4 de junho de 2026

Caso Nuttela na França. A pobreza não existe somente no Brasil, por Rogerio Maestri

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Caso Nuttela na França. A pobreza não existe somente no Brasil

por Rogerio Maestri

Nos últimos dias a Internet principalmente o Youtube tem mostrado cenas incríveis que jamais se pensaria ver na quinta economia do mundo, a França.

https://www.youtube.com/watch?v=cM8eZUkxvBM]

Departamento de L’Oise

Se alguém quiser ver mais vídeos dos tumultos ocorridos na França simplesmente utilize as palavras chave no YouTube “Emeutes Nutella” e verão que não estou exagerando, como exemplo coloquei ao todo quatro vídeos não repetidos de diversas regiões francesas.

Pois bem o que se passou, a Nutella fez uma promoção nos supermercados Intermarché que em 2007 possuia 1 474 pontos de venda na França (hoje deve estar próximo aos 2.000 pontos de venda) baixando o preço de 4,70 euros para 1,41 Euros. O que ocorreu é que em toda a França hordas de pessoas atacaram os supermercados Intermarché para comprar o máximo possível de Nutella que conseguiam carregar.

As imagens impressionantes, que seriam normais num ataque de consumidores a um dado magazine quando este apresenta uma oferta excepcional é bem mais grave do que se possa pensar. Primeiro não foi um ataque a uma só empresa que oferecia produtos que as pessoas não conseguiam comprar normalmente, como eletrodomésticos ou roupas femininas que são vendidas normalmente a preços artificialmente caros, foi um ataque generalizado em todos os supermercados franceses ao longo de todas as regiões.

O desespero das pessoas, o empurra-empurra que ocorreu é um sintoma claro de algo extremamente simples, o francês comum está tendo dificuldades de manter o consumo de itens básicos de alimentação e a procura de um alimento totalmente industrializado que pelo seu alto teor de açúcar revela hábitos alimentares totalmente impróprios a saúde das pessoas.

O mesmo problema, já mais atenuado aconteceu na mesma rede quatro dias depois na venda de fraudas descartáveis, quando duas mães saíram no braço.

https://www.youtube.com/watch?v=4wPpUFujNH4]

Lot-et-Garonne (região Aquitânia-Limusino-Poitou-Charentes)

Toulon (região Provence-Alpes Côte d’Azur)

[video:https://www.youtube.com/watch?v=wYg1K5TfbzU

(apresentação num jornal televisivo Francês, não identificada a região)

Vários vídeos aparecem uns verdadeiros vlogueiros idiotas que simplesmente colocam o problema como uma mera distorção de comportamento, porém o que é dito num pequeno resumo de uma entrevista na TV o próprio ministro da agricultura Francês (atual), Stéphane Travert, que apesar de pertencer ao governo Macron faz um diagnóstico que o que falta para todos é dinheiro para sobreviver.

[video:https://www.youtube.com/watch?v=Pr7A-YxvozM

Deixo os fatos e os vídeos, deixo também para que as pessoas complementem o que escrevi com seus comentários, só coloco algumas perguntas para a reflexão:

A globalização, é a globalização da miséria?

Se isto está ocorrendo na França, o que vai ocorrer no Brasil?

Será que um ministro do governo Temer faria o mesmo discurso do ministro francês?

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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32 Comentários
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  1. leodffff

    31 de janeiro de 2018 10:17 am

    Miséria?

    Essa leitura não poderia estar um pouco equivocada?

    Não seria somente a miséria do consumismo?

    1. Serjao

      31 de janeiro de 2018 1:44 pm

      Por aí

      Muito mais pra miséria humana, vida de gado, do que outra qualquer.

      1. rdmaestri

        2 de fevereiro de 2018 12:50 am

        Não aguarde a resposta, desisti.

        Sorry

    2. rdmaestri

      2 de fevereiro de 2018 12:49 am

      Farei uma resposta mais tarde, espere….(desisti)

      Sorry

  2. Adma Andrade Viegas

    31 de janeiro de 2018 11:04 am

    Se esse pega-pra-capar fosse
    Se esse pega-pra-capar fosse para comprar um produto básico de alimentação… Mas Nutella???

