4 de junho de 2026

Comissão inocenta juíza e diz que advogada foi algemada “para sua própria segurança”

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Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – A juíza “leiga” Ethel Tavares de Vasconcelos não cometeu nenhum abuso de autoridade quando mandou algemar a advogada Valéria Lucia dos Santos, durante uma audiência judicial em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Segundo o desembargador que julgou a ação, o que aconteceu foi que Valéria “se jogou no chão” e precisou ser algemada “momentaneamente”, para sua “própria segurança”. A informação foi divulgada pela jornalista Mônica Bergamo nesta terça (25).

O desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, do Tribunal de Justiça do Rio, afirmou: “Não vislumbro prática de qualquer desvio funcional dos servidores envolvidos e da advogada juíza leiga Ethel Tavares de Vasconcelos.”

Ele decidiu também que a “versão da advogada Valéria Lucia dos Santos de que ‘levou uma rasteira, uma banda, suas mãos colocadas para trás e algemada’ está em colisão com todo o restante da prova que afirma que ela se jogou no chão e se debatia quando veio a ser momentaneamente algemada, até que o representante da OAB chegou e ela se acalmou, havendo pronta retirada das algemas.”
 
Sobre o vídeo que “correu o mundo virtual”, mostrando Valéria algemada e desrespeitada no exercer de sua profissão, o desembargador disse que não é compatível com outras “provas” nos autos e descartou as imagens.
 
“As conclusões são contrárias às acusações da OAB do Rio de Janeiro. Logo depois do episódio, a entidade afirmou que ‘nem na época da ditadura se prendia, algemava e jogava no chão um advogado dentro da sala de audiência. É um absoluto desrespeito ao Estado democrático de direito e à advocacia. Isso causa muita preocupação'”, destacou Bergamo.
 
A comissão ouviu a advogada, a juíza, os policiais, estagiários e funcionários do 3º Juizado Especial Cível de Duque de Caxias e defensores que também presenciaram a cena, anotou a jornalista.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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30 Comentários
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  1. jose antonio Santos

    25 de setembro de 2018 2:49 pm

    chocado mas não surpreso

    Isso é só um exemplo do que vai ocorrer se o COISO, eu prefiro chamar de  O COICE, vencer!

     

    Hadad! Malu! 13 de cabo a rabo!

  2. peregrino

    25 de setembro de 2018 3:01 pm

    mais do judiciário que nos tortura…

    desenhando : concordo que te machuquem para que não se machuques

  3. Luciano Prado

    25 de setembro de 2018 3:04 pm

    O argumento das prisões por
    O argumento das prisões por desacato já não convence mais, agora o discurso é que o abuso se justifica pra proteger a vítima.
    Chegará o momento em que se justificará a morte de um indivíduo para protegê-lo.
    Ou se dá resposta educativa e legal para esses casos ou continuaremos fora da lei, mas amparados nas conveniências.
    Uma aberração.

    1. Jose mestre Carpina

      25 de setembro de 2018 3:22 pm

      devagarinho eles vao chegando…

  4. Spintaro

    25 de setembro de 2018 3:11 pm

    ….nesse pais a raposa

    ….nesse pais a raposa fiscaliza o galinheiro…..cruuuziiiissss….

    1. peregrino

      25 de setembro de 2018 3:25 pm

      rs……………3 instâncias tão isentas

      que mais parece 2 lobos discutindo com uma ovelha quem estará no cardápio do jantar

      substitua por poderes e veja como se deu o impedimento de Dilma, deixando Lula pro jantar

  5. PAULO CEZAR NOGUEIRA

    25 de setembro de 2018 3:15 pm

    É a praga do corporativismo

    É a praga do corporativismo togado e fascista que invadiu o Brasil.

  6. Luiz Cláudio Batista de Oliveira

    25 de setembro de 2018 3:16 pm

    Que conclusão!!!!

    Entendi. As agressões/torturas que se tornaram cotidianas e naturalizadas são para proteger o(a) agredido(a)/torturado(a). Entendi. Entendi tudinho. 

  7. Antonio Uchoa Neto

    25 de setembro de 2018 3:25 pm

    E, após as eleições, dirão:
    E, após as eleições, dirão: estamos cassando vossos votos para proteger-vos de quem vocês elegeram.

  8. AMORAIZA

    25 de setembro de 2018 3:32 pm

    Discriminação, racismo não!!!
     

