28 de setembro de 2026

Reação das bets: entidades pedem ao STF suspensão cautelar da MP de Lula que baniu apostas no país

Ação contesta veto total do governo, enquanto Planalto justifica medida com críticas duras ao impacto social do vício em jogos

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (28) para suspender a Medida Provisória 1394/26 assinada pelo presidente Lula na última sexta-feira (25). O ato presidencial proibiu em todo o território nacional a exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa, as chamadas bets, bloqueando imediatamente o recebimento de novos palpites nas plataformas.

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As entidades representativas argumentam que a decisão foi abrupta e causará prejuízos bilionários às empresas que realizaram investimentos com base no marco regulatório sancionado pelo próprio Executivo em 2023. As associações sustentam também haver desvio de finalidade na MP, sob o argumento de que o governo federal não demonstrou a urgência necessária para atropelar o rito legislativo ordinário sobre o tema.

No pedido encaminhado ao ministro Luiz Fux — relator das ações que já contestavam a regulamentação anterior —, as organizações solicitam a suspensão cautelar da MP até que o STF julgue o mérito da questão ou até que o Congresso Nacional delibere sobre a matéria. O magistrado analisará se decide de forma monocrática ou se encaminha a solicitação diretamente ao plenário do STF, devendo antes solicitar manifestações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A Medida Provisória possui validade inicial de 60 dias, prorrogável por igual período, e exige apreciação dos congressistas para não perder a eficácia. A iniciativa reflete o forte posicionamento do presidente Lula, que justificou a proibição comparando o impacto financeiro e o vício da ludopatia nas famílias brasileiras a um “câncer” e ao consumo de crack.

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