11 de junho de 2026

Sob Alckmin, São Paulo perdeu qualidade no ensino médio e fundamental, mostra Ideb

 
 
Jornal GGN – Sob o governo Geraldo Alckmin (PSDB), São Paulo perdeu em qualidade no ensino público e, segundo dados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação) divulgado nesta segunda (3), foi o único Estado a apresentar queda entre os mais bem posicionados em 2017, no ensino médio.
 
A rede paulista agora tem nota 3,8 (no Idep anterior, de 2015, tinha 3,9) e já foi ultrapassada por Espírito Santo (4,1), Goiás (4,3) e Pernambuco (4) e empata com Ceará e Rondônia. A expectativa é de que o Brasil um dia alcance a nota 6 no quesito ensino médio.
 
Os dados foram divulgado pela Folha nesta segunda (3). O jornal destacou que Alckmin vem dizendo em debates e entrevistas, por conta da eleição de 2018, que São Paulo tem a melhor educação do País. “Não tem mais”, cravou o diário com base no novo Ideb, que é produzido a cada 2 anos.
 
No ensino fundamental, São Paulo também perdeu a liderança em duas etapas. Até 2015, era destaque nos anos iniciais (5º ano) e nos finais (9º ano). No novo Ideb, o Estado apresentou uma melhora (foi de 6,3 para 6,5 nos anos iniciais e 4,7 para 4,8 nos finais), mas o desempenho foi tão tímida que acabou superado por outros rstados com mais rendimento. É o caso de Ceará e Goiás nos anos iniciais e Goiás e Rondônia, nos finais.
 
“O ensino médio é apontado como um dos maiores gargalos do país. Redes estaduais são responsáveis por oito a cada dez matrículas na etapa. Dos 3,8 milhões de alunos da rede paulista, a maior do país, 40% (1,5 milhão) são de ensino médio”, lembrou a Folha.
 
PROBLEMAS NA GESTÃO
 
O jornal ainda apontou que Alckmin “esvaziou programas como o de alfabetização e de reforço presencial para alunos com dificuldades.” Em 2015, tentou realizar uma “reorganização” que previa “o fechamento de mais de 90 escolas”, sendo suspensa após o movimento de secundaristas com ocupações nas escolas.

Embora o tucano diga que investe 31% das receitas do Estado em educação, a conta vinha sendo inflada com gastos com aposentados como se fossem “manutenção” no ensino. “Só em 2016, R$ 5,1 bilhões declarados como investimentos em educação foram, na prática, repasses para aposentadorias. Ao excluir o orçamento das universidades estaduais, a educação básica recebeu 19% da receita total do estado (em 2016).”

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Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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2 Comentários
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  1. Rodrigo Roal

    3 de setembro de 2018 9:27 pm

    O CAPITALISMO FIM DE LINHA APRESENTA:

  2. jcordeiro

    4 de setembro de 2018 12:51 am

    Pra Quê Escola Pra Pobre?

    Nassif: essa queda de qualidade este dentro do espirito do quinteto maldido (PDSB/DEM/PPS/MDB+detritos_de_maré_baixa). E, segue, fielmente, a filosofia do Príncipe de Paris — prá que pobre precisa de estudo? Tem mais é que pegar no batente praquele pessoal da FIESP, das 5 da madruga às 8 da noite. De domingo a domingo, com uma folga mensal prum churrasquinho na laje. E isso já é um progresso. No tempo da escravidão num tinha disso. Até porque, sendo assim sobra mais dindim pras madamas irem a Paris e New York fazer compras, enquanto os filhos estudas nas faculdades da estranja.

    Pobre, fazendo o MOBRAL, já tá de bom tamanho. Pode rabiscar o nome na ficha do TSE de dona Rosinha e de dom Barroso.

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