21 de junho de 2026

Um marco no processo de construção do primeiro submarino do PROSUB

A transferência do submarino “Riachuelo” é um passo decisivo para o lançamento ao mar, ainda em 2018, do primeiro dos quatro submarinos convencionais (S-BR) previstos dentro do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB).

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do Clube de Engenharia 

Um marco no processo de construção do primeiro submarino do PROSUB

A transferência do submarino “Riachuelo” (SBR-1), passando pelo túnel da Base de Submarinos da Ilha da Madeira (BSIM) rumo à fase final de sua construção na Base Naval de Itaguaí é um marco da maior importância para o país. A operação realizada neste domingo, 14 de janeiro, é um passo decisivo para o lançamento ao mar, ainda em 2018, do primeiro dos quatro submarinos convencionais (S-BR) previstos dentro do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB).

O PROSUB tem como objetivo final o projeto e a construção de um submarino com propulsão nuclear (SN-BR). A perspectiva é dar maior segurança à costa brasileira, chamada Amazônia Azul, que compreende uma área oceânica de 4,5 milhões de km², praticamente a metade do território nacional. Por ali o país escoa 95% do seu comércio exterior; são extraídos mais de 90% do nosso petróleo; e as riquezas naturais são comparáveis às da floresta amazônica. Proteger todo esse patrimônio e garantir a soberania nacional são objetivos que estão hoje entre os principais desafios da Marinha do Brasil.

Fruto de parceria estratégica Brasil/França, em dezembro de 2008 foram assinados acordos de nível político entre os dois países, abrangendo sete contratos firmados pela Marinha com a empresa francesa DCNS, a Construtora Norberto Odebrecht (CNO) e a Itaguaí Construções Navais (ICN), uma Sociedade de Propósito Específico, na qual o governo, representado pela Marinha do Brasil, detém uma ação a título de golden share, com poder de veto. A escolha da Odebrecht para as obras de infraestrutura e construção civil foi da DCNS, detentora da tecnologia a ser utilizada. O Consórcio Baía de Sepetiba (CBS) é o responsável pela gestão das interfaces.

A transferência de tecnologia (ToT) e a prestação de serviços técnicos especializados, conforme reportagem especial do Portal do Clube de Engenharia capacitam o Brasil em projetos e construção de submarinos convencionais e com propulsão nuclear, exceto na área nuclear. O circuito primário da propulsão será totalmente nacional, desenvolvido pela Marinha, contando com apoio da Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, além da França, detém essa tecnologia apenas os EUA, Reino Unido, China e Rússia. A Índia recentemente anunciou o comissionamento do seu primeiro submarino com propulsão nuclear construído no país, programa que contou com significativo apoio russo no sistema de propulsão. 

Veja a transferência do submarino “Riachuelo” (SBR-1) rumo à fase final de sua construção na Base Naval de Itaguaí aqui.

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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14 Comentários
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  1. Joao de Carvalho

    15 de janeiro de 2018 6:52 pm

    Submarino nuclear

    Bom mesmo vai ser quando o submarino nuclear estiver em operação. Ouvi dizer que em caso de guerra naval é uma arma decisiva. Também poderíamos equipá-lo com ogivas nucleares, e aí ele se tornaria uma poderosa arma estratégica.

    1. Geraldo Lino

      15 de janeiro de 2018 8:31 pm

      A nave brasileira será um

      A nave brasileira será um submarino de ataque de propulsão nuclear e, portanto, não será equipada com armamento nuclear, apenas com torpedos e, possivelmente, mísseis de cruzeiro. Apenas submarinos lançadores de mísseis estratégicos carregam tais armamentos. Ainda assim, será uma eficiente arma de dissuasão, se é que, realmente, ainda teremos uma Nação soberana para proteger quando ela entrar em serviço.

  2. Fábio de O. Ribeiro

    15 de janeiro de 2018 7:09 pm

    Demorou.
    Agora os submarinos
    Demorou.
    Agora os submarinos construidos pelo Brasil com os impostos cobrados dos brasileiros irão proteger o petróleo estrangeiro na nossa costa.
    Além de perder os recursos do petróleo pagarmos para proteger o que não é mais nosso.