    1. Allan Patrick

      31 de janeiro de 2018 12:24 pm

      Falta de educação alimentar também é sintoma de pobreza

      A falta de educação alimentar é mais um sintoma de pobreza. Como você estará culturalmente acostumado a comer alimentação fresca e saudável se você não tem $$ pra isso?

    2. João Junior

      31 de janeiro de 2018 12:28 pm

      Para entender o consumismo

      Prezada Adma, o mínimo existencial compreende uma alimentação digna e saudável sem excessos mas suficiente. O que a matéria evidencia é que mesmo uma população que ganha bem tem dificuldades para adquirir aquilo que vai além do mínimo existencial, para garantir mais qualidade vida. É certo que é possível viver com o mínimo existencial, mas as aspirações das pessoas vão além disso, de apenas sobreviver. Seja um francês ou um brasileiro, são as aspirações das pessoas que as levam a consumir mais, em busca de algo mais que apenas continuar vivos. Lutar pela sobrevivência é algo próprio dos animais selvagens, e se entendermos que todo cidadão deve apenas se preocupar em sobreviver, então nesse momento o termo capitalismo selvagem tem provado seu significado pleno. A questão não é de desabatecimento, mas de demanda. Existe alta demanda por Nutella, o que por si provocaria aumento na produção e queda nos preços, promovendo a popularização do produto. No entanto, observe que a reportagem dá uma informação importante, os preços de Nutella são artificialmente mantidos altos. O que isso significa? Que o fabricante não considera aumentar a produção e, por isso mesmo, os preços são pressionados para cima devido à alta demanda. Entenda, no capitalismo de hoje não é um objetivo tornar um produto popular com alta produção e preços acessíveis, mas atingir o máximo valor que o produto pode ter nas prateleiras. O desejo de consumo de Nutella é o que leva à procura dele, mas o preço é um fator impeditivo.

    3. Renato Lazzari

      31 de janeiro de 2018 12:43 pm

      Se fosse vassoura, a correria

      Se fosse vassoura, a correria seria a mesma?

    4. rdmaestri

      31 de janeiro de 2018 5:52 pm

      Parece que não entenderam, produtos como Nutella viram …….

      Parece que não entenderam, produtos como Nutella viram produtos básicos de alimentação.

      Comprar coisas saudáveis sem agrotóxico e que não fazem mal a saúde é um LUXO.

  3. Ferd Hein

    31 de janeiro de 2018 11:20 am

    Eu acho q nao sao pobres so de $, mas sim de espirito

    Estando fora por mais de uma decada, acho q posso dar o meu pitaco.

    Acho q a pobreza é uma criacao humana e obviamente nao sou “a favor” dela. Mas tenho q discordar de que o fenomeno colocado em pauta é causado somente pela pobreza financeira da populacao. Pode ser que um fator seja “o $ curto”, mas nao a causa. A globalizacao do consumismo e da industria cultural já me parecem mais responsaveis do que a pobreza. Agora, no Brasil sempre foi pior. A vida nunca valeu nada, tudo o q se planta da mas todo mundo come lixo industrial por questoes culturais mesmo tendo alterativa de graca em casa ou na calcada (frutas p.ex.)

    O produto é relativamente caro e nao é de necessidade basica. Há opcoes de marca e o mesmo produto por ser encontrado a precos muitos mais baratos (os supermercados na franca e a alemanha sao repletos de marcas genericas do proprio estabelecimento) mas o pessoal só se sente bem se consumir essa marca especifica. Pode ser que a Franca esteja sendo assolada pela pobreza. Duvido q a situacao esteja muito pior que em outros 185 paises, talvez 8 estejam melhor q Franca em termos de poder de consumo da populacao.

    O que gostaria de chamar atencao é que se há uma enorme pobreza, é a “da alma” na europa. Tradicionalmente, muito sao extremamente arrogantes e nacionalistas. Vou exemplificar atraves de uma situacao q se repete com frequencia. Sofro preconceito “por ser estrangeiro” e entendam isso assim: as pessoas falam para mim o que nao falariam para um nativo. Entao o pessoal adora comentar na minha cara e na frente dos outros sobre meu país, meus habitos alimentares e comportamentais. Com o tempo vc aprende a se defender, de forma que tenho uma serie de respostas prontas para diversas situacoes.

