4 de junho de 2026

Em defesa da democracia, direita e esquerda precisam se unir contra Bolsonaro, por Steven Levitsky


Foto: Divulgação
 
Jornal GGN – “Com a vergonhosa exceção de Paulo Guedes, poucas figuras da elite se alinharam a Bolsonaro. Mas esse é só o primeiro turno. É o segundo turno, em que Bolsonaro enfrentará Ciro ou Haddad, que me preocupa. Será então que os brasileiros terão de enfrentar escolhas difíceis, que podem salvar ou matar a democracia”, afirmou o cientista político, Steven Levitsky.
 
Autor do livro “Como as Democracias Morrem”, Levitsky aponta em artigo para a Folha de S. Paulo que a escolha de veto de parte da população que não quer que o PT assuma o poder e, assim, pensa em votar em Bolsonaro para evitar a gestão petista, é perigosa.
 
Isso porque “estão errados” os leitores que acreditam que “o PT é ‘tão ruim quanto’ Bolsonaro”, uma vez que estamos falando de um candidato “abertamente autoritário”. “Ele é o Chávez brasileiro”, descreveu o especialista.
 
Quando se fala em eleições, estamos tratando de uma das principais sustentações da democracia. E se os erros que recaem contra o PT são desde uma má gestão até acusações de corrupção ou gastos públicos irresponsáveis, “nenhum observador razoável pode negar que o PT governou democraticamente”, conclui.
 
Por isso, mesmo aqueles que defendem posicionamento político da direita, não podem defender um candidato que é contra um dos preceitos fundamentais de uma sociedade, a democracia. Por isso, caso seja necessário, PT e PSDB deveriam se unir, defende Steven Levitsky, para evitar Bolsonaro nas urnas.
 
“Caso não o façam, poderiam seguir o caminho dos liberais italianos e dos conservadores alemães — e perder sua democracia”, alertou.
 
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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9 Comentários
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  1. Anarquista Lúcida

    14 de setembro de 2018 9:32 pm

    Esse cara já tomou o remedinho dele? PSDB com PT? Tá louco

    .

    1. Lucinei

      15 de setembro de 2018 2:30 am

      Pois é, que coisa

      Pois é, que coisa esquisita…

      E, além do mais, fora das organizações partidárias a direita já está é com o Boçalnaro!

      Todos viram o fracasso da campanha inicial do Alckmin, dizendo que “não é na bala que resolve”. Apostaram que causaria grande impacto, com a repercussão da imprensa amiga… Soou falso; até contraditório. A fascistada e a trouxinhada embarcaram nessa burrice toda sobre os DHs, assim como nos tais “valores da família” contra a “ideologia de genero”, outra mistificação demagógica. Além, é claro, do cinismo “contra a corrupção”.

      Ou desmoralizam logo essa turma, dão uma atenção aos indecisos, ou cerebrinam uma tese comparando com o Trump. Eu sugiro só o título: O Trump do lado de baixo do Equador.

      O Boçalnaro – que não entende coisa nenhuma de nada, e está só fazendo o acerto de contas dele com a guerra fria – viu que dizer que é “liberal” e que vai “privatizar tudo” poupa de dar qualquer resposta que faça sentido sobre qualquer assunto. Ou seja, passou a perna, puxou o tapete da “direita” partidária. Levou Milenium, UDN, TFP, coxinhas, pentecostais, UDR, AGRO, sertanejo universitário…tudo; até fã clube de Emilinha e de Marlene ele juntou ao lado dele. Está tudo com ele, contra o “petista eteeerno”.

      Acho bom é não descartar a hipótese de acontecer o que aconteceu na prefeitura de São Paulo, quando o Dória ganhou no primeiro turno. 1/3 dos eleitores cansaram dessa chacrinha toda; não estão é com ninguém: é branco nulo ou abstenção. São, portanto, 2/3 do votos do eleitorado que estão em jogo. Trinta e tantos por cento, consequentemente, fecham a fatura no primeiro turno. Não ficarei nem um pouco surpreso se tiver voto util pro Boçalnaro, isso, sim.

