4 de junho de 2026

Pobreza e extrema pobreza crescem no Brasil desde o impeachment

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Foto: Agência Brasil
 
Jornal GGN – Desde 2016, ano em que o governo federal foi alternado com um processo de impeachment, o contigente de brasileiros considerados “pobres” segundo o padrão do Banco Mundial cresceu de 25,7% da população para 26,5%. Isso significa que, em 2016, havia 54,8 milhões de brasileiros vivendo com menos de R$ 406 por mês (5,50 dólares por dia). Agora são 2 milhões a mais nessa mesma situação.
 
O IBGE divulgou um relatório apontando ainda outro dado alarmante: o número de brasileiros em situação de “extrema pobreza” (que vivem com menos de 1,90 dólar por dia, ou R$ 140 por mês) também saltou entre 2016 e 2017. No total, mais 1,7 milhão de pessoas entraram nesta categoria, que representa 7,4 da população – antes, eram 6,6%.
 
“Do total de moradores em domicílios em que a pessoa de referência era uma mulher sem cônjuge e com filhos de até 14 anos, 56,9% estavam abaixo dessa linha [da pobreza]. Se a responsável pelo domicílio era uma mulher preta ou parda (igualmente sem cônjuge e com filhos no mesmo grupo etário), essa incidência subia para 64,4%”, informou o IBGE.
 
De acordo com o instituto, o País precisaria de R$ 10,5 bilhões mensais para erradicar a pobreza, ou seja, para que nenhum brasileiro viva com menos de 5,50 dólares por dia.
 
Para a linha de extrema pobreza (R$ 140 por mês ou US$ 1,90 por dia), o montante necessário para que todos alcancem essa linha era de R$ 1,2 bilhão por mês.
 
“Em 2016, faltavam, em média, R$ 183 para que cada pessoa abaixo da linha da pobreza conseguisse superar essa barreira. Esse hiato aumentou em 2017, para R$ 187 reais”, destacou a Folha.
 
Os dados foram apontados no relatório Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, divulgado pela Folha de S. Paulo nesta quarta (5).
 
Com a crise dos últimos anos, a taxa de desocupação saltou de 6,9% em 2014 para 12,7% em 2017: são 6,2 milhões de pessoas a mais desocupadas. E mais: em 2017, 2 a cada 5 brasileiro são  trabalhadores informais.
 

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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2 Comentários
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  1. Maria Luisa

    5 de dezembro de 2018 6:07 pm

    Esse recenseamento comprova o que se sentia

    E muitas dentre essas pessoas votaram no Bolsonaro vão continuar na pobreza e para quem presta atenção no que diz o novo govenro, ja entendeu que a tendência é piorar. 

  2. Oscar Kohl Filho

    5 de dezembro de 2018 9:38 pm

    A pinguela para o futuro do Temer

    Ruiu, derramando o povo que tava nela, n’água .Os que ficaram  nas margens serão empurrados para o rio pelo Bolsolino.

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