4 de junho de 2026

Analfabetismo e falta de escolaridade no Brasil têm cor e lugar


Foto: Divulgação
 
Jornal GGN – Os dados da educação divulgados hoje pelo IBGE não são dos melhores: o Brasil tem quase 12 milhões de analfabetos e quase 25 milhões de pessoas entre 14 e 29 anos fora da escola. Ainda, 51% da população adulta no país concluiu apenas o ensino fundamental contra 15,3% que detém ensino superior. 
 
Mas os dados revelam que os baixos níveis de educação têm cor e localização geográfica: enquanto mais de 22% dos brancos tem nível superior, a porcentagem reduz para 8,8% na população preta ou parda. E as menores médias de anos de estudo estão no Norte (7,4 anos) e no Nordeste (6,7) do país.
 
É no Nordeste também onde há a maior taxa de analfabetismo do Brasil, com a estimativa de 14,8% para pessoas de 15 anos ou mais, quase quatro vezes mais do que no Sudeste (3,8%) e no Sul (3,6%). Em todo o país, a porcentagem é de 7,2%, que em números reais são 11,8 milhões de analfabetos. Enquanto para pretos ou pardos a taxa foi de 9,9%, branco representam menos da metade, com 4,2%.
 
 

Taxa de escolarização das pessoas de 18 a 24 anos de idade, por cor ou raça, segundo as Grandes Regiões – 2016

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Os valores proporcionais são superiores no caso de idosos, com 20,4% de analfabetismo no Brasil. A desigualdade em relação à cor também ocorre com o analfabetismo: enquanto 11,7% dos idosos brancos são analfabetos, idosos pretos ou pardos são 30,7%.
 

Distribuição das pessoas de 25 anos ou mais de idade, por cor ou raça, segundo o nível de instrução – Brasil – 2016

 
Já nos números de frequência escolar, são alarmantes para principalmente duas faixa-etárias: Quase 70% das crianças até 3 anos de idade não frenquentavam a creche e a mesma porcentagem para jovens de 18 a 24 anos, que estão fora da escola. 
 
Em números gerais, de 14 a 29 anos, são quase 25 milhões de brasileiros que não foram à escola ou não concluíram o ensino. A justificativa é que mais da metade deles afirmaram estar trabalhando, outros 24,1% não tinham interesse em seguir nos estudos. 
 
Leia a íntegra do relatório abaixo:
 
 
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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5 Comentários
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  1. Aracy_

    21 de dezembro de 2017 8:31 pm

    Sou branca nascida no Sudeste

    Sou branca nascida no Sudeste na década de 1970. Muitas vezes me pergunto: onde estaria e como viveria se tivesse nascido negra? Penso que não teria tido oportunidade de estudar até concluir o ensino superior. A segregação racial da escravidão teima em existir entre nós. E que aberração é essa que aniquila a esperança dos estudantes brasileiros e faz com que 24,1% não tenham interesse em estudar? 

  2. Geraldo Tavares

    22 de dezembro de 2017 3:04 pm

    O que???
    É alarmante crianças de menos de 3 anos não estarem na creche????
    E pessoas entre 14 e 29 não estarem na escola???
    Mesmo na Suíça o ensino só é obrigatório até os 15 anos!
    Crianças de menos de 6 anos devem ficar em casa brincando; não em um ambiente de fábrica de bebês aos cuidados de estranhos!
    O autor do artigo é maluco ou o que???

    1. Mariane Medeiros

      23 de dezembro de 2017 2:20 pm

      E quem fez este comentário é
      E quem fez este comentário é brasileiro, conhece a realidade das escolas e alunos brasileiros ou é maluco?

  3. Esther Lorrany Mota e Aquino

    14 de junho de 2019 1:33 pm

    Sou estudante, parda, de escola pública na zona rural e é triste ver como a educação está cada vez mais sendo deixada de lado.
    Eu presencio isso todos os dias, vejo que mesmo havendo frequência escolar entre os alunos , estes não aproveitam o tempo que passam na escola para fazer o que realmente importa que é estudar.

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