4 de junho de 2026

Dallagnol comprou apartamentos construídos para o Minha Casa, Minha Vida

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Jornal GGN – O procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal em Curitiba, admitiu à reportagem do Diário do Centro do Mundo que comprou dois apartamentos construídos através do programa Minha Casa Minha Vida, criado durante os governos do PT. Segundo o procurador, as unidades estão disponíveis para venda e ele não vê nenhuma ilegalidade em gerar lucros com especulação imobiliária, principalmente porque ele teria pago pelos apartamentos á vista – ou seja, não recebeu financiamento da Caixa no programa.

Por Joaquim de Carvalho

No Diário do Centro do Mundo

Dallagnol comprou apartamentos construídos para o Minha Casa Minha Vida

O procurador da república Deltan Dallagnol é conhecido por sua atuação como chefe da Operação Lava Jato e pela sua campanha contra a corrupção, que o tem levado a reuniões em grandes veículos de comunicação e a igrejas, principalmente evangélicas – é membro da Batista do Bacacheri, em Curitiba.

Esta é a face conhecida do procurador Dallagnol. Mas tem outra, a de investidor em imóveis. Segundo registro do Cartório de Imóveis de Ponta Grossa, em fevereiro do ano passado, Dallagnol comprou duas unidades no condomínio Le Village Pitangui, construído pela construtora FMM.

Para fazer a construção, a FMM recorreu a financiamento da Caixa Econômica Federal destinado ao Programa Minha Casa, Minha Vida. Mas os compradores não precisavam ser, necessariamente, pessoas de baixa renda.

Dallagnol pagou R$ 76 mil por um apartamento, o 104 do bloco 7, e 80 mil reais em outro, o 302 do bloco 8. Nas duas compras, uma escritura foi assinada em 22 de agosto de agosto de 2013 e outra, de rerratificação, em 20 de fevereiro do ano passado.

As escrituras foram assinadas pelo dono da construtora, Fernando Mehl Mathias, como vendedor, e por Deltan Dallagnol e a esposa, que é advogada, como compradores.

Dallagnol é natural de Pato Branco, no interior do Paraná. Nenhum dos apartamentos comprados em Ponta Grossa foi para moradia própria. Segundo o endereço fornecido ao cartório para a escritura, Dallagnol reside num bairro de classe média da capital paranaense.

Na internet, há o anúncio de venda de um apartamento no mesmo condomínio que o dele em Curitiba. O preço é R$ 895 mil. Tem 130 metros quadrados, com três suítes, cinco banheiros e duas vagas na garagem.

Muito diferente dos seus apartamentos de Ponta Grossa, padrão Minha Casa, Minha Vida: 55 metros quadrados de área privativa, num condomínio com 29 blocos de quatro andares, com quatro apartamentos por andar. Uma vaga na garagem, em princípio descoberta.

O Le Village Pitangui de Ponta Grossa tem ainda três quadras de esportes, três salões de festas e três quiosques com churrasqueira – isso para atender os 464 apartamentos. A taxa de condomínio é R$ 210, já incluída a conta da água, que é coletiva.

Procurei a construtora FMM, que fez o condomínio. O chefe dos corretores disse que todos os apartamentos do Le Village Pitangui foram vendidos. Quem quiser comprar agora tem que procurador investidores como Dallagnol.

No caso dele, os apartamentos estão sendo vendidos a R$ 135 mil cada – diferença de 59 mil reais em uma unidade (77,6%) em relação ao que ele pagou e de 55 mil na outra unidade (68,7%).

Uma corretora de Ponta Grossa disse que muitos apartamentos do condomínio ficaram nas mãos de investidores – “acho que a maioria”. Ou seja, quem tinha dinheiro para pagar à vista ou em poucas parcelas, quando o condomínio foi lançado, fez um excelente negócio, ao contrário de quem agora está nas mãos dos investidores.