      “Unir” direita e esquerda…

  2. sergio ferreira

    14 de setembro de 2018 9:39 pm

    https://www.youtube.com/watch

    https://www.youtube.com/watch?v=tGNnBgSWW4Q

    não consegui acessar o texto na íntegra

    o link acima apresenta um “resumo” de debate do autor no instituto do fhc

    argumentação me parece ridícula

    ele diz que havia democracia na venezuela pré-chaves, no equador pré-correa, na nicarágua pré-ortega, nas filipinas antes do cara que está

    argumentação simplória

    me parece coisa de think thank conservador americano dando uma de liberal

     

    1. sergio ferreira

      14 de setembro de 2018 9:48 pm

      O cara é um scholar, viaja o

      O cara é um scholar, viaja o mundo estudando e vem dizer que o coiso é igual ao Chavez!?!?!

  3. Augusto dos Anjos

    14 de setembro de 2018 9:54 pm

    Bolsonaro

    Um detalhe parece ter escapado ao Sr Steven Levitsky:

    O PT e a esquerda em geral já combatem o fascismo de Bonsonario e aliados faz tempo.
    Quem precisa se posicinar no combate é a direita consciente (sic)…

  4. Horacio Marques

    14 de setembro de 2018 9:58 pm

    Como as democracias morrem

    1. Pela concentração inimaginavel do poder financeiro nas mãos de um minusculo grupo de atores, altamente conectados. Esse poder permite anular a autoridade do Banco Central, manipular em proveito próprio os ciclos de expansão e contração econômica, causando desemprego em massa, crises politicas , guerras, e miséria de todos os tipos.

    2. Pela controle dos canais de comunicação social por um grupo minúsculo de atores, altamente conectados entre si e com o primeiro grupo, que permite a esses grupos manipular toda a construção simbólica que a sociedade utiliza para compreender a realidade em que está situada, constituir seus valores, criar e reproduzir seus padrões culturais e artísticos, ter uma idéia racional  e sadia de si mesma.

    3. Pelo controle da classe política por esses grupos de atores, tornando o jogo democrático um jogo de cartas marcadas, o Congresso e o Judiciário meros instrumentos de garantia da continuidade do poder economico e politico na mão desses pequenos grupos de atores.

    4. Pela consolidaçãode um jogo subterraneo de interesses defendidos por esses grupos e representados pelo deep state ou Estado permanente, que não é controlado pelo jogo democrático, ao contrário controla-o através de mecanismos sem nenhuma transparencia e muito menos controle social.

    5. Por uma mega-concentração de poder economico, militar e tecnológico e cada vez mais, institucional, nas mãos de uma potencia capaz de interromper ou simplemente manipular o jogo democrático ao seu bel prazer em qualquer canto do globo, com cada vez mais raras exceções.

    Talvez não tenha sido esse o diagnóstico do autor em seu livro que não conheço, mas pelo andar da carruagem, ou a discussão sobre democracia assume um tom mais responsável, ou o Fascismo de fato se instalará.

  5. Avelino de Oliveira

    14 de setembro de 2018 10:28 pm

    “Bolsonaro. Chavez

    “Bolsonaro. Chavez brasileiro??????????????”

    Devo evitar a água que ele bebe.

    A ervinha estava estragada,só pode ser.

    Ou ele é, ideologicamente, quem organiza o JN.

     

  6. MarFig

    14 de setembro de 2018 11:14 pm

    “nenhum observador razoável

    “nenhum observador razoável pode negar que o PT governou democraticamente”

     

    Esse sujeito passou os últimos 15 anos lendo a vesga e assistindo o jornal nazional e não aprendeu (ou está dando de bobo). O PT implantou uma ditadura comunista no Brasil, aparelhou o judiciário, recebeu dinheiro das Farcs, do Kadafi, e, segundo janaina pascoal, a musa do golpe, abriu a fronteira para o exército Venezuelano invadir o país. Isso tudo aconteceu na bolha que esse senhor viveu nos últimos 15 anos e agora ele quer negar? Vira casaca.

    1. Lucinei

      15 de setembro de 2018 2:48 am

      Pois é. Com qual direita

      Pois é. Com qual direita “razoável” esse cara está buscando conversa? Cadê ela? Não está no “mercado” nem na mídia; não está na Universidade; não está nas igrejas; não está na FIESP nem no agronegócio. Cadê?

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