    Uma delas é minha resposta Nutella, que uso só para os ambientalistas e vegetarianos. Qdo uma pessoa tece um comentario “inocente” sobre como eu posso estar comendo carne sendo “q destroi a amazonia”, eu ja lanco a pergunta: vc come Nutella? Aí vem a bronca, pq a resposta é em 95% dos casos sim e entäo comeco a explicar que o produto Nutella é feito com oleo de palmeira. Estas plantacoes de palmeira sao responsaveis pela maior destruicao contemporanea de florestas do mundo e ocorre na Indonesia (o Brasil do golpista ta a frente em numeros absolutos e em 2 com numeros relativos nas estatisticas). Esses dados valem inclusive para efeitos do tratado do clima. Ai termino a “conversa” dizendo para a pessoa ir cuidar da propria vida e nao torrar minha pacienca, ja q nao tenho mais muita.

    Aí me remeto a segunda pergunta no fim do texto, até pq os asseclas d Temer estao mais preocupados com orgias, privilegios e com a cadeia. Antes de sair do BR eu tinha uma imagem idealizada do exterior que foi duramente reconfigurada ao longo dos anos da propria estadia. Meu pensamento era assim: “imagina o dia que o BR vira europa” transporte publico p todos e estado de bem estar social sem violencia e crime. Hj minha perspectiva mudou e estou aguardando o dia em que a Europa vai virar BR. De acordo com os videos, já estamos a caminho.

  4. Lucio Vieira

    31 de janeiro de 2018 11:28 am

    E assim como cerveja no Brasil é cada vez menos Ceva

    Já que a Ambev e outras mais tem usado o milho transgênico no lugar da CEVAda mais cara, a Nutella é cada vez menos avelã e mais leite em pó e o viciante açúcar. É mundo cada vez mais falso

    http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/preco-quase-proibitivo-da-avela-obriga-nutella-a-mudar-a-receita-230646

    1. Paulo F.

      2 de fevereiro de 2018 11:02 am

      Viva a lei de pureza alemã

      Promulgada em 23 de Abril de 1516 pelo Duque Wilhelm IV (Guilherme IV) da Baviera, que basicamente regulamentava que a cerveja somente poderia conter três ingredientes: malte, lúpulo e água.

      O resto é beberagem!

  5. Lionel Rupaud

    31 de janeiro de 2018 11:39 am

    Rogério, muito bom ter colocado o assunto desta maneira

    O caso foi um “tollé” na França, pois mostrou:

    1 – existe uma proporção elevada da população que tem tido há anos queda de padrão de vida, pela alta incidência de desemprego e pala queda dos salarios reais (minha irmã que está se aposentando este ano  – é operadora de camera cine-TV – vai receber mais aposentada que o que ela recebe hoje,,,). Como querem conservar um certo padrão de consumo, as ofertas de qualquer coisa se for um ítem barato são extremamente “concorridas”.

    2 – o padrão de alimentação está se degradando. seguindo o “modelo americano” (apesar de Nutella ser uma marca italiana) com consequencia visível de aumento dos casos de obesidade, que era bem rara na França até recentemente.

    3 – o nível dos ministros na Europa, claro com as necessárias excessões, é muito mais alto que no Brasil.

    Alias acho que a visão que os europeus (interessados em outros paises não são tantos assim) começam a ter do Brasil é de uma pais africano, um “revival” da Africa do Sul do apartheid… 

  6. Paulo F.

    31 de janeiro de 2018 12:28 pm

    Nutella e franceses: um caso de amor!

    Não faz muito tempo estourou um imbróglio pois teve ministro frances  pedindo boicote à Nutella pois esta “utilizaria óleo de palma e condenaria milhões de africanos ao regime de semi-escravidão (sic)”.

    A Ferrero , o fabricante , rapidamente contestou a declaração , recorreu à UE e recebeu um pedido de desculpas.