Os investidores pagam barato esperando pela valorização ou colocam o apartamento para alugar – os do procurador Dallagnol nunca foram ocupados e, segundo uma corretora, ele não tem interesse no aluguel, em torno de R$ 600. Conversei com ela sem dizer o nome do procurador, e ela se referiu ao proprietário também sem dizer o nome dele.

Comprar apartamento destinado preferencialmente ao programa Minha Casa, Minha Vida não é ilegal, mesmo quem tem altos rendimentos. Em outubro, os vencimentos totais brutos de Deltan Dallagnol foram de R$ 35.607,28, segundo o Portal da Transparência do Ministério Público Federal.

Os vencimentos líquidos do procurador foram de R$ 22.657,61, mas neste ano houve um mês – abril –,  em que ele recebeu líquidos R$ 67.024,07, com “indenização” e “outras remunerações retroativas/temporárias”, acima do teto constitucional.

Quem compra apartamentos habilitados para o Minha Casa, Minha Vida tira a oportunidade de quem procura conseguir um imóvel com financiamento com taxa de juros subsidiada – máximo de 8,16% ao ano. Na mão do investidor, caso de Deltan Dallagnol, o comprador terá que pagar à vista ou recorrer ao financiamento imobiliário regular – com taxa de 12% ao ano.

“Podemos dizer que ele fez um excelente negócio. A valorização foi muito maior do que a maior parte dos investimentos. Mas não cometeu nenhuma ilegalidade”, diz um advogado, especialista em Direito Imobiliário, que não quer ter o nome divulgado por temer represália.

A ex-secretária nacional de Habitação no governo Dilma Rousseff, Inês Magalhães, disse que, durante a regulamentação do programa Minha Casa, Minha Vida, houve preocupação de vetar o duplo subsídio.

“O imóvel que é financiado uma vez recebe o subsídio, mas, se o imóvel for vendido, o segundo comprador não poderá ter o financiamento com taxa subsidiada. Isso nós evitamos, mas não pudemos impedir que quem tem dinheiro compre sem financiamento e ganhe com a especulação imobiliária”, disse Inês Magalhães.

O procurador Dallagnol comprou como investimento, apostando na valorização de um imóvel popular (veja entrevista dele abaixo), mas, como não recorreu a financiamento, não houve meio legal de impedir que ele (e outros investidores) fizesse isso.

“Impedir que quem tem dinheiro compre é interferir nas regras de mercado. Mas esta é uma discussão que temos de fazer: quem tem dinheiro pode comprar imóvel destinado ao Minha Casa, Minha Vida?”

Inês não quis entrar no mérito ético da compra dos imóveis por parte do procurador: “Hoje, nós estamos sendo vítimas de julgamentos morais, numa campanha que tem à frente alguns procuradores. Eu não me sinto à vontade para fazer o mesmo. Mas que temos de discutir essa questão da especulação imobiliária, à luz da política habitacional para o País, isso temos.”

Dallagnol, na sua campanha em favor do projeto das dez medidas contra a corrupção – propostas idealizadas por ele e outros procuradores da Lava-Jatou — já esteve em grandes jornais e igrejas.

Em fevereiro deste ano, em entrevista para o canal do YouTube da Igreja Batista Atitude Central da Barra, do Rio de Janeiro, foi questionado sobre a razão de “trazer” o tema para debate dentro da igreja. Dallagnol respondeu:

“Esse processo de transformação envolve todos os atores da sociedade, e a Igreja, em especial, tem um papel muito particular nisso, porque a Igreja é uma instituição ou um grupo de pessoas que amam a Deus, mas que tem um mote central de amor ao próximo, de amor à sociedade.”

A apresentadora ainda pergunta sobre o que as pessoas podem fazer para participar do combate à corrupção:

“Em primeiro lugar, devemos deixar de praticar as pequenas corrupções do nosso dia a dia, que acabam gerando uma tolerância com a grande corrupção.”