  3. Roberto Sidnei

    15 de janeiro de 2018 7:13 pm

    boas noticias

    que estão sendo arrasadas pelo “governo” golpista. 2019, revogação de toda a mer.a feita nestes 2 ou 3 anos.

  4. Gilson AS

    15 de janeiro de 2018 7:32 pm

    Hoje não sinto nem um pouco
    Hoje não sinto nem um pouco de orgulho dessas atividades.

    País entregue mãos de golpistas, como apoio velado de militares.

  5. Fabricio Tavares

    15 de janeiro de 2018 8:14 pm

    Os golpistas vão passar; a frota de submarinos fica

    Viva Lula, que teve a coragem de tocar adiante esse projeto que nós sabemos que a direita jamais faria. Sou entusiasta de assuntos de estratégia e geopolíica, e frequento sites especializados nesses assuntos. Embora não seja nem jamais tenha sido militar, costumo ler e comentar as matérias postadas nesses sítios, e posso afirmar que está mudando a postura dos demais comentaristas em relação à guerra não declarada que nosso país vem sofrendo. Se em 2015 havia poucos que identificavam a Operação Lava-Jato (e o golpismo de 2016 de forma geral) com um plano maior para solapar a soberania nacional, já se nota que hoje em dia há muito mais gente que tende a concordar com esse fato sem me chamar de “petralha”.

    Nesses sites já existe, principalmente, uma percepção bastante generalizada acerca da presença de certos leitores/comentaristas que cumprem um papel de agentes infiltrados/sabotadores, espécie de quinta coluna fantasiada de troll, gente que obviamente está a soldo, não do MBL, mas talvez diretamente de governos estrangeiros, que já não conseguem mais galvanizar a opinião alheia contra o interesse nacional. E existe, aliás, uma palavra estrangeira para essa figura, que me recordo de uma vez ter lido, se não me engano aqui neste blog, e da qual já jão consigo mais me lembrar. Agradeceria imensamente se algum leitor puder me recordar.

    1. Serjao

      15 de janeiro de 2018 11:56 pm

      Eles são verdes

      SE TIVESSEM VERGONHA NA CARA.

      SE TIVESSEM

  6. CB

    15 de janeiro de 2018 8:17 pm

    Grande porcaria.

    Grande porcaria.

  7. Ivan de Union

    15 de janeiro de 2018 8:45 pm

    Esclarecer:

    “Com propulsao nuclear exceto na area nuclear”??????

  8. Serralheiro 70

    15 de janeiro de 2018 11:13 pm

    Defesa da soberania brasileira.
    Importante feito tecnológico, atende a prementes necessidade do suprimento de meios bélicos para nossa marinha despreparada para proteção de tão extensa importante área marítima . Se encarado com seriedade, não teríamos tantos estáleiros parados pelas encomendas daPetrobras frustradas pela ação da justiça sem noção .

  9. Serjao

    15 de janeiro de 2018 11:42 pm

    Calcanhares e continências
    O comandante em chefe, temer, o nanico vem aí.
    Lamento e ranger de dentes.
    Prostitutos!!!

  10. alexis

    16 de janeiro de 2018 8:31 am

    A melhor defesa

    A melhor defesa do Brasil seria melhorar o ensino e desenvolver civicamente a população. Povo que não sabe votar gera situações que nem centenas de submarinos poderiam resolver – como está acontecendo com aquele parlamento entreguista. É paradoxal falar em submarinos para defender o pré-sal enquanto o cidadão brasileiro contribui, pelo seu voto, para a sua entrega aos EUA. Todo e qualquer esforço na defesa, mesmo certo e importante, esbarra com a desatenção da população perante a sua alienação.

  11. drigoeira

    16 de janeiro de 2018 5:10 pm

    Culpa do Lula…

    E pensar que a Alemanha construiu submarinos na década de 20.

    1. alexis

      16 de janeiro de 2018 7:12 pm

      E vários por semana

      Um dia somei o total e dividi pelos anos da guerra e deu várias unidades por semana.

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