4 de junho de 2026

Uso interno das Forças Armadas é ruim para democracia, afirma especialista

 
Jornal GGN – João Roberto Martins Filho, cientista político da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) afirma que o uso das Forças Armadas na segurança, como ocorre agora na cidade de Natal (RN), extrapola sua função primordial e também “expõe as Forças Armadas a serem utilzadas a torto e direito por motivações políticas”.
 
“Do jeito que estamos indo, daqui a pouco as Forças Armadas estarão cada vez mais fazendo coisas que cabem às polícias. Até a própria legalidade desse uso pode ser questionada”, afirma o cientista político em entrevista para a Agência Pública.

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Da Agência Pública
 
 
Para o cientista político João Roberto Martins Filho, da UFscar, atuação militar nos presídios extrapola sua função primordial para “dar uma resposta à sociedade porque o presidente Temer está na berlinda”
 
por Anna Beatriz Anjos

Na última semana, a crise dos presídios se ampliou e chegou ao Rio Grande do Norte. A penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta, região metropolitana de Natal, está há dez dias tomada pelos presos, e a violência que matou 26 pessoas no presídio transbordou para as ruas da capital, assustando moradores e turistas.

Desde o segundo dia do ano, quando ocorreu o massacre de 56 presos no presídio de Compaj, em Manaus, 136 pessoas foram mortas. Na última quarta-feira (19), o presidente Michel Temer autorizou as Forças Armadas a atuar em inspeções nos presídios brasileiros, quando houver solicitação dos estados. No dia seguinte, liberou tropas para reforçar a segurança nas ruas de Natal.

Para o cientista político João Roberto Martins Filho, porém, há consenso entre estudiosos de que o emprego das Forças Armadas na segurança pública extrapola “sua função primordial”, embora o artigo 142 da Constituição inclua a defesa da “lei e da ordem” entre suas atribuições. Mais do que isso: “Expõe as Forças Armadas a serem utilizadas a torto e a direito por motivações políticas”.

Leia a íntegra da entrevista com o ex-presidente da Associação Brasileira de Estudos de Defesa.

Quais são as prerrogativas e funções das Forças Armadas brasileiras? O senhor considera que elas têm se ampliado ultimamente?

A gente que estuda Forças Armadas usa a palavra “prerrogativa” para alguns privilégios que as Forças Armadas mantiveram depois do governo militar. Por exemplo, a prerrogativa de julgar, na Justiça Militar, os militares mesmo por crimes comuns. Ou, então, a prerrogativa de manter seis ministérios, que é o que existia antigamente e agora é praticamente um só. Outra coisa são as missões que a Constituição brasileira define para as Forças Armadas. Prerrogativa seria uma espécie de herança, e essas missões estão na Constituição de 1988 – ou seja, as funções constitucionais das Forças Armadas. Lá, é evidente que está definido o que é defesa do país, mas também está definido, em um dos artigos, que as Forças Armadas podem atuar na “garantia da lei e da ordem” – a GLO.

Existe um consenso entre as pessoas que estudam essa questão das Forças Armadas de que o ideal seria que a Constituição brasileira fizesse como a Constituição argentina e estabelecesse: “As Forças Armadas são instituições de Estado destinadas à defesa do país”, ponto. E não houvesse essa questão de “garantia da lei e da ordem” a pedido de um dos poderes constitucionais, que está na Constituição brasileira. De certa maneira, isso é resultado de um lobby que as Forças Armadas fizeram em 1987 e 1988 na época da Constituinte. Constitucionalmente, não é ilegal que os poderes constituídos peçam e autorizem a intervenção das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem, mas não é desejável, e todos os ministros da Defesa têm falado isso, pois, embora seja uma função prevista na Constituição, não é boa para as Forças Armadas. Por quê? Pois expõe as Forças Armadas a serem utilizadas a torto e a direito por motivações políticas.

Por exemplo: quando o governador do estado do Rio de Janeiro, aliado do governo federal, pede que ele autorize o uso das Forças Armadas – o que sempre tem que ser provisório, e as Forças Armadas nunca podem ficar sob comando do poder estadual – na manutenção da ordem pública, como já aconteceu várias vezes, o presidente da República, chefe das Forças Armadas, em geral autoriza esse uso por motivos políticos. No caso do Rio Grande do Norte, por exemplo, em que as Forças Armadas foram autorizadas a agir nas ruas de Natal, há uma clara motivação política: dar uma resposta à sociedade porque o presidente Temer está na berlinda devido à crise inacreditável que está ocorrendo nos presídios. Isso não é desejável, quase todas as pessoas que estudam Forças Armadas acham que isso não é correto, embora seja legal, mas até aí tem sido feito com certa frequência.

