Apoiado pelo PT para reeleição no estado, Paulo Câmara (PSB) foi lembrado de ter amparado proposta de impeachment de Dilma

Fotos: Paulo Câmara e Armando Monteiro disputam governo de Pernambuco. Imagens da Agência Brasil
Jornal GGN – O atual governador de Pernambuco e candidato à reeleição, Paulo Câmara (PSB), corre o risco de perder a dianteira na corrida eleitoral, após a repercussão da entrevista de Michel Temer à Rádio Jornal, realizada nesta quarta-feira (29). No estado onde Lula alcança o maior percentual de intenção de votos, 60%, bem à frente dos demais concorrentes como Bolsonaro, 10%, Marina Silva, 6%, e Ciro Gomes, 3%, passar a imagem ligada ao ex-presidente e seu partido é decisiva.
Câmara parecia estar em uma posição favorável, depois que o Partido dos Trabalhadores decidiu apoiar a candidatura do PSB para o estado, ao invés de lançar uma candidatura própria, com Marília Arraes. Outra estratégia com boas chances de sucesso, utilizada pelo governador, foi se posicionar ao máximo longe da imagem de Temer, com o pior índice de rejeição entre os brasileiros: 82%, segundo o Datafolha.
O quadro deu abertura para Câmara utilizar na sua campanha a divisão entre a turma “de Temer”, representada pela coligação do ex-ministro e também candidato Armando Monteiro, e a sua turma a do “não Temer”, responsabilizando a gestão do emedebista por atrasos de obras importantes no estado.
Na entrevista de ontem, Temer desestabilizou Câmara afirmando que sempre tiveram um bom relacionamento com o governador e seu partido. “Você lembra que ele me deu apoio, os deputados ligados a ele votaram pelo impeachment sem que eu fizesse qualquer pedido”, relembrou. Para completar, a deputada estadual Priscila Krause (DEM) foi além em entrevista ao diário local, Jornal do Commercio, afirmando que Pernambuco não recebeu os repasses da União por estar com o CNPJ inscrito no CAUC, uma espécie de Serasa dos Estados e Municípios.
Câmara defendeu-se da fala de Temer declarando que a boa relação com o partido do governo sempre foi fruto de “cordialidade”.
“Vamos primeiro separar o que é cordialidade do que é apoio. É bem diferente. O presidente Temer não tem o nosso apoio e nunca teve em nenhum dos momentos do nosso governo. Éramos a favor de novas eleições e nunca aceitamos cargos no governo Temer”, rebateu.
Segundo a última pesquisa divulgada pelo Ibope no estado, Câmara conta com 27% das intenções de voto, a frente do ex-ministro Armando Monteiro (PTB), com 21%. Os demais candidatos, não levam mais do que 3% das intenções. Aproveitando-se da fala de Temer, ainda ontem, Monteiro reforço em entrevista ao Diário de Pernambuco que seu oponente foi “o maior eleitor” do impeachment de Dilma.
“Ele atuou para isso. Tanto é verdade que a bancada nacional do PSB foi majoritariamente favorável”. Além do “presente” da entrevista de Temer, Monteiro recebeu ontem o certificado dos cinco melhores senadores de 2018 concedido pelo Congresso em Foco.
A via de oportunidade dos opositores de Câmara não foi utilizada apenas por Armando. Também em entrevista à Rádio Jornal, o candidato ao Senado pela coligação do ptbista e ex-ministro da Educação de Temer, Mendonça Filho, retomou uma entrevista de Lula à Revista Nordeste, em 2017, quando afirmou:
“Paulo Câmara é resultado daquilo que eu não acredito. Ninguém governa porque é técnico. Um técnico você contrata. Político é difícil você encontrar um bom. Técnico tem muito. A universidade está assim. Você tentar transformar um técnico em político…é muito mais fácil você fazer um político contratar um bom técnico para assessorar”. Na época, Câmara respondeu nos bastidores que Dilma tinha um perfil técnico.
Roberto do Amaral
31 de agosto de 2018 12:25 amO PT e seus escorpiões de estimação
Comenta-se muito por aqui sobre os avanços que o PT trouxe ao país, e não há dúvida de que foram muitos.
Mas há erros gravíssimos também. A nomeação de personalidades fraquíssimas para compor o STF, por exemplo, ainda trará estragos ao Brasil e ao povo por longo tempo.
Absurdo é o quanto o partido insiste em estar próximo dos escorpiões que tratava como amigos e já lhe desferiram picadas duríssimas. Eduardo Cunha, Michel Temer e tantos outros … É o tipo de gente que o PT ama, não pode ficar sem e, depois de apanhar, não hesita em voltar-lhes aos braços na primeira oportunidade.
Esse Paulo Câmara, então? Fazer o que o partido fez com Marília Arraes, uma candidata legítima e com enorme chance de vitória eleitoral, para estar ao lado de sujeito que apoiou o golpe contra Dilma! Faça-me um favor!
De tanto se abraçar aos escorpiões, o partido se comporta como um deles, contra seus próprios quadros. Aquela indignação toda dos companheiros com o golpe não passa de jogo de cena pra eleitor comovido ver.
Que perca em Pernambuco, abraçado ao seu amigo algoz. Os eleitores, que tantas vezes se esforçam para cumprir fidelidade no voto, podem se sentir liberados, pois fidelidade interna não existe no partido.
Rafael Rogério de Andrade
31 de agosto de 2018 11:49 amO eleitor está sem saída
O eleitor está sem saída nesta eleição em pé,de um lado um governador fraco e corrupto fui péssimo sua gestão,e do outro um candidato q se aliou ao PSDB e dem.para ganhar força em sua campanha,esse monteiro não tá nem aí com povo só quer ganhar e não tenho lado.pior eo pt se aliar esse Paulo câmara q decepção.nao vale a pena sair de casa nessas eleições.