21 de maio de 2026

Em mais contradições, Bumlai apresenta tese diferente da Lava Jato e da defesa de Lula

Contrariando a defesa de Lula, mas também os argumentos da Lava Jato do Paraná, Bumlai diz agora que era uma “surpresa” para o ex-presidente
 

Foto: Reprodução
 
Jornal GGN – Contrariando as teses levantadas pela Operação Lava Jato até agora em mais um processo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em tese diferente da defesa, mas também diferente dos acusadores, o pecuarista José Carlos Bumlai afirmou que o sítio de Atibaia, de propriedade de Fernando Bittar, seria uma compra “surpresa” para Lula.
 
Segundo o relato do pecuarista, que é acusado na Lava Jato e um dos delatores, o filho de Fernando, Jacó Bittar, teria comentado com ele, durante um encontro no Palácio da Alvorada, quando Lula ainda era presidente da República, em 2010, que eles estavam buscando um sítio para comprar como “supresa” para Lula.
 
Ainda que colocando o ex-presidente como possível favorecido na aquisição, pelo argumento de Bumlai, o ex-presidente não tinha conhecimento. O ex-presidente Lula nega que seja dono do local, cuja propriedade está em nome de Fernando Bittar. Mas a Lava Jato acusa que o sítio seria de Lula, com seu consentimento, e sendo ele consciente de que as obras realizadas no local seriam um tipo de troca de favores por contratos ilícitos.

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De acordo com o Ministério Público, na tese da Lava Jato, as obras no local foram pagas, em parte, com empréstimo fraudulento do pecuarista. “Pelo que ele [Jacó Bittar] me falou a dona Marisa já sabia e era uma surpresa para o presidente”, disse Bumlai, em acusação sem provas, mas que também contraria a própria tese dos investigadores.
 
O depoimento de Bumlai ocorre um dia depois do interrogatório do ex-presidente Lula à juíza federal substituta Gabriela Hardt. Durante quase 3 horas, Lula foi coagido pela magistrada, mas tratou de esclarecer que não pagou reformas no sítio e ressaltar que todas as provas e documentações compravam que o sítio não era seu.
 
 
Mencionou que sim havia pensado em adquirir a propriedade, mas que o dono do local não quis vender. Ainda, na ausência de dona Marisa Letícia, falecida em fevereiro do último ano, teve que responder a questionamentos sobre o suposto conhecimento de sua esposa, e disse duvidar que Marisa tenha pedida reformas na propriedade.
 
“Eu tenho muita dúvida se a Dona Marisa pediu para fazer reforma. Como ela não está aqui para explicar, eu fico com a minha dúvida, sinceramente”, afirmou.
 
Ainda sem ser de sua obrigação como réu no caso, Lula disse que queria provar que o sítio de Atibaia não era dele. “Eu repudio qualquer tentativa de qualquer pessoa dizer que foi feito uma obra pra mim naquele sítio (…) As obras não foram feitas pra mim, portanto, eu não tinha que pagar porque achei que o dono tinha pago”, retrucou.
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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13 Comentários
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  1. clivio Aragão

    16 de novembro de 2018 3:29 pm

    Este nosso judiciário. Uma
    Este nosso judiciário. Uma vergonha a justiça brasileiro.

  2. emerson57

    16 de novembro de 2018 4:35 pm

    Lula é kulpado!

    Lula é culpado, já resolveu o supremo juiz do universo e o seu querubim do pouerpointe.

    Essa juiza já recebe a condenação pronta do titular da justiça. Batepau com auxílio moradia.

    Nada pode modificá-la. Nem se o arcanjo Gabriel descer do céu com ordem do seu chefe.

    Se a juiza inocenta Lula condena ao mesmo tempo sejumoro e o tribunal de Porto Alegre.

    Bissurdo!

  3. Marcelo Nascimento

    16 de novembro de 2018 5:09 pm

    Um processo Kafkaniano.
    E a

    Um processo Kafkaniano.

    E a juiza deve estar pensando no buraco que se meteu. Porque qualquer pessoa com um minimo de bom senso perceberia que o processo nao para em pe.

    Capaz da juiza confiscar o sitio e porque nao, confiscar essa famosa conta PT que sao subtraidos todas essas propinas? Que o MP depois faca um contorcionismo nas contas da Odebrech e OAS e ache essa conta.