Com relação à questão de permitir que as Forças Armadas entrem em presídios para participar de revista, isso é absolutamente inédito. Do jeito que estamos indo, daqui a pouco as Forças Armadas estarão cada vez mais fazendo coisas que cabem às polícias. Até a própria legalidade desse uso pode ser questionada – não sei como isso será visto por advogados e juristas. Mas permitir que as Forças Armadas entrem em presídios para garantir a revista dos presos, procurar armas e esse tipo de coisa, isso é realmente um descalabro. É um uso cada vez maior do conceito de “garantia da lei e da ordem”. Como posso falar que é garantia da lei e da ordem entrar num presídio pra revistar preso? Daqui a pouco vamos usar as Forças Armadas para vigiar presídio por dentro e por fora. Acho que isso é um pouco resultado de uma crise muito séria que está acontecendo com as instituições brasileiras, e como o poder político – que é que tem que mandar nas Forças Armadas – está muito enfraquecido, acaba fazendo coisas que são erradas e ruins para a democracia brasileira. Deveríamos especializar nossas Forças Armadas em defesa do país.

Qual a sua interpretação sobre essa questão da “garantia da lei e da ordem”?

Acho que a “garantia da lei e da ordem” passou para a Constituição de 1988, mas seria melhor que não tivesse passado. Já que existe, deve ser usada em casos muito raros e cirurgicamente, e mesmo assim não é desejável. No morro do Alemão [no Rio de Janeiro], por exemplo, eles ficaram oito meses. A Constituição não autoriza uma coisa desse tipo. Isso se afasta do que deveria ser, em uma democracia, o uso das Forças Armadas, cada vez mais permitindo seu uso demagógico.

Os efetivos das Forças Armadas passam por algum tipo de treinamento para agir em contextos internos, na garantia da segurança pública?

Eles têm treinamento porque, uma vez que esse uso está previsto na Constituição, foi criada em Campinas uma brigada de garantia da lei e da ordem que envolve 2 mil soldados e oficiais, mais ou menos, e eles treinaram no Haiti. Então, estão treinados para atuar em espaços urbanos. E, inclusive, o Exército, principalmente, se orgulha de ter desenvolvido no Haiti técnicas de patrulhamento urbano que podem ser usadas na garantia da lei e da ordem no Brasil. Mas, veja bem, é uma brigada de 2 mil pessoas, enquanto o Exército tem 200 mil. É um pouco demagógico, porque isso é sempre vendido como solução para problemas que o emprego de uma brigada da força terrestre não vai resolver. Além do impacto na opinião pública de usar as Forças Armadas, ninguém acredita que isso vá resolver o problema dos presídios no Brasil, nem mesmo dessas revoltas atuais.

Quais podem ser as implicações da decisão do presidente Michel Temer de permitir que as Forças Armadas atuem em inspeções nos presídios? De que forma isso repercute internamente?

É uma degradação das Forças Armadas fazer esse tipo de papel. Acho que eles [Forças Armadas] veem com preocupação, porque percebem que estão sendo utilizados para objetivos político-eleitorais. Por outro lado, há certa diferença porque o Exército tem uma história mais voltada para esse tipo de atuação, tanto é que, se olharmos para onde estão as unidades militares brasileiras, elas estão quase sempre localizadas no Sudeste, enquanto nossas fronteiras são mais vulneráveis no Centro-Sul e na Amazônia. Existe uma tradição. Acredito que a Marinha e a Aeronáutica estão menos comprometidas com isso, embora tenham sido usados, no Rio de Janeiro, os carros blindados dos fuzileiros navais, que também treinaram no Haiti. Quanto aos fuzileiros navais, tem uma unidade da Força Naval usada para combate em terra – são soldados, não marinheiros. O corpo de fuzileiros navais tem uma escola de treinamento para missões de paz. Quanto a isso, há um consenso de que está certo participar de missões de paz, o problema é fazer isso e voltar dizendo que aprendeu usar as Forças Armadas para garantir a lei e a ordem no Rio de Janeiro.

Esse tipo de atribuição dada às Forças Armadas pode aumentar o seu poder político?

As Forças Armadas evidentemente ficaram preocupadas nos últimos meses do governo Dilma quando começou a haver uma mobilização dos movimentos sociais, que inclusive compareceram ao Palácio do Planalto. Mas, de um modo geral, ficaram fora da coisa. O comandante do Exército [Eduardo Villas Bôas] disse que não adiantava chamar que elas não iriam, não existia a menor condição para uma intervenção das Forças Armadas. O problema que considero mais sério hoje é que o poder político está muito enfraquecido e, com isso, o controle civil das Forças Armadas também fica enfraquecido. Assim, elas têm um poder de barganha cada vez maior. Talvez o pacto que tenham feito era que seria melhor concordar. Se tivessem falado “olha, não dá, isso é uma coisa perigosíssima, nós não queremos, embora tenhamos que obedecer”, se tivessem passado essa opinião para o ministro da Defesa, ele passaria ao presidente da República. Mas parece que, neste caso, o ministro da Defesa achou bom.