    Trata-se de Proteção à pessoa.

    E não adianta subir ao Supremo: discriminação, preconceito e racismo, não existem no país.

    O careca nos garante que referir-se ao peso de afrodescendentes  por arroba é apenas um chiste.

    Somos um pais limpinho, cheiroso e o Rio  de Janeiro continua lindo.

    À mulher afro que pense em se aventurar pela política ou pelo direito, que pense direito, que se vista direito, que , que,

    afff!

    Que coisa!!!!

    Ou, em fasci-bolsonarez clássico:

    Que se dane!!!

     

     

     

  9. Ricardo JC

    25 de setembro de 2018 3:53 pm

    A realidade contraria as

    A realidade contraria as “provas”!!! Dane-se a realidade…

  10. celso silva

    25 de setembro de 2018 3:55 pm

    Aí fica a pergunta: Quem é o

    Aí fica a pergunta: Quem é o poder mais preconceituoso e racista da tríade republicana do brasil?

  11. Calebe

    25 de setembro de 2018 3:56 pm

    Proteção coercitiva

    O justiça brasileira tem debochado do cidadão, é bom lembrar que este foi o mesmo argumento que o supremo juiz de Curitiba usou para justificar a condução coercitiva do ex presidente Lula, 

  12. Calebe

    25 de setembro de 2018 3:56 pm

    Proteção coercitiva

    O justiça brasileira tem debochado do cidadão, é bom lembrar que este foi o mesmo argumento que o supremo juiz de Curitiba usou para justificar a condução coercitiva do ex presidente Lula, 

  13. Fabricio Tavares

    25 de setembro de 2018 4:10 pm

    Quando sequestraram Lula da 1ª vez, também era por “segurança”

    Quando sequestraram o Lula no intuito de já levá-lo preso para Curitiba, conduzindo-o para o aeroporto de Congonhas ao invés de ouví-lo na sede da PF em São Paulo, também disseram que era para a segurança dele. As desculpas dessa gente saõ sempre as mesmas. E me recordo que já no domingo seguinte o Min. Marco Aurélio Mello sarcasticamente afirmou no Canal Livre da Band que ele nunca desejaria tal segurança para si.

  14. Alexsandro Sarmento Loureiro

    25 de setembro de 2018 4:12 pm

    Nós,advogados,estamos
    Nós,advogados,estamos F.O.D.I.D.O.S , ou seja: ficamos observando diariamente insultos dessa ordem subversiva. OAB????

  15. zeentratice

    25 de setembro de 2018 4:43 pm

    Valha-me meu Deus!
    Valha-me

    Valha-me meu Deus!

    Valha-me teu Deus!

    Valham-me todos os deuses

    Dos gauleses aos fariseus!

     

    Oh! todos os deuses

    Meus e teus!

     

    Oh! os juízes que se acham

    E desembargadores que despacham

    Que sim, esse homem é Deus!

     

    Valha-me santo judicio

    De seu reino vitalício,

    Acima dos julgos plebeus.

     

    Oh, Deuses de crença!

    Oh, Deuses de sentença!

    Valham-me sempre, e bença.

     

     

     

     

     

     

  16. Jurgen2010

    25 de setembro de 2018 4:57 pm

    Se algema é para segurança

    Vamos algemar todos os juizes para que estejam seguros.

  17. Jose mestre Carpina

    25 de setembro de 2018 5:48 pm

    Imagina se o padrinho fosse do MP…

    ….Mandava  fuzilar  a  afrodescendente  por  teatro !!

  18. Frederico Firmo

    25 de setembro de 2018 6:31 pm

    Onde está o CNJ

    Ondes está o Conselho Nacional de Justiça?

    Onde está a sempre vigilante Procuradoria Geral da Republica?

  19. Francisco Vieira

    25 de setembro de 2018 6:57 pm

    Cadê a OAB?

    Cadê a OAB?

  20. Gilson AS

    25 de setembro de 2018 7:25 pm

    Puta que pariu !!
    Eu como
    Puta que pariu !!
    Eu como negro fico enojado com esse proconceituoso institucionalizado no país.

    Isto é o efeito Alexandre de Moraes, quando inocentou Bolsonaro, por ter tratado e se referido à nossa raça negra como animais. Quem tem peso em arroubas e animal.

