O Conselho Federal de Economia (Cofecon) divulgou nesta segunda-feira (19) um manifesto em defesa da democracia no Brasil, no qual alerta para os riscos envolvidos na escolha presidencial do segundo turno, marcado para 25 de outubro. A entidade afirma que a disputa representa o confronto entre dois projetos distintos de país e defende a preservação da Constituição, das instituições democráticas e da soberania nacional.
No documento, o conselho manifesta apoio a um projeto de país autônomo e soberano, comprometido com o Estado democrático de direito, a liberdade de expressão e de cátedra, a laicidade do Estado e do ensino e o respeito à diversidade étnica, religiosa, racial e de gênero.
A entidade também retoma as discussões realizadas durante o XXIX Simpósio dos Conselhos de Economia (SINCE), promovido no mês passado. Ao final do encontro, que reuniu representantes da categoria e economistas de todo o país, foi aprovada a Carta de São Paulo, com propostas para o futuro da economia brasileira.
O documento defende um modelo de desenvolvimento sustentável nos aspectos econômico, social e ambiental. Também critica a concepção de ajuste fiscal baseada exclusivamente no corte de investimentos e de programas sociais, por considerar que essa abordagem prejudica principalmente a população mais vulnerável.
Ao justificar a divulgação do manifesto, o Cofecon afirma que pretende alertar a sociedade sobre as consequências da decisão eleitoral. A entidade encerra o texto com uma defesa da Constituição, das instituições, da soberania e da democracia, além de se posicionar contra o que classifica como barbárie, censura, arbítrio e negacionismo climático.
Confira a nota na íntegra:
Manifesto do Conselho Federal de Economia (Cofecon) em defesa da democracia no Brasil
No próximo dia 25 de outubro, o Brasil estará diante de importante definição da sua história. O segundo turno da eleição presidencial nos coloca diante de dois projetos distintos de país. Mais que uma simples escolha entre partidos ou candidatos, estamos diante de duas visões antagônicas para o futuro do País.
Defendemos um projeto autônomo, soberano, que preserve a Constituição, o Estado democrático de direito, as instituições, a liberdade de expressão e de cátedra, a laicidade do Estado e do ensino e o respeito à diversidade étnica, religiosa, racial e de gênero.
O Conselho Federal de Economia (Cofecon), entidade máxima representativa dos economistas brasileiros, realizou no mês passado o XXIX SINCE – Simpósio dos Conselhos de Economia. O evento, em formato híbrido, reuniu lideranças da categoria e milhares de economistas de todo o Brasil e, durante três dias, realizou importantes debates sobre temas profissionais e nacionais.
Ao final do Simpósio, foi aprovada e publicada a Carta de São Paulo, na qual expressamos nosso posicionamento a respeito do futuro da economia brasileira. Nela defendemos a busca do desenvolvimento sustentável, sob o ponto de vista econômico, social e ambiental. Da mesma forma, questionamos a visão superficial do “ajuste fiscal” baseada no corte de investimentos e programas sociais, em prejuízo da população mais carente (disponível neste link).
Vimos neste momento nos posicionar e alertar o povo brasileiro para o que está em jogo no processo eleitoral, assim como os riscos envolvidos a partir da escolha a ser feita. Não à barbárie, à censura, ao arbítrio e ao negacionismo climático. Pela Constituição, pelas Instituições, pela soberania e pela preservação da democracia!
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