4 de junho de 2026

Ministro da Fazenda tem que resolver os problemas do povo, diz Haddad

Perguntado sobre qual o perfil de um ministro da Fazenda, candidato respondeu de bom humor: ‘o meu’ (REPRODUÇÃO)

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da Rede Brasil Atual

Ministro da Fazenda tem que resolver os problemas do povo, diz Haddad

Em ato de campanha, candidato rebate proposta de economista de Bolsonaro e responde a uma provocação de Ciro Gomes: “Ciro é meu amigo e pertencemos ao mesmo campo. Às vezes temos conceitos diferentes”

por Redação RBA 

São Paulo – Em entrevista coletiva ao chegar a Guarulhos (município da região metropolitana de São Paulo), onde participou de mais um ato de sua campanha  à Presidência da República, Fernando Haddad (PT), respondeu a jornalistas sobre a proposta do economista Paulo Guedes, provável ministro da Fazenda de um eventual governo de Jair Bolsonaro (PSL), de criar uma taxa única do Imposto de Renda de 20% para todas as pessoas físicas ou jurídicas. 

“É um desastre, porque ele vai fazer o pobre, que já paga mais imposto que o rico, pagar ainda mais. O pobre paga no consumo, por isso que a maior  parte da renda dele vai para imposto. O rico consome menos proporcionalmente, e paga menos Imposto de Renda.” Ele afirmou que, se eleito, não vai recriar a CPMF. “Vamos isentar de IR quem ganha até cinco salários mínimos.”

Aos repórteres que indagaram quem seria eventualmente seu ministro da Fazenda, afirmou que é prematuro discutir nomes. “É natural que as pessoas especulem. Não estamos trabalhando ainda com a equipe. Temos um plano de governo. A equipe você começa a montar no segundo turno, pra ganhar a eleição.”

Com a insistência dos jornalistas, que queriam saber pelo menos “qual o perfil” de um ministro da Fazenda de seu governo, reagiu com bom humor: “o meu”. Depois, explicou: “Eu ia ser o ministro da Fazenda do Lula. Ele tinha me convidado, é por isso que digo.”

Segundo Haddad, o perfil de um ministro da Fazenda tem que ser “pragmático, no sentido de buscar solução para os problemas do povo. Às vezes os economistas são muito sectários”, disse. “Acham que são donos da verdade. Quando se está no governo você tem que ter pragmatismo, jogo de cintura, flexibilidade para buscar solução.”

Questionado se responderia à afirmação do candidato do PDT, Ciro Gomes, segundo o qual o Brasil “não suporta mais um presidente fraco”, o petista foi diplomático. “Ciro é meu amigo e pertencemos ao mesmo campo. Às vezes temos conceitos diferentes. Força de um presidente, para mim, se dá por duas questões: firmeza de propósito e autocontrole, para evitar provocação. Sou uma pessoa firme e controlada.”

Mais cedo, em São Mateus (zona leste de São Paulo), Haddad criticou o PSDB e o candidato do partido ao governo do estado. “O (João) Doria tomou o leite de vocês. Queria dar uma ração para vocês. Ele falou que pobre não tem hábito alimentar”, afirmou, em rápido comício.

“O dia 7 (de outubro, dia do primeiro turno das eleições) está chegando. Tem um acerto de contas democrático para ser feito. Deram o golpe, tiveram dois anos pra mostrar a que vieram, e vieram a nada. Só cortaram direito do trabalhador, das mulheres, dos negros. É hora de retomar o nosso projeto.”

 

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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2 Comentários
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  1. Wilton Santos

    19 de setembro de 2018 9:47 pm

    O Haddad deveria nomear o

    O Haddad deveria nomear o Luís Gonzaga Belluzzo para ministro da fazenda!

  2. MAAR

    20 de setembro de 2018 5:21 am

    CIDADANIA VERSUS PLUTOCRACIA

    O andar dos acontecimentos tem atestado a veracidade das teses de que a transferência de votos de Lula para Haddad necessita de tempo para crescer, e de que, portanto, era preciso acelerar o registro da chapa Haddad-Manuela.

    Todavia, não é hora de debater se o registro da chapa foi tardio ou não, pois a prioridade agora é viabilizar a vitória na eleição presidencial e, assim, defender a democracia.

    Neste sentido, a campanha eleitoral deve estruturar dois eixos concatenados.

    Um para tratar das críticas aos danos decorrentes das políticas adotadas pelo governo temerário, bem como para apresentar propostas de medidas para restauração de direitos sociais, promoção do desenvolvimento econômico, geração de emprego e renda, etc.

    Outro para divulgar as principais razões pelas quais a votação nos candidatos de direita prejudica os direitos sociais e ameaça agravar situações já alarmantes.

    O primeiro eixo, das criticas às políticas temerárias e das propostas para correção de rumos, pode gerar resultados eleitorais massivos na medida em que aborde de forma sistemática, em linhas gerais, as consequências, tanto presentes quanto futuras, da PEC do Teto, e das reformas trabalhista, previdenciária e do ensino médio, ao tempo em que demonstre o contraste com os avanços gerados a partir de 2002, por força da vontade política voltada para atender as necessidades da população, assim como aponte as mudanças propostas pela chapa Haddad-Manuela.

    O segundo eixo, referente ao questionamento rigoroso das contradições e equívocos dos candidatos de direita, centro-direita e extrema-direita, também tende a produzir efeitos expressivos nas intenções de voto. E pode ser organizado em duas vertentes, uma para demonstrar as evidências claras de que as candidaturas de Geraldo Alkimim, Henrique Meirelles e Marina Silva representam a sinistra perspectiva de manutenção das políticas temerárias, de restrição de direitos, recessão e desemprego, assim como para ressaltar, com máxima ênfase, que a condução da economia num indesejável governo de Jair Bolsonazo seria dirigida pela mesma doutrina financista, recessiva e excludente.

    A outra vertente do segundo eixo visa avaliar os principais aspectos da candidatura de Bolosonauro que demonstram os riscos inexoráveis de graves danos para a liberdade democrática e para a paz social na hipótese de eleição do ex-militar. Para tanto, basta utilizar algumas declarações assombrosas feitas pelo candidato, tais como aquelas que afirmam considerar a esterilização forçada de pessoas de baixa renda uma solução para o problema da pobreza, que afirmam apoiar a tortura e a violência policial, que mostram atitudes de discriminação étnica, religiosa, de gênero, etc.

    E, visto que esta segunda vertente do segundo eixo da campanha constitui a parte mais desgastante deste embate, é recomendável que fique a cargo das lideranças partidárias, dos candidatos ao parlamento e da militância aguerrida.

    O mote para desencadear a reflexão crítica dos eleitores é o convite a imaginar como seria o pais caso fosse governado por políticos que fazem apologia da violência e que pretendem seguir a mesma receita neoliberal que tem causado estragos desde 2016, a exemplo do retorno do Brasil ao mapa da fome e o aumento da mortalidade infantil.

    É preciso mobilizar amplos setores da sociedade para participação no processo eleitoral, pois o que está em jogo é a preservação da própria democracia e, portanto, a defesa da liberdade de pensamento, de credo religioso, de orientação sexual, a cidadania plena, a soberania popular, enfim, o Estado Democrático de Direito.

    É preciso maximizar a divulgação dos apoios de artistas, intelectuais e formadores de opinião, para incrementar os eventos e materiais da campanha, E é preciso lembrar que o futuro depende de cada um de nós e difundir a consciência do fato de que a disputa em marcha opõe cidadania versus plutocracia.

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