11 de setembro de 2026

Queda da energia e dos alimentos leva inflação a -0,32% em agosto

IPCA registra deflação no mês; no acumulado do ano, índice sobe 3,11% e chega a 4,22% em 12 meses

Brasil registra deflação de 0,32% em agosto, influenciada pela queda nos preços da energia elétrica e alimentos.
Energia elétrica residencial caiu 7,63% em agosto, com impacto principal na retração do grupo Habitação.
Passagens aéreas caíram 13,17% e combustíveis recuaram 0,91%, contribuindo para a queda no grupo Transportes.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A queda nos preços da energia elétrica e de alimentos contribuiu para que o Brasil registrasse deflação em agosto. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou 0,32% no mês, resultado 0,39 ponto percentual inferior à variação de 0,07% registrada em julho. No acumulado de 2026, a inflação chega a 3,11%, enquanto, nos 12 meses encerrados em agosto, o índice acumula alta de 4,22%, abaixo dos 4,44% registrados no período anterior. Em agosto de 2025, o IPCA havia caído 0,11%.

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Quatro dos grupos pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentaram queda de preços. Habitação teve a maior retração, de 1,87%, seguida por Transportes, com recuo de 0,86%, Alimentação e bebidas, de 0,34%, e Comunicação, de 0,09%. Entre os grupos que registraram alta, os resultados variaram de 0,12% em Vestuário a 1,30% em Despesas pessoais.

Energia elétrica

O grupo Habitação apresentou queda de 1,87%, o menor resultado para um mês de agosto desde o início do Plano Real. O principal fator foi a redução de 7,63% na energia elétrica residencial, que contribuiu com -0,33 ponto percentual para o IPCA.

A queda ocorreu principalmente pela incorporação do Bônus de Itaipu nas faturas emitidas em agosto. No período, permanecia em vigor a bandeira tarifária amarela, que acrescentava R$ 1,885 à conta de luz a cada 100 quilowatts-hora consumidos.

O resultado também incorporou reajustes e reduções de tarifas em diferentes capitais. Em São Paulo, uma das concessionárias aplicou reajuste de 8,85%, enquanto Vitória teve aumento de 6,89% e São Luís, de 5,42%. Por outro lado, as tarifas foram reduzidas em Fortaleza e Rio Branco.

Ainda no grupo Habitação, o gás encanado subiu 1,74%, influenciado por reajustes nas tarifas de Curitiba e do Rio de Janeiro. A taxa de água e esgoto teve alta de 0,11%, refletindo principalmente o reajuste aplicado em Salvador.

Alimentos

O grupo Alimentação e bebidas recuou 0,34% em agosto, após queda de 0,67% em julho. O resultado foi puxado principalmente pela alimentação no domicílio, que caiu 0,61%.

Entre os produtos que mais contribuíram para a redução dos preços estão a batata-inglesa, com queda de 19,89%, a cenoura, que recuou 11,22%, a cebola, com baixa de 11,07%, e o tomate, que ficou 10,94% mais barato. Também registraram redução o ovo de galinha, com queda de 4,15%, e o café moído, de 1,86%.

Em sentido contrário, o leite longa vida subiu 1,78%, enquanto os preços das frutas aumentaram 0,84% e os das carnes, 0,61%.

A alimentação fora do domicílio também desacelerou. A alta passou de 0,55% em julho para 0,36% em agosto. O preço do lanche avançou 0,62%, contra 0,76% no mês anterior, enquanto a refeição passou de alta de 0,42% para 0,18%.

Passagens aéreas e combustíveis

Em Transportes, a queda de 0,86% foi influenciada principalmente pela redução de 13,17% nas passagens aéreas e de 0,91% nos combustíveis.

O etanol ficou 3,95% mais barato, enquanto o óleo diesel recuou 0,80% e a gasolina, 0,59%. O gás veicular, por outro lado, registrou alta de 2,62%.

O transporte por aplicativo teve queda de 4,57%, resultado que também incorporou parte de uma variação registrada em julho, mas que não havia sido contabilizada naquele mês. As tarifas de táxi subiram 0,62%, influenciadas pelo reajuste aplicado em Belo Horizonte.

Cigarros

Apesar da deflação geral, o grupo Despesas pessoais apresentou a maior alta entre os segmentos pesquisados, com avanço de 1,30% e impacto de 0,13 ponto percentual sobre o IPCA.

O principal fator foi o aumento de 19,59% no preço dos cigarros. O item sozinho respondeu por 0,11 ponto percentual do resultado do mês, configurando o maior impacto positivo entre os produtos pesquisados.

Menor variação regional

Entre os índices regionais, Curitiba apresentou a menor variação, com queda de 0,64%. O resultado foi influenciado principalmente pela redução de 15,34% nas passagens aéreas e de 7,73% na energia elétrica residencial.

Em Brasília, o índice recuou 0,02%. Entre os destaques de alta na capital federal estiveram a gasolina, que subiu 3,91%, e o cigarro, com aumento de 22,89%.

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e considera famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, independentemente da fonte de renda. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas, além de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que acompanha famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefe assalariado, também apresentou queda de 0,32% em agosto. O resultado foi 0,31 ponto percentual inferior à variação negativa de 0,01% registrada em julho.

No acumulado de 2026, o INPC registra alta de 3,17%. Em 12 meses, o índice acumula avanço de 3,98%, abaixo dos 4,10% observados nos 12 meses anteriores. Em agosto de 2025, o indicador havia recuado 0,21%.

Os preços dos alimentos caíram 0,34% em agosto, depois de uma redução de 0,74% em julho. Já os produtos não alimentícios passaram de alta de 0,23% em julho para queda de 0,31% no mês seguinte.

Curitiba também apresentou a menor variação regional do INPC, com recuo de 0,67%, influenciado principalmente pelas quedas de 7,68% na energia elétrica residencial e de 4,83% em emplacamento e licença. Em Fortaleza, o índice ficou em -0,03%, com destaque para a alta de 16,41% nos cigarros e de 1,63% nos cursos regulares.

Para o cálculo dos índices de agosto, o IBGE comparou os preços coletados entre 31 de julho e 31 de agosto de 2026 com aqueles vigentes entre 1º e 30 de julho.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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