4 de junho de 2026

Alckmin defende universidade paga visando eleitores de Bolsonaro, avalia Singer

Cientista Político identifica estratégia em entrevista do candidato do PSDB  para a Globonews. “Ao defender a pós-graduação paga, Alckmin está dialogando e tentando atrair votos de setores que foram bem longe no caminho do privatismo”
 
Foto: José Cruz / ABr
 
Jornal GGN – Durante sua entrevista para a Globonews (02), o candidato à presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, declarou que é favorável ao ensino superior pago, respondendo que “o primeiro passo seria cobrar toda a pós graduação”. O assunto, pouco comentado da entrevista do ex-governador foi tema do artigo do professor de ciência política na USP, André Singer, na Folha de São Paulo deste domingo (12).
 
“Ao defender a pós-graduação paga [que teria pouco impacto para resolver a crise de financiamento da educação], Alckmin está dialogando e tentando atrair votos de setores que foram bem longe no caminho do privatismo”, pondera lembrando que em uma recente visita à Bauru, interior de São Paulo, o filho do candidato pelo PSL, o deputado Eduardo Bolsonaro, afirmou que é favorável a privatização de toda a educação.
 
“Quem não reunir condições financeiras para pagar, receberia uma bolsa do governo, para escolher a escola ou a universidade privada que entender ser melhor”, disse na ocasião.
 
Segundo cientista político, o discurso da família Bolsonaro, defendida claramente por Alckmin, no que tange a educação, “está em linha com a visão privatista radical, anunciada pelo guru econômico do pai, Paulo Guedes. Pergunto-me, se a Petrobras pode ser vendida, por que não o sistema público de ensino superior?”
 
Singer alerta que as universidades públicas têm sido o principal ponto de resistência ao golpe parlamentar que destituiu a ex-presidente Dilma da presidência e segue com o desmonte de políticas públicas do Estado de bem-estar social no Brasil.
 
“Destruir o seu etos —e é isso que a cobrança de mensalidade faz ao mercantilizar o conhecimento— constitui objetivo programático do conservadorismo”, destaca lembrando que a eliminação da gratuidade universitária foi uma das medidas tomadas pelo governo do general Augusto Pinochet no Chile (1973-1990) que só conseguiu retomar o direito em janeiro deste ano.
 
 

Redação

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7 Comentários
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  1. Jorge Fernandes

    12 de agosto de 2018 5:55 pm

    Otima noticia

    o Santo brigando pelos votos do boçalnaro e o cabo brigando com os dois, fraciona os votos da direita

    LULA leva no primeiro turno

  2. Frederico Firmo

    12 de agosto de 2018 9:18 pm

    Ledo Engano

    Privatizar as universidades é  destruir toda e estrutura de pesquisa e conhecimento do país. A pós graduação não é apenas formação de novos especialistas, pesquisadores, pensadores, ela é o principal motor da produção científica  tecnológica e acadêmica. Todos os resultados das pesquisas em física, química, bioquímica, genética etc,,,, usufrui do trabalho  de pós graduandos, que ao invés de cortes necessitam de um bom aumento em suas bolsas.

    Privatizar tem dois objetivos: o primeiro abrir ainda mais o espaço para grupos empresariais de educação. O sonho destes grupos é destruir a universidade pública, como alguns vivem tentando fazer  com suas influêncis governamentais e em ministeŕios. Um repeteco do que foi feito , com o corte de investimentos na educação  com o ensino médio e fundamenta quando a educação precisou alcançar mais do que uma certa classe e casta. Os governos de estado e municípios, não investem em educação mas financiam grupos privados e os ditos confessionais.  São este grupos inseridos nos ministérios e defendidos por partidos como PSDB e Bolsonaristas, que dizem falar em nome dos interesses da população, mas se recusam a falar das empresas que defendem.

    Todos os governos do PSDB  se esmeraram para a destruição das universidades. Na epoca de FHC Paulo Renato falava em cortar verbas das Universidades Federais, que em sua visão deveriam virar colegiões. Ao mesmo tempo favorecia as universidades privadas de que era sócio. 

    O discurso demagógico de defesa do ensino médio e pŕivado, é cortina de fumaça para a destruição do desenvolvimento de conhecimento e da pesquisa no país. Partidos que defenderam a PEC do orçamento, sabem que visavam destruir projetos e desenvolvimentos das universidades, e também do ensino médio e fundamental. Mas da boca para a fora dizem querer atacar a universidade em nome do ensino médio. Para alguns destes senhores educação não é investimento é despesa, para outros educação é um perigo para os seus proprios interesses e interesses estrangeiros que defendem.

     

    1. one person

      16 de setembro de 2018 1:21 pm

      Que comentário top!!!!
      Que comentário top!!!!

  3. Mr.Rambouz

    12 de agosto de 2018 9:39 pm

    Equivocado

    Alckmin não aponta para eleitores de Bolsonaro ao defender a privatização das universidades, o PSDB desde o governo FHC e é a favor disso. E o Pérsio Arida não fica nada a dever ao Paulo Guedes quando se trata de ultraneoliberalismo economico. A e B são simplesemntente candidatos das grandes corporações capitalistas, não tem diferença afora a de ‘estilo’.

  4. Nabucodonosor

    13 de agosto de 2018 12:14 am

    Pós graduação é ensino pra

    Pós graduação é ensino pra elite. Se essa elite puder pagar, que pague.

    Fiz pós na UFRJ e era paga. Os professores se comportavam com infinitamente mais profissionalismo do que na graduação gratuita.

    1. Gilberto Marcondes

      13 de agosto de 2018 1:56 pm

      “Pós graduação é ensino pra

      “Pós graduação é ensino pra elite.”

      Bem, já que você diz… Podemos ignorar.

  5. Não é o Cesar Lattes

    13 de agosto de 2018 3:25 pm

    Quantas Universidades

    Quantas Universidades privadas fazem pesquisa? Sim, é uma pergunta importante.

    O coleguinha lá deve ter feito uma MBA ou uma especialização na UFRJ. 

    Como já disse um professor de uma Universidade estadual brasileira, especialização serve pra muita Universidade não reformar os planos de cursos e ganhar uma grana. Ele usou, na verdade, outro termo, “caixa 2”, explicando em seguida.

    Agora, o que se quer é diminuir ao máximo o investimento público e que as Universidades públicas, à míngua, comecem a cobrar cada vez mais. Cobrar por pós-graduação que faz pesquisa suscita outras questões, como a da propriedade intelectual. Pessoalmente, considero que a pesquisa é da Universidade, e não do pesquisador, mas enfim…

    As fundações “sem fins lucrativos” ouvem o Alckmin e babam de alegria…

     

     

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