    Óleo de palma é o nosso azeite de dende!

    Segundo a AESA, o óleo de palma é prejudicial à saúde, por ser potencialmente cancerigeno, desde que submetido a temperaturas maiores que 200° C, o fabricante negou qualquer tipo de risco pois na produção do alimento, a temperatura não chega a 200° C  e o óleo é mantido em baixa pressão apesar de tornar a produçãoo mais lenta e mais cara. Vicenzo Tapella, da Ferrero, declarou :“Fazer a Nutella sem o óleo resultaria em um produto de qualidade inferior. Seria um retrocesso”.

    Pessoalmente, eu gosto de Nutella!

  7. Li de Brusque

    31 de janeiro de 2018 12:36 pm

     
    Bullshit.
    Isto acontece em

     

    Bullshit.

    Isto acontece em todo o mundo e a toda hora. Vejam isso aqui, cenas do lançamento do Playstation 4 no mundo há 5 anos atras.

     

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=OsKHrWiYu4U align:center]

    1. Lionel Rupaud

      31 de janeiro de 2018 5:28 pm

      Acho que você precisaria fazer um esforço

      de entendimento do texto, e ver a entrevista do ministro.

  8. Renato Lazzari

    31 de janeiro de 2018 12:41 pm

    Capitalismo com as vísceras expostas

    Mas a França não permite o Capitalismo? Esse desespero não era exclusividade da Venezuela, de Cuba, da Coreia do Norte, da China?… Ops! Da China, não, que a China é socialista mas é nossa amiga.

  9. Fábio Peres

    31 de janeiro de 2018 12:51 pm

    Não me espanta isso. Nutella

    Não me espanta isso. Nutella é gostoso, pão com Nutella é MUITO bom, e ele serve como substituto do requeijão ou manteiga (embora, para os padrões brasileiros, seja pouco saudável).

    Coloque manteiga a 1,99 num supermercado e você verá o povo saindo com caixas e mais caixas para fazer um belo estoque do produto – e ter a impressão de estar “sendo esperto” e “fazendo economia”.

    1. rdmaestri

      31 de janeiro de 2018 5:47 pm

      E morrendo de diabetes…..

      E morrendo de diabetes…..

  10. Lucio Vieira

    31 de janeiro de 2018 1:16 pm

    Desigualdade levará à ‘barbárie’ no longo prazo, alerta historia
    Crise, que crise? O número de bilionários brasileiros aumentou quase 40% em 2017 na comparação com 2016, aponta a ONG britânica Oxfam. Em relatório publicado nesta semana, a organização divulgou informações sobre a desigualdade global. https://br.sputniknews.com/economia/2018012410349571-desigualdade-levara-barbarie-alerta-historiador/ A exagerada concentração de riqueza é condição repetitiva em todos os colapsos civilizatórios

  11. Luiz FS

    31 de janeiro de 2018 1:18 pm

    Oremos!

    Isso tá mais pra globalização da burrice!

    1. Mariano S Silva

      31 de janeiro de 2018 4:01 pm

      Ou do genocídio do enorme

      Ou do genocídio do enorme “excedente inútil” da humanidade…

  12. Silvio T

    31 de janeiro de 2018 1:23 pm

    Banha

    O que mais me chamou a atençao foi a quantidade de pessoas acima do peso nas imagens! Há pouquíssimo tempo (cinco, seis anos) isso seria impossivel. Estive em Paris em 2010, 2012 e 2014 (para todo o sempre, obrigado Lula!) e a cada viagem era flagrante a queda do nível de vida da população. 

    1. Ivan de Union

      31 de janeiro de 2018 6:57 pm

      Nos EUA foi no comeco dos

      Nos EUA foi no comeco dos anos 80, culpa de Reagan, e na Inglaterra tambem aa mesma epoca, capitaneado por Tatcher.