  4. Luciano Prado

    16 de novembro de 2018 5:18 pm

    Ninguém, mas ninguém mesmo no
    Ninguém, mas ninguém mesmo no Brasil seria condenado nesse processo. Certamente nem teria dado início se o alvo fosse outra pessoa qualquer.
    Lula é troféu.
    É já foram longe demais pra recuar.

  5. peregrino

    16 de novembro de 2018 5:40 pm

    condenação de Lula vem de uma receita de bolo…

    um quilo de farinha de ódio

    quatro gemas de subserviência

    dois quilos de falta de respeito

    uma colher de ilegalidade

    cinco xícaras de abuso de poder

    um litro de óleo de peroba

    uma pitada de direito garantido

     

    misture tudo, entregue para a Globo bater mais e leve ao forno da marca TRF4

  6. Roberto Sidnei

    16 de novembro de 2018 5:43 pm

    Como dizer que o sitio é meu?
    Lula poderia ter saído bem dizendo:
    Doutora, se eu quisesse vender o sitio atribuído a mim, como fazer?
    Além disso, o MP pede a mim provar que um sítio não é meu. Se fosse para provar que é meu, seria difícil, não? Então, como provar minha inocência se todas as evidências e contratos dizem que sou inocente? Ou ainda, não vejo outra alternativa para provar minha culpa do que eu “CONFESSAR” que o sitio é meu mas como posso fazer isso sem cometer falsidade ideológica (todos documentos provam que não é meu!)

  7. Frederico Firmo

    16 de novembro de 2018 6:47 pm

    E o desrespeito da Juiza

    E o desrespeito da Juiza é tratado na imprensa como firmeza. Mas no depoimento me parecia apenas que estava beira de um ataque de nervos.

    Se a juiza tivesse compreendido um pouco da história do país teria tratado Lula com o devido respeito, e se tivesse compreendido melhor as leis saberia que cabe a acusação o ônus da prova.  Lula teve que lembrá-la deste fato singelo.  Mas como o seu antecessor o CNJ, acha que tudo são pequenos deslizes de pessoa inexperiente.

  8. Luciano Lira

    16 de novembro de 2018 7:32 pm

    Lula falou com autoridade e

    Lula falou com autoridade e com brilho próprio! A juíza parecia incomodada com o Lula… O que ficou claro foi que não houve nenhuma prova que incriminasse o Lula… a verdade faz pouco barulho mas acaba vencendo… é só uma questão de tempo… o tempo histórico pode levar dias, décadas, séculos… mas aparece…

  9. peregrino

    16 de novembro de 2018 7:34 pm

    o segredo da coisa é acusar com o que não existe…

    porque é humanamente impossível provar o oposto do que não existe

     

    reparem como quem interroga e/ou julga não consegue se livrar dos elementos narrativos da acusação, inclusive da mídia, porque se o fizer, se conseguir se livar, jogará por terra toda a coerência lógica do processo, do combinado

    1. peregrino

      16 de novembro de 2018 7:54 pm

      muito comum…

      em processos com sentenças prontas ou antecipadas que, podem reparar, geralmente afirmam algo que já foi dito nos elementos narrativos da acusação, jamais do que se tirou das provas, que geralmente faltam, e dos depoimentos

       

      o rebate com reprovação a praticamente toda a fala do réu só confirma, é sentença pronta

  10. Maria Rita

    16 de novembro de 2018 7:52 pm

    Sabe aquele inquérito numa

    Sabe aquele inquérito numa sala escura de delegacia com um vidro espelhado que impede o ‘suspeito’ de ver quem o está assistindo?  Foi o que pareceu nesse depoimento à juizeca substituta do juizeco sejumoro. Ela atuava numa cena autoritária humilhando sua vítima para sejumoro ter espasmos-orgasmos vingativos. Só faltou a vestimenta de couro, as botas e o chicote. O apelo era o mesmo. Lula, a maioria do povo brasileiro não compactua com tal espetáculo. Perdoa pela nossa impotência diante da merda gigante que essa republiqueta fez com nosso país. 

  11. Cristiana Castro

    16 de novembro de 2018 10:36 pm

    Tá na hora do MST/MTST/CUT,

    Tá na hora do MST/MTST/CUT, PT, PcdoB, etc… Convovarem um acampamento gigante no sítio do Lula. Todo mundo pra Atibaia fazer um churrasco.

  12. Olyrio Izoton

    17 de novembro de 2018 2:14 pm

    Julgamento de Lula
    A inversão da justiSSa: o acusado é quem tem que apresentar o ônus da prova. Absurdo! A que ponto chegamos!

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