    Ainda tem um bando de pretos babaca dizendo e achando que nós ficamos de mímimi, nos vitimizando. Cadê esses babacas para defenderem a Advogada.

    Pqp ! É um misto de nojo e tristeza.
    Mas vida que segue.
    Tenho esperança que um dia alguém vai enquadrar essa casta de togados

    Nojo !

  21. Somebody

    25 de setembro de 2018 7:26 pm

    Ainda acham que estou sendo
    Ainda acham que estou sendo drástico ao propor o enforcamento dos “juízes” brasileiros?

    1. Jorge Fernandes

      25 de setembro de 2018 9:31 pm

      18.000 juizes

      é muita corta

       

      melhor degolar

  22. Orlando Soares Varêda

    25 de setembro de 2018 7:32 pm

    Esse desembargador, por

    Esse desembargador, por certo, trata-se de um cabeça de “massaranduba.”

    Orlando

  23. Boeotorum Brasiliensis

    25 de setembro de 2018 8:07 pm

    E o outro lado, nada?

    Eu odeio notícias truncadas. Narra-se o fato como se findo, sem consequências posteriores. 

    E daí, nada? A OAB, a impetrante e seu advogado não se pronunciaram, se fizeram o que disseram, se não o fizeram não foram procurados pela reportagem para fazê-lo? Há possibilidade de recurso? Se há, haverá?

    Ah, foi a Monica, só reproduzimos… 

     

  24. Rodrigo Roal

    25 de setembro de 2018 8:38 pm

    NOJO

    O fundo do poço é um lugar cada vez mais fundo e imundo.

    Dá nojo.

    Sou Valéria Lucia dos Santos.

  25. Zé Silva

    25 de setembro de 2018 8:44 pm

    Segurança?! Garotinho foi
    Segurança?! Garotinho foi acorrentado como na idade média. Nada aconteceu. E agora, uma advogada em pleno exercício. É para sentir nojo mesmo dessa “justiça”!

  26. luiza1

    25 de setembro de 2018 10:12 pm

    O rascunho de um filme de terror
    Estado ditatorial não aceita ser criticado ou denunciado, independente de ser ditadura militar ou das excelências da toga. Se fosse em 1964 esta advogada poderia ter o mesmo destino do embaixador José Jobim porque ambos, cada qual na sua condição e por motivos diferentes, ilustram bem a figura do inimigo interno, nome pelo qual é chamado o cidadão considerado hostil ou contrário a ordem posta. Em regimes ditatoriais não há contraditório, defesa etc.., porque depois de ocorrido o arbítrio a verdade é devidamente estuprada para corroborar a narrativa oficial.  Nunca é demais lembrar: povo que esquece seu passado histórico corre o risco de repeti-lo. Obs -Pessoalmente, achei ordem da chamada dos artigos aqui do ggn bem didática. 1- Haddad propoe pacificação; 2 – HaddadXBolsonaro é opção entre o arbítrio e a barbárie; 3 – já estamos vivendo censura(ditadura é mesmo avessa a liberdade de expressão); 4 – querem que a gente acredite que a advogada se jogou no chão descontrolada e quis ser algemada!, e isso depois do vídeo disponibilizado na internet que deixou claro que a juíza impediu, sim, a advogada de fazer a defesa da sua cliente e ignorou os protestos dela para que a deixassem trabalhar e cumprissem a lei. Precia desenhar?; 5 – O embaixador escrevia sobre algo que não podia vir atona e ser contestado – versava sobre como era tratado o dinheiro público em obras públicas! Foi assassinado pelo Estado e devidamente calado – a vítima foi dada como suicida e, portanto, como a culpada pela sua própria morte! Precisa desenhar? O certo torna-se o errado, e o errado torna-se o certo.1-Viveremos a pacificação do Brasil após a eleição do Haddad  2) Segundo turno entre Bolsonaro e Haddad3)Facebook censura Fernando Morais pela segunda vez4)Comissão inocenta juíza e diz que advoga foi algemada “para sua própria segurança”5)Certidão de óbito de embaixador é retificada        

    1. Eneida Melo

      25 de setembro de 2018 11:14 pm

      Queria saber mais sobre o
      Queria saber mais sobre o caso de José Jobim. Tem algum linkmais aprofundado? É muito importante esfregar a barbárie da ditadura na cara da sociedade nesse momento.

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