  13. Padilha Novo

    31 de janeiro de 2018 2:02 pm

    As ruas das cidades de
    As ruas das cidades de Provence estão cheias de pedintes. O guia informa que são romenos. Recebem ‘bolsa-família’ de 1.000,00 euros mensais e complementam a renda com esmolas. Roma está cheia de camelôs. A Europa já não consegue, com facilidade/violência, explorar a África e Oriente Médio, então a tendência é que se tornem países pobres. Mas não, ainda, miseráveis pois ainda tem muito trouxa – que se passa por elite – no Brasil para entregar gratuitamente nossas riquezas para esses espertos.

    1. rdmaestri

      31 de janeiro de 2018 6:06 pm

      Três informações erradas.

      Primeiro: Estrangeiros não recebem este tipo de benefício salvo tenham residência fixa.

      Segundo: Esta história de romenos é utilizada simplesmente porque os Romenos não são de pele escura como os africanos e podem dizer que qualquer um é romeno.

      Terceira: O que é equivalente a bolsa família, não atinge 1.000,00 euros mensais nem que a vaca tussa.

      Se fosse assim não haveriam 143.000 franceses na rua (eles chamam “sans domicile fixe -SDF) e somente em 2017 403 morreram sem assistência na rua (o número vem aumentando ano a ano)

      Olhe os seguintes links, estão e frances, mas com o Google Translation fica simples.

      Au moins 403 sans-abri sont morts en France en 2017.

      Sans-abris : 143 000 personnes sans domicile fixe en France

      Resumo da ópera: O guia fez toda os brasileirosdentro do ônibus  de bobos ficarem felizes e dizerem: 

      – Viu como bolsa família dá maus resultados.

  14. Jackson da Viola

    31 de janeiro de 2018 2:24 pm

    Shoppers go wild….

    [video:https://youtu.be/5Jh8Njl_VZA%5D

    [video:https://youtu.be/-xL8rE9DT4g%5D

    [video:https://youtu.be/s3ed_ZhzfO0%5D

    [video:https://youtu.be/MorANJDlRPk%5D

  15. Hugo Mota

    31 de janeiro de 2018 2:29 pm

    Sugiro corrigir fraudas (do
    Sugiro corrigir fraudas (do verbo fraudar) para fraldas (o produto em questão).

    1. rdmaestri

      31 de janeiro de 2018 5:27 pm

      Mais um erro de minha parte, mas como a venda em…..

      Mais um erro de minha parte, mas como a venda em ofertas já é uma fraude, posso dizer que foi um ato falho!

      (Esta até que foi elegante a minha saída 🙂  …..)

  16. Sérgio Ouro Preto

    31 de janeiro de 2018 2:47 pm

    Alguém sabe como estão os
    Alguém sabe como estão os preços de itens básicos de alimentação na França? Poderiam estar mais caros que a tal Nuttella em promoção?
    A razão da minha pergunta é porque tenho uma amiga que morou lá, numa vila semi-rural, durante 4 anos. Ela conta que quando ela se mudou para lá em 2010, um pão custava 0,30 euros. Quatro anos depois, o mesmo pão custava 1,30 euros, ou um reajuste de mais de 300%.
    Ela conta exatamente o que o ministro falou, a renda do francês comum não está dando para a sobrevivência!

    1. rdmaestri

      1 de fevereiro de 2018 2:23 am

      O pão não é um bom exemplo, pois por mais incrível que ………

      O pão não é um bom exemplo, pois por mais incrível que pareça o consumo de pão pelos franceses tem caído significativamente, em 1950 era 121,7 kg/an/habitant em 1960 =>100,0, 1970=>80,3, em 1980=>70,6 para o último dado que disponho em 1996 =>60,0kg/ano/habitante ou seja, em menos de 50 anos caiu pela metade.

      O mais interessante que o consumo de vinho também caiu de 1950 para 1995 de 123,4 1l/ano/habitante para 68,1 l/ano/habitante

      (fonte l’Annuaire Statistique de la France 1999)

      O que subiu mesmo na França foi o preço dos imóveis antigos (os novos, nem falo), de 2000 para os dias atuais subiu em valor já corrigida a inflação em 70%

  17. Ivan de Union

    31 de janeiro de 2018 7:03 pm

    Maestri so mostra que de

    Maestri so mostra que de varias maneira diferentes…

    Nao ha dinheiro correndo no mundo.

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