As decisões que o Temer tomou acerca da questão nos últimos dias pode significar a ineficiência da estratégia de segurança pública dos estados?

Acho que sim. Cada estado é diferente, mas, nesses estados em que ocorreram os massacres, é um atestado de absoluta incapacidade. O problema é saber se o Brasil deve comprometer as Forças Armadas num problema dessa gravidade que não compete estritamente a ela.

O senhor, como a maioria dos estudiosos da questão das Forças Armadas, entende que o Brasil realmente precisa delas?

Não tenho dúvida de que um país do tamanho do Brasil, com as fronteiras e riquezas que temos, não pode prescindir de ter Forças Armadas – tanto Força Aérea quanto Exército e Marinha – para defender as águas territoriais, impedir invasões de qualquer tipo pelo ar e evitar violação de fronteiras por terra. Mas isso é a defesa nacional, a esquerda brasileira sempre foi favorável à defesa nacional, não há problema quanto a isso. A esquerda, na verdade, é a que está mais comprometida com essa ideia de defesa nacional. Defendo a modernização das Forças Armadas. Acho que o Brasil tem que ter submarino nuclear, por exemplo. Acho que essas coisas têm que ser garantidas: Forças Armadas modernas.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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10 Comentários
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  1. Victor Suarez

    24 de janeiro de 2017 2:49 pm

    Há muitos interesses em jogo

    Há muitos interesses em jogo quando se trata de Brasil, país continental, extremamente rico, com uma população multicultural e miscigenada pronta para enfrentar qualquer desafio, recursos naturais em abundância e com capacidade de crescimento praticamente ilimitada haja vista o estado de pobreza de boa parte da população.

    Lula-Dilma aumentaram o poder de compra do salário mínimo e somente isso foi o bastante para recuperar a dignidade e incluir milhões de almas brasileiras.

    As forças armadas já não tem o apoio de entidades externas. Os EUA de Clinton-Soros mudaram a estratégia e agora financiam movimentos de desestabilização social não-armada (MBL, Black Blocks, Mulheres, PSOL, ONGs, PV, REDE, mulheres ..). Toda sorte de gente tola sensível a assuntos emotivos e com pouca capacidade de julgamento tem sido usada para mobilização política.

    A primavera árabe pode botar na conta da Killary. Muitos jovens inocentes deram a vida para trocar seis por meia dúzia na África setentrional e oriente médio. O resultado é o caos total implantado propositalmente pelo Ocidente, o mesmo que agora acusa os jihadistas epal escalada da violência no SAHEL (África, entre o Saara e a área tropical).

    Ucrânia, Siria, Líbia, Líbano … agora Coréia do Sul, Brasil, Venezuela … isso depois de terem destruído a Iugoslávia e criado um estado da OTAN, Kosovo.

    Até Trump está sendo vítima do establishment mundial com as mesmas táticas. Talvez se alinhar com o Flynn possa ser uma saída contra esse atoleiro causado pela burrice coletiva das massas emotivas e nada racionais.

    As elites não precisam mais da forças armadas. Infelizmente o nosso exercíto está sendo usado para MT fazer política e tripudiar do povo.

     

  2. jose adailton v ribeiro

    24 de janeiro de 2017 3:14 pm

    Nada de novo

    O post  começa com um período que suscita reflexões sobre a nossa história recente e apenas revela que não estamos falando de ineditismos:

    “… o uso das Forças Armadas na segurança, como ocorre agora na cidade de Natal (RN), extrapola sua função primordial e também “expõe as Forças Armadas a serem utilzadas a torto e direito por motivações políticas”.”

  3. Idiro

    24 de janeiro de 2017 3:29 pm

    Eu penso que entre duas

    Eu penso que entre duas coisas ruins devemos escolher a menos ruim. Obviamente que não é bom o exército substituir a polícia, mas só quem já visitou um quartel do exército sabe a quantidade de ociosidade que existe lá. Só não é um tédio completo porque os militares estudam e praticam esportes, e os soldados varrem o quartel umas vinte vezes ao dia. Trabalho mesmo não tem. É um conjunto enorme de homens e mulheres que nada podem produzir. Que falta faz esse pessoal ajudando a patrulhar as ruas em tempos de paz e em outras situações onde a polícia é sobrecarregada, como em verdadeiras guerras civís rotineiras onde ônibus são incendiados e os jornais se ocupam delas até que todo mundo se canse e se acostume.

