2 de outubro de 2026

As manobras para afastar o eleitor de Lula das urnas, por Luís Nassif

Está em curso guerra híbrida para tomar eleições brasileiras. E o primeiro passo é criar uma sensação de insegurança.
Reprodução

EUA e Austrália fecharam consulados no Brasil alegando segurança, em meio a suspeitas de interferência eleitoral.
Acusações de interferência americana e relatos de monitoramento do FBI aumentam tensão antes da eleição de 4/10.
Analistas veem possível estratégia para desestimular votos de eleitores contrários à influência dos EUA, afetando Lula.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Cuidados com as informações sobre a decisão dos Estados Unidos e da Austrália de fecharem seus consulados nas eleições. Pode ser uma etapa da chamada guerra híbrida.

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A guerra híbrida propriamente dita combina operações informacionais com outros instrumentos de pressão política, econômica ou militar. O referencial máximo é a Cambridge Analytica, empresa britânica que ganhou notoriedade por usar dados pessoais, redes sociais e técnicas de persuasão psicológica para campanhas políticas.

A pioneira foi a SCL Group, de Nigel Oakes, empresário britânico ligado à publicidade e à comunicação. Criou o Behavioural Dynamics Institute em 1990, Seu objetivo era estudar o comportamento coletivo e desenvolver técnicas para influencias decisões de grupos sociais.

Por exemplo, em 2010, em Trinidad e Tobago, a empresa utilizou grafites, cartazes e vídeos musicais para estimular a abstenção, apresentando o afastamento das urnas como uma atitude de rebeldia. A abstenção dos jovens favorecia o partido que havia contratado a empresa.

Agora, há a possibilidade de estar em curso manobra semelhante visando desestimular o voto por parte do eleitorado de Lula.

O jogo começa com a criação de uma sensação de insegurança nas eleições.

Há três mensagens circulando simultaneamente:

“Os EUA estão interferindo na eleição brasileira.”

“Há risco de violência nas eleições.”

“Os EUA e a Austrália fecharam sua embaixada e todos os consulados por razões de segurança.”

E há uma coincidência temporal especialmente relevante.

Em aproximadamente oito dias, tivemos:

24/9: parlamentares americanos acusam a própria administração Trump de interferência. The Guardian

30/9: Reuters revela que a Abin relatou interferência americana a franceses e alemães. Reuters

30/9: Guardian revela o programa americano de US$ 1 milhão voltado a grupos contrários à atuação do STF. The Guardian

1/10: governo brasileiro reage às revelações e pede investigação. The Guardian

1/10 à noite: EUA anunciam suspensão dos serviços consulares. Agenda Capital

2/10: Austrália fecha sua embaixada e reproduz o alerta americano. Smartraveller

2/10: aparece a informação jornalística de que o FBI estaria monitorando ameaças e compartilhando inteligência com quatro países. Band

4/10: eleição.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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  1. Naldo

    2 de outubro de 2026 12:57 pm

    O eleitor nunca tem paz para votar, é facada, é avião que cai, é bolinha de papel…..e por que tem que ser só um dia? Por que não pode ser durante uma semana como em alguns países? E por não permitem o voto a distância se já tem a tecnologia?

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