
Assembleia Legislativa do Paraná – Foto: Divulgação
Jornal GGN – Os laços familiares dominam a política no Paraná. Além do ex-governador Beto Richa (PSDB) que tem seu filho Marcello Richa (PSDB) pré-candidato a deputado federal e seu pai ex-governador do Estado, a Assembleia Legislativa tem uma bancada de 16 “herdeiros” políticos.
“Política no Paraná é assunto e negócio de poucas famílias no poder”, define o cientista político Ricardo Oliveira, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), à reportagem do Estadão. A vice de Beto Richa também não foge à herança: Vida Borghetti (PP) é esposa do ex-ministro da Saúde e deputado Ricardo Barros (PP), de família também inteira na política.
A Casa Legislativa estadual, composta por 54 cadeiras, tem a maior quantidade de deputados nessa categoria de parentescos do que qualquer partido. Todos eles irão concorrer às eleições este ano: dois na Câmara Federal e os demais tentarão se reeleger.
Como exemplo, está Pedro Lupion, bisneto do ex-governador Moysés lupion e filho do ex-deputado Abelardo Lupion, que está em seu segundo mandato na Assembleia e quer tentar a Câmara Federal este ano. No quarto mandato está Alexandre Curi (PSB), neto do ex-deputado estadual Aníbal Khury, e Artagão Júnior (PSB), filho do ex-deputado e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Artagão de Mattos Leão.
Há ainda aqueles que tentarão a reeleição pela sétima vez na Assembleia: Paulo Miró, do DEM, que é neto do ex-senador Flávio Carvalho Guimarães e filho do ex-prefeito de Ponta Grossa, que leva o mesmo nome do filho.
O único que ainda não se decidiu se permanecerá na bancada de herdeiros da Assembleia ou tentará outro posto é o tucano Bernardo Ribas Carli, filho do ex-prefeito e ex-deputado Fernando Ribas Carli (PP) e irmão do ex-deputado estadual Ribas Carli Filho.
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