    Acho que com algum planejamento dá pra se buscar um meio termo e ocupar esses homens e mulheres, que obviamente são inteligentes e cultos (senão não seriam aprovados nos concursos e exames diversos) e poderiam contribuir com a preservação da natureza e na garantia de segurança ao cidadão, sem prejuízo de seu treinamento para tempos de guerra.

    1. JB Costa

      24 de janeiro de 2017 4:54 pm

      Caro Idiro,
      Procure se

      Caro Idiro,

      Procure se informar melhor acerca dos afazeres das Forças Armadas antes de conjecturar. Quem lê teu breve comentário imagina as mesmas como um conjunto de ociosos entediados, o que está longe da verdade.  Poderia listar uma gama de atividades relacionadas com o papel constitucional da mesma, mas seria ocioso por óbvias. Vou enumerar apenas as principais,

      Primeiro: o adestramento, incluindo a parte intelectual, manobras e intercâmbios, dentre dezenas de outras.  tanto da tropa efetiva como dos incorporados para o serviço militar. Segundo: as missões especiais. Terceiro: os serviços administrativos, técnicos e se suporte para as atividades fins. A ociosidade é aparente.

      Ademais, militares são treinados para a guerra, interna ou externa. E se há uma coisa que emblema estas é a morte. Ou seja, a missão última é a aniquilação do inimigo. Utilizá-los como força policial, além do desvirtuamento de função,  incide num risco enorme tanto para um lado como para o outro.

       

      1. Idiro

        24 de janeiro de 2017 5:51 pm

        Caro JB Costa,Essas

        Caro JB Costa,

        Essas atividades listadas, e mesmo as dezenas de outras não listadas, não ocupam 6 horas por dia o ano inteiro. A ociosidade só não é insuportável num quartel por causa das atividades físicas e intelectuais que os militares têm. Eu não os culpo, aliás eu lamento muito não ter seguido a nobre carreira militar, e se meu filho quiser (e conseguir) ser militar eu vou morrer de orgulho.

        Eu deixei claro no meu comentário que colocar as forças armadas pra auxiliar a polícia NÃO é uma coisa boa (eu não gosto de grifar palavras mas parece que é o jeito). Mas penso ser MENOS PIOR do que manter esse efetivo caríssimo desocupado (não o tempo todo, mas grande parte do tempo).

        Eu tomei como base para meu comentário depoimento de militares conhecidos, inclusive familiares, e uma atividade que eu fiz de duas semanas num núcleo de material bélico.

    2. Rui Ribeiro

      24 de janeiro de 2017 10:00 pm

      Besteira, pois guerra agora se faz com drones

      A FAB está servindo apenas para transportar os Ministros do governo golpista.

  4. joel lima

    24 de janeiro de 2017 3:38 pm

    O México usou e o que houve

    O México usou e o que houve foi o efeito contrário = os carteis ficaram mais fortes. Misturar exército com combate às drogas é de uma estupidez sem tamanho. Imagina quando os soldados tiverem que fazer revista em presídio se eles não vão virar alvos cobiçados. Matar um soldado é uma forma de dizer que o crime organizado é mais forte que as forças armadas do país. 

  5. Rui Ribeiro

    24 de janeiro de 2017 9:04 pm

    Nossas forças armadas são mercenárias

    Nós somos inimigos externos das nossas mercenárias forças armadas. As nossas ffaa’s defendem interesses alienígenas, por isso nos atacam.

  6. RAFAEL SOUZA

    25 de janeiro de 2017 12:34 pm

    Forças armadas
    Democracia é liberdade dentro das fronteiras estabelecidas pelas regras e leis da constituição,libertinagem é liberdade além das fronteiras da lei.
    Se o estado investisse nas polícias militares não seria necessário as FFAA limpar a bagunça e por ordem na casa.
    Acho que esse especialista comunista prefere deixar a bagunça do jeito que está ou chamar o Superman pra ver se ele aparece!
    A verdade é que estão com medo da ascensão do patriotismo das FFAA,por isso ficam desqualificando elas e todo a aqueles que querem o bem do povo!

    BOLSONARO 2018

  7. RAFAEL SOUZA

    25 de janeiro de 2017 1:01 pm

    Forças armadas em ascensão
    Democracia é liberdade dentro das fronteiras estabelecidas pelas regras e leis da constituição,libertinagem é liberdade além das fronteiras da lei.
    Se o estado investisse nas polícias militares não seria necessário as FFAA limpar a bagunça e por ordem na casa.
    Acho que esse especialista comunista prefere deixar a bagunça do jeito que está ou chamar o Superman pra ver se ele aparece!
    A verdade é que estão com medo da ascensão do patriotismo das FFAA,por isso ficam desqualificando elas e todo a aqueles que querem o bem do povo!

    BOLSONARO 2018

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