5 de outubro de 2026

Candidaturas indeferidas por ligações criminosas receberam 363,3 mil votos

Entre as candidaturas indeferidas, a que recebeu mais votos foi a de João Drumond (PRD-RJ), candidato a deputado estadual no Rio de Janeiro, com 55.759 votos
Reprodução

Candidatos com registros indeferidos por ligação a organizações criminosas receberam 363,3 mil votos em 2026.
No Rio, 11 candidaturas indeferidas somaram 316,6 mil votos; João Drumond teve o maior número, com 55.759 votos.
Nove candidaturas impugnadas foram deferidas, recebendo 561,4 mil votos; duas foram eleitas e três suplentes.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

Candidaturas indeferidas pela Justiça Eleitoral por indícios de ligação com organizações criminosas receberam 363,3 mil votos nas eleições de 2026. Ao todo, 15 candidatos nessa situação puderam disputar as eleições sub judice, mas nenhum foi eleito. Caso os indeferimentos sejam mantidos, os votos recebidos serão anulados e retirados da totalização.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Entre as candidaturas indeferidas, a que recebeu mais votos foi a de João Drumond (PRD-RJ), candidato a deputado estadual no Rio de Janeiro, com 55.759 votos. O registro foi negado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) por indícios de inserção e articulação em rede associada à cúpula do jogo do bicho e de apoio político-eleitoral em territórios sob domínio de facção criminosa. A candidatura ainda é objeto de recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O Rio de Janeiro concentra 11 das 15 candidaturas indeferidas que foram às urnas. Juntas, elas receberam 316,6 mil votos. Também houve candidatos nessa situação na Paraíba, com 22,9 mil votos; na Bahia, com 23,4 mil; e no Amapá, com 397 votos.

No Rio de Janeiro, além de João Drumond, foram indeferidas as candidaturas de Diego Alba (PSDB), com 48.547 votos; Renato Machado (PT), com 48.300; Val Ceasa (PRD), com 47.080; Paulo Melo (União), com 44.288; Vaguinho Neguinho (PRD), com 27.391; Vandro Família (PSDB), com 16.219; Cristiano Santos Hermogenes (Avante), com 12.047; Clébio Lopes Jacaré (União), com 12.269; Mariana de Souza (PP), com 4.466; e Cristiane Brasil (DC), com 237 votos.

Na Paraíba, Dinho Dowsley (MDB), candidato a deputado estadual, recebeu 22.611 votos, enquanto Vitor Hugo (MDB) teve 292. Na Bahia, Binho Galinha (Avante) recebeu 23.474 votos para deputado estadual. No Amapá, Dr. Hugo (Republicanos) teve 397 votos.

Candidaturas deferidas

Além dos candidatos indeferidos, nove candidaturas que haviam sido impugnadas acabaram deferidas pela Justiça Eleitoral. Juntas, elas receberam 561,4 mil votos. Duas foram eleitas e três ficaram na condição de suplentes.

No Rio de Janeiro, Márcio Rezende (PSD) foi eleito deputado federal com 75.148 votos. A candidatura havia sido questionada por suposta intermediação eleitoral com a facção Amigos dos Amigos (ADA) em Macaé, mas o registro foi mantido pelo TRE-RJ. Ainda há recurso no TSE contra a decisão.

Em São Paulo, Ney Santos (Republicanos), ex-prefeito de Embu das Artes, foi eleito deputado federal com 118.566 votos. O TRE-SP considerou que eventuais ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC) só poderiam ser avaliadas, para fins de inelegibilidade, a partir de uma decisão criminal definitiva.

Também no Rio de Janeiro, Tio Carlos (PSDB), com 45.888 votos, e Júnior da Lucinha (PSD), com 25.836, ficaram como suplentes para deputado estadual. Marco Antonio Cabral (Solidariedade) recebeu 20.433 votos e também ficou na suplência.

Ainda entre as candidaturas deferidas no Rio, Marcos Muller (Avante) recebeu 11.563 votos e Filipe Pereira (Podemos), 10.647, ambos para deputado federal. Na Paraíba, Cícero Lucena (MDB) recebeu 252.884 votos para governador, mas não foi eleito. Em Goiás, Santana Pires (Novo) teve 508 votos para deputado federal.

Ao todo, 27 candidaturas foram impugnadas e analisadas pelos Tribunais Regionais Eleitorais. Vinte tiveram os registros inicialmente indeferidos. Posteriormente, decisões monocráticas do TSE liberaram duas candidaturas, enquanto outras três não chegaram a aparecer nas urnas.

O caso ainda pode sofrer alterações com o julgamento dos recursos pendentes no TSE. Se os indeferimentos forem mantidos em definitivo, os votos das candidaturas serão anulados e retirados da totalização dos resultados eleitorais.

*Com informações do Conjur.

LEIA TAMBÉM:

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Recomendados para você

Recomendados