2012, Mas foram iniciadas em 2015. Um ano depois, já em outra gestão do ex-governador Geraldo Alckmin, foram abandonadas.

Nesse período, o governo paulista gastou R$ 984 milhões para realizar todas as desapropriações de imóveis necessárias à passagem da linha. O gasto ficou 46% maior do que o previsto. Além disso, foi investido R$ 1,7 bilhão nas obras hoje paralisadas. R$ 680 milhões vieram do governo paulista e pouco mais de R$ 1 bilhão de empréstimos do BNDES. O custo total da obra era estimado em R$ 9 bilhões.

O principal problema teria sido a dificuldade das empreiteiras em obter empréstimos por estarem envolvidas em esquemas de corrupção. No ano passado, executivos da Odebrecht declararam em acordo de delação premiada que o custo da obra incluía recursos a serem destinados a financiamento da campanha de Alckmin à reeleição em 2014. 

Duas empresas estrangeiras foram sondadas pela Move São Paulo para assumir a obra, mas declinaram: A espanhola Cintra Ferrovial e a chinesa China Railway Engineering Corporation. Os equipamento e canteiros de obras serão vigiados por funcionários pagos pelo consórcio nos próximos meses.

A previsão é de que a linha recebesse 630 mil passageiros por dia. E a concessão às empreiteiras seria de 25 anos. As obras tiveram início com acelerada ação de desapropriação de imóveis. No entanto, com o abandono das obras, muitos escombros das casas demolidas não foram sequer removidos dos locais.

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) informou ter aplicado R$ 259 milhões em multas ao consórcio. Não há previsão para retomada das obras. 

 

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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6 Comentários
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  1. Vladimir

    15 de dezembro de 2018 12:04 pm

    Primeiro a gente tira a

    Primeiro a gente tira a Dilma…….

  2. Lionel Rupaud

    15 de dezembro de 2018 12:47 pm

    Mas os paulistanos estão muito satisfeitos,

    e elegeram de novo mais uma vez os jenios que planejaram esta PPP.

  3. WG

    15 de dezembro de 2018 12:54 pm

    Alguém ainda acredita que a

    Alguém ainda acredita que a lei é para todos ? Na terra de bolsonaros e moros, a única regra que prevalece é a lei do mais forte.

  4. ze sergio

    15 de dezembro de 2018 2:17 pm

    ESTE LIXO ERA A TAL REDEMOCRACIA EM CONSTITUIÇÃO CIDADÃ?

    Quando a Lava jato começou a chegar perto das Empreiteiras que também faziam as Obras do Governo de SP, segundo maior patio de obras do país, então os contratos das PRIVATARIAS 4.0 foram abandonados. O cúmulo do uso de Dinheiro Público em Lucros Extratosféricos Privados. Não era mais privatizar alguma Obra construída com dinheiro público, há alguns anos. Era construir uma nova obra com dinheiro público e depois entregá-la ao Lucro Privado. Era o Esquema do TRENSALÃO TUCANO que precisava ser abandonado. ALSTOM deu no pé do país, atrás, foram as outras Multinacionais Estrangeiras do Setor. MP / SP, na escuridão e no silêncio, correu em chegar a Acordos de Leniência que retiraram qualquer ligação dos esquemas criminosos com os seguidos Governos Tucanos de 1/4 de século. Destruir Empresas, Empresários  e Marcas Estrangeiras não é o objetivo do AntiCapitalismo de Estado Tupiniquim. Sérgio Moro e Dellagnol não se pronunciam, nem questionam sobre os milhões de reais depositados na Suiça em contas ligadas ao PSDB, nem mesmo quando a titularidade pertença à Filha de José Serra. ” Tudo ‘gente honesta’, fariam política de outra forma, era o fim do toma lá da cá, contra o capitalismo, socialistas os tais, contra o personalismo, contra o despotismo, política não é profissão, e outras pérolas esquerdopatas “. Nada como um dia após o outro. A Verdade Vos Libertará. A barbarie nacional muito simples e transparente nestes 88 anos de Golpe Civil-Militar Fascista. Nas últimas 4 décadas, rotulado como Socialista, Progressista, Redemocrático. País de muito fácil explicação. 

  5. CB

    15 de dezembro de 2018 3:58 pm

    O inacreditável é que o
    O inacreditável é que o eleitorado desta região vota em peso no psdb em toda eleição.

  6. erivaldo

    16 de dezembro de 2018 11:59 am

    boia dos presos

    As PPP foram cantada aos sete ventos como as meninas dos olhos dos Tucanos paulista como solução para todos os problemas. No entanto se mostrou caótica dispendiosa e uma janela para a corrupção. Todos os contratos estão sobe suspeitas a alimentação dos presos , logo,logo sera a bola da vez do MP

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