A equipe de campanha do presidente Lula (PT) detalhou uma manobra de Flávio Bolsonaro (PL) para não entregar seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos afirmou que “Flávio Bolsonaro fingiu que aceitou o desafio só para responder a opinião pública, mas não aceitou nada”.
A equipe de campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou que aceitou o desafio feito pelo presidente Lula e que entregou os documentos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na madrugada desta sexta-feira (23).
Entretanto, Boulos, denunciou que a documentação da equipe de Flávio Bolsonaro estava incompleta e era ilegítima, porque não trouxeram o principal: “autorização de abertura de sigilo”, apenas um documento informando que “o juiz pode decidir quebra de sigilo, se assim quiser”. Na prática, o documento da equipe de Flávio não o obriga a participar, efetivamente, do desafio.
Além disso, com o aumento das exigências das pessoas que seriam investigadas, enquanto a campanha de Lula alega que eles cumpriram e trouxeram a documentação para a quebra de sigilo de todos os solicitados, os representantes de Flávio Bolsonaro omitiram as contas pessoais do próprio candidato à Presidência, constando apenas de suas empresas, não trouxeram os dados da conta que Flávio aparece como ‘master’ junto a Willer Tomaz e omitiram a abertura de sigilo para Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, e administrador da conta que teria recebido os recursos para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro, Dark Horse.
“Eles excluíram, simplesmente, as três peças fundamentais: eles não dão autorização para abertura de sigilo das contas pessoais do Flávio, só das contas das empresas dele. Não tem autorização de abertura de sigilo do Flávio. Segundo, faltou uma figura que o Brasil conhece, Eduardo Bolsonaro, que estava no nosso pedido”, expôs Boulos.
“E para completar, lógico, a famosa conta conjunta em que o Flávio era administrador ‘master’ junto com Willer Tomaz no Banco Santander, na Ilha da Madeira, da empresa Alcazar, nada, nenhuma autorização”, completou.
Em outro dos pontos expostos pela campanha de Lula era que o acordo entre as partes no chamado “desafio” de quebra de sigilo, assinado e aceito previamente por ambas as partes – Lula e Flávio – era de que os documentos fossem entregues até às 11:59 desta quinta-feira (22). Enquanto os representantes legais de Lula compareceram a sede do TSE às 21h, protocolando toda a documentação exigida pela campanha de Flávio Bolsonaro, a equipe do adversário foi ao local de madrugada, após o prazo.
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