3 de outubro de 2026

A comprovação da guerra híbrida contra Lula, por Luís Nassif

Em 2022, houve bombas reais, tanques nas ruas, ameaças de explosão no Aeroporto de Brasília, e nenhuma embaixada fechou as portas.
Imagem gerada por IA

Embaixadas dos EUA e Austrália fecham, confirmando guerra híbrida nas eleições brasileiras.
Palantir e Cambridge Analytica usam perfis para criar clima de terror e desestimular voto em Lula.
Alertas recentes incluem pacto contra terrorismo e encontros militares no Paraguai para influenciar voto.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

As explicações para o fechamento das embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália confirmam a guerra híbrida que está sendo articulada para as eleições.

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Como funcionam as táticas da Palantir e da Cambridge Analytica?

Primeiro, analisam o perfil dos eleitores de Lula nas redes sociais. Em seguida, começam a criar um clima de terror para o período eleitoral: ameaças de Donald Trump, notícias sobre risco de tumultos e matérias sobre financiamento de grupos de ultradireita ao bolsonarismo. Tudo isso somado ao ambiente prévio de ameaças tarifárias e ao enquadramento de organizações criminosas como grupos terroristas.

Nos últimos dias, a essas informações somaram-se outros elementos, como o anúncio do pacto de países sul-americanos contra o terrorismo e encontros militares no Paraguai.

O papel da Palantir é identificar perfis que sejam, ao mesmo tempo, simpáticos ao PT e preocupados com a possibilidade de violência nas eleições. A partir daí, os algoritmos passam a martelar conteúdos alarmistas sobre esse segmento específico. O objetivo é elevar a abstenção entre os eleitores de Lula, cientes de que qualquer variação percentual pode definir o resultado final.

Hoje, a estratégia ficou evidente com a notícia de que o alerta foi motivado por uma publicação em rede social que citava bombas. Vale lembrar que, em 2022, houve bombas reais, tanques nas ruas, ameaças de explosão no Aeroporto de Brasília, invasão e depredação das sedes dos Três Poderes — e, ainda assim, não se tem notícia de nenhuma embaixada fechar as portas.

Fica assim confirmada a estratégia, que certamente desdobrará novas táticas no segundo turno.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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