3 de setembro de 2026

Motoryn: “Após tarifaço, segunda interferência eleitoral é a atuação de André Mendonça”

Jornalista aponta delegados ligados ao bolsonarismo e vazamentos seletivos como fatores de contaminação do pleito

Após o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil, a atuação do ministro André Mendonça (STF) no caso Master representa, na avaliação do jornalista Paulo Motoryn, uma segunda frente de interferência no processo eleitoral de 2026. Em entrevista à TVGGN nesta quarta [confira abaixo], ele apontou a atuação do ministro, a presença de delegados ligados ao bolsonarismo em seu gabinete e os vazamentos seletivos como fatores que estariam contaminando o debate político às vésperas da disputa.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

A avaliação de Motoryn ocorre em meio à determinação de Mendonça para que a Polícia Federal aprofundasse informações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes antes de o plenário do Supremo decidir sobre a abertura de uma investigação. “O papel do juiz não é fazer a investigação. A investigação é da Polícia Federal. Juiz entra quando o inquérito está pronto, quando tem a denúncia oferecida pelo Ministério Público, aí sim ele vai fazer o julgamento. Mas o juiz conduzir a investigação é muito problemático”, afirmou.

O jornalista também chamou atenção para a composição do entorno de Mendonça. Segundo ele, delegados que trabalharam com o ministro durante sua passagem pelo Ministério da Justiça e que são identificados com o bolsonarismo passaram a atuar em seu gabinete. “Não é a imprensa alternativa de esquerda, ativista, que está falando isso. O próprio Otávio Guedes estava falando na GloboNews o quanto esses delegados que estão no entorno do Mendonça são identificados com o bolsonarismo e egressos da Operação Lava Jato”, disse.

O episódio se insere em uma disputa maior, na qual instituições e a grande mídia podem influenciar o ambiente eleitoral por meio da divulgação seletiva de informações, em uma espécie de “Lava Jato 2”, como antecipado pelo jornalista Luis Nassif.

Motoryn classificou o cenário como parte de uma “guerra híbrida” e comparou a forma atual de atuação dos Estados Unidos com a interferência norte-americana que antecedeu o golpe de 1964. “O quanto que os Estados Unidos, de alguma maneira, pré-golpe de 64, negavam que interviriam no Brasil, escondiam a ação militar que fizeram na costa brasileira. E aqui é o contrário: é uma Operação Tio Sam em tempo real. E esse debate que a gente traz há algum tempo sobre o papel dos Estados Unidos no Brasil foi tratado nessas últimas décadas como conspiracionismo”, afirmou.

Assista à fala do jornalista pelo link abaixo:

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados