17 de outubro de 2026

TSE altera endereço de 4.352 seções eleitorais

Mudanças atingem 0,87% do total de seções e foram motivadas por reformas, problemas estruturais e danos causados pelas chuvas
Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

Justiça Eleitoral alterou endereço de 4.352 seções para o segundo turno das eleições em 25 de outubro de 2026.
São Paulo lidera com 982 seções alteradas, seguido por Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia.
TSE criou Sala Nacional de Situação Climática para monitorar riscos e garantir segurança na votação.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Justiça Eleitoral alterou o endereço de 4.352 seções eleitorais em todo o país para o segundo turno das eleições de 2026, marcado para 25 de outubro. As mudanças correspondem a 0,87% das 499.248 seções instaladas no Brasil e foram motivadas por reformas, problemas de infraestrutura, dificuldades de acessibilidade e danos provocados por eventos climáticos.

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Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os ajustes buscam garantir segurança e conforto aos eleitores, mesários e demais profissionais envolvidos na votação. Os dados consideram as alterações realizadas até sexta-feira (16).

São Paulo concentra o maior número de seções com endereço alterado, com 982. Em seguida aparecem Minas Gerais, com 514; Rio de Janeiro, com 431; e Bahia, com 312.

O tribunal orienta os eleitores a verificar previamente o local de votação, mesmo que já conheçam o endereço utilizado no primeiro turno. As informações atualizadas podem ser consultadas pelo aplicativo e-Título ou pelo serviço de Autoatendimento Eleitoral, disponível no portal do TSE.

Chuvas e problemas estruturais motivaram mudanças

Entre os motivos para a transferência de seções estão os danos provocados por chuvas fortes, reformas não concluídas em escolas públicas, problemas no fornecimento de energia elétrica e instalações que deixaram de oferecer condições adequadas de acessibilidade ou segurança.

De acordo com o tribunal, as alterações são definidas pelas zonas eleitorais, responsáveis por avaliar as condições locais e identificar instalações adequadas para receber os eleitores. As decisões, portanto, não são tomadas de forma centralizada pelo TSE.

A Justiça Eleitoral também esclarece que a transferência de uma seção para outro prédio não significa necessariamente a redução do número de seções eleitorais.

A recomendação é verificar o endereço atualizado antes de sair de casa no dia da votação. A consulta pode ser feita por dois canais oficiais:

 – e-Título: aplicativo da Justiça Eleitoral, que disponibiliza informações sobre o local de votação.

 – Autoatendimento Eleitoral: serviço disponível no portal do TSE.

Segundo o tribunal, as atualizações feitas pelos cartórios eleitorais são refletidas nesses canais oficiais.

No segundo turno, os eleitores votarão para presidente da República e, em seis estados e no Distrito Federal, também para governador. Como haverá menos cargos em disputa, a expectativa do TSE é de uma votação mais rápida e de filas menores.

TSE monitora riscos climáticos

O tribunal também informou que instituiu uma Sala Nacional de Situação Climática para acompanhar possíveis impactos de eventos extremos sobre a organização das eleições.

A estrutura atua em conjunto com órgãos como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), a Defesa Civil e as Forças Armadas.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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