28 de agosto de 2026

PEC que acaba com escala 6×1 pode ser votada na CCJ na próxima semana

Omar Aziz (foto) rejeitou emendas e manteve texto aprovado pela Câmara, que reduz jornada para 40 horas e garante dois dias de descanso semanal
Senador Omar Aziz (PSD-AM). Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

PEC que acaba com escala 6×1 avança no Senado com relatório favorável na CCJ, mantendo texto aprovado na Câmara.
Jornada semanal será reduzida de 44 para 40 horas em até 12 meses, com dois dias de repouso remunerado garantidos.
Proposta prevê transição gradual, exceções para regimes diferenciados e mantém acordos coletivos para jornadas especiais.

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A proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 avançou no Senado nesta quinta-feira (27), com a apresentação de relatório favorável na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

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O relator da matéria, senador Omar Aziz (PSD-AM), recomendou a aprovação da PEC 221/2019 e rejeitou as 12 emendas apresentadas por senadores, mantendo o texto aprovado pela Câmara dos Deputados no fim de maio.

A expectativa é que a proposta seja analisada pela CCJ na próxima semana. Se aprovada, seguirá para o Plenário do Senado. O fim da escala 6×1 está entre as matérias consideradas prioritárias pelo Congresso nos próximos dias, segundo definição tomada em reunião entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A PEC altera a Constituição para reduzir a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, e garantir dois dias de repouso semanal remunerado. A mudança, porém, não seria imediata: o texto estabelece um período de transição.

Dois meses depois da promulgação da eventual emenda constitucional, a jornada máxima passaria de 44 para 42 horas semanais. Ao mesmo tempo, os trabalhadores já teriam direito a dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

Após 12 meses da promulgação, a jornada máxima seria reduzida novamente, chegando definitivamente às 40 horas semanais.

Como funcionaria a mudança na jornada

A proposta não determina simplesmente a substituição de seis dias de trabalho por cinco dias trabalhados em todos os casos. O objetivo central é estabelecer um limite constitucional menor para a jornada semanal e assegurar dois dias de repouso remunerado.

O texto mantém a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para categorias submetidas a regimes diferenciados. A PEC também prevê que uma lei poderá estabelecer regras específicas para determinados regimes de jornada e para os dias de folga.

Há ainda exceções previstas para trabalhadores submetidos a regimes diferenciados e para aqueles com salários mais elevados e diploma de nível superior.

Na avaliação do relator, a mudança representa uma atualização das regras constitucionais diante das transformações ocorridas na economia brasileira. Aziz lembra que o limite de 44 horas semanais foi estabelecido pela Constituição de 1988 e permanece sem alteração há 38 anos.

Para o senador, o período foi marcado por mudanças profundas na produtividade, na incorporação de tecnologias e na organização da produção. Nesse contexto, a redução da jornada não deveria ser entendida como uma ruptura, mas como uma adequação das normas trabalhistas às transformações ocorridas no mundo do trabalho.

O relatório também destaca os efeitos da redução da jornada sobre o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Na avaliação de Aziz, o segundo dia de descanso remunerado amplia o tempo disponível para recuperação física e mental e constitui um dos principais elementos da proposta.

Com informações da Agência Senado

Redação

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