25 de outubro de 2026

Lula lidera no exterior e vence na maior parte da Europa; Flávio tem vantagem nos Emirados e na África do Sul

Levantamento parcial do g1 com boletins de urna mostra petista à frente em 37 países, contra 12 do senador; Estados Unidos ainda não têm dados do 2º turno
Reuters - Reprodução BBC

Lula lidera votação no exterior no segundo turno, com 71.458 votos contra 56.031 de Flávio Bolsonaro.
Na Europa, Lula vence em quase todos os países, exceto na Grécia, onde Flávio está à frente.
Em países do Brics, votos estão divididos: Lula lidera na China e Egito, Flávio vence na África do Sul e Emirados.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Os boletins de urna divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até as 15h03 (horário de Brasília) deste domingo (25) indicam vantagem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na votação no exterior no segundo turno. Na parcial, o presidente soma 71.458 votos, contra 56.031 de Flávio Bolsonaro (PL). Lula venceu em 37 países ou territórios, e o senador, em 12.

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Quase 1 milhão de brasileiros que vivem fora do país estão aptos a votar, em 186 cidades de mais de cem países. O resultado consolidado só será divulgado pelo TSE depois das 17h, quando a votação termina no Brasil. No primeiro turno, Lula venceu em 64 países e Flávio, em 36, com empate em Guiné-Bissau. O petista teve 157.387 votos (47,57%), contra 143.900 (43,49%) do senador, e a abstenção foi de 62,69%.

Europa pende para Lula

É na Europa que o presidente concentra sua melhor performance. Entre os países com dados do segundo turno, ele foi o mais votado em quase todos. A única exceção até agora é a Grécia, onde Flávio recebeu 311 votos (54,95%), contra 255 (45,05%) de Lula.

Na França, o petista obteve 10.676 votos (83,96%), contra 2.039 (16,04%) do adversário. Na Espanha, foram 9.293 votos (68,42%) para Lula e 4.289 (31,58%) para Flávio. A Irlanda deu 7.194 votos (80,20%) ao presidente, contra 1.776 (19,80%), e a Holanda, 5.578 (80,13%), contra 1.383 (19,87%). Na Dinamarca, Lula somou 1.383 votos (85,06%), e Flávio, 243 (14,94%). Na Suécia, o placar foi de 2.127 (78,26%) a 591 (21,74%), e na Áustria, de 1.178 (74,98%) a 393 (25,02%).

A disputa foi mais apertada na Bélgica, onde Lula teve 3.064 votos (58,72%) e Flávio, 2.154 (41,28%), e na Suíça, com 7.089 (56,68%) contra 5.419 (43,32%). Nesta última, a diferença cresceu em relação a 2022, quando o petista venceu por 52,22% a 47,78%.

Alemanha, Itália, Portugal e Reino Unido, que têm grandes colônias de brasileiros, ainda não tinham dados do segundo turno. No primeiro turno, Lula liderou em todos eles. Em Portugal, teve 26.401 votos contra 19.412 de Flávio, e na Alemanha, 13.525 contra 3.532.

Os Estados Unidos, que reúnem a maior comunidade brasileira de eleitores no exterior, ainda não tinham boletins do segundo turno divulgados. No primeiro turno, Flávio recebeu 45.004 votos, quase o dobro dos 23.335 de Lula. Em 2022, no segundo turno, Jair Bolsonaro havia vencido no país por 65,39% a 34,61%.

Brics dividem votos

Entre os países do Brics com dados disponíveis, o resultado é dividido. Na China, Lula teve 502 votos (65,28%), contra 267 (34,72%) de Flávio, vantagem maior que a de 2022, quando o petista havia vencido por 53,65% a 46,35%. No Egito, o presidente também lidera, com 60 votos (78,95%).

Já na África do Sul, Flávio venceu por 256 votos (57,92%) a 186 (42,08%). Nos Emirados Árabes Unidos, o senador também está à frente, com 772 votos (54,56%), contra 643 (45,44%) de Lula. Na Indonésia, outro integrante do bloco, Flávio soma 23 votos (60,53%), e Lula, 15 (39,47%).

Rússia, Índia, Irã e Etiópia ainda não tinham dados do segundo turno. Na Rússia, Lula havia vencido o primeiro turno, por 49 votos a 25. Na Índia e no Irã, a vantagem do petista foi menor no primeiro turno: 29 a 27 e 14 a 11, respectivamente. A Etiópia não registrou votos naquela etapa.

*Com informações do g1.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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