Em seguida, Dallagnol cobra “atitude, nós precisamos agir” e pede que os telespectadores assinem a proposta das dez medidas contra a corrupção – esta que está sendo agora votada pelo Congresso Nacional.

*****

Procurei a assessoria de imprensa da Procuradoria da República em Curitiba e falei sobre esta reportagem. Pedi para falar com o procurador Dallagnol e fui orientado a enviar um e-mail com perguntas, que o procurador respondeu:

1) O senhor costuma fazer investimentos em imóveis?

Adquiri, para fins de investimento, os dois apartamentos localizados em Ponta Grossa, com recursos oriundos de salários. Todos estão declarados em Imposto de Renda e foram pagos todos os tributos e taxas atinentes.

2) Como tomou conhecimento de que havia essa oportunidade de negócios em Ponta Grossa?

Funcionário da construtora FMM Engenharia, em Curitiba, ofereceu a possibilidade de aquisição dos apartamentos.

3) Construções destinadas ao Programa Minha Casa, Minha Vida são viabilizadas com dinheiro barato, através da Caixa Econômica Federal. Comprar apartamentos destinados a famílias com renda máxima de R$ 6.500,00 e depois revendê-los com um ganho superior a 60% em um ano e meio não seria uma prática questionável do ponto de vista ético? (não é um juízo de valor, é só uma pergunta).

O programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) funciona com quatro faixas (faixa 1, faixa 1,5, faixa 2 e faixa 3). Dentre essas faixas, apenas a primeira oferece empreendimentosexclusivamente voltados para famílias de baixa renda. As demais faixas oferecem linhas de crédito para pessoas que atendam aos requisitos do programa. Repetindo: a primeira faixa oferece empreendimentos exclusivos enquanto as demais oferecem financiamentos para a compra de imóveis – mesmo em empreendimentos não exclusivos do programa – por pessoas que atendam os requisitos. O Le Village Pigangui é um empreendimento não exclusivo do programa. Assim, os imóveis comprados estavam disponíveis para aquisição por qualquer pessoa, independentemente de atender os requisitos do programa MCMV. Os apartamentos que adquiri foram comprados com recursos próprios, à vista, declarados em imposto de renda e sem qualquer financiamento. Não obtive financiamento do program MCMV ou de qualquer outro banco, pois comprei à vista.

Os apartamentos foram quitados em agosto de 2012, tendo sido sempre declarados em imposto de renda, mas a construtora só pôde realizar a transferência via escritura pública e o consequente registro mais recentemente. O dinheiro investido nos apartamentos, caso tivesse sido investido em títulos do Tesouro Direto, do Governo Federal, atualizados pela SELIC, resultaria em valor muito próximo ao valor pelo qual os apartamentos foram anunciados para venda. O valor de aquisição de um dos apartamentos, com a variação da SELIC no período (que seria similar à variação de investimento em banco) e somado aos custos de transferência, resulta em R$ 127 mil. O valor de aquisição do outro dos apartamentos, fazendo-se a mesma conta, é de R$ 134 mil.

4) Fique à vontade para fazer outras observações.

Caso sejam usadas as respostas, peço que sejam disponibilizadas na íntegra e na mesma página em que forem utilizadas.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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83 Comentários
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  1. Dogbert

    29 de novembro de 2016 12:10 pm

    É um retrato da classe média
    É um retrato da classe média alta brasileira, ganhou mais dinheiro no governo do PT do que com qualquer outro governo, mesmo assim está “revoltada”.

  2. Node

    29 de novembro de 2016 12:21 pm

    Ótima tese para o Gedel . . .

    Ótima tese para o Gedel . . . . .

  3. ernesto lemos

    29 de novembro de 2016 12:23 pm

    corruptos são sempre os outros

    Pela resposta à pergunta 4 o carola da provincia agricola é bem maldoso pra saber como a mídia manipula pra demonizar quem for do interesse deles. Ele e seus comparsas são useiros e vezeiros dessa técnica. Fascismo é isso: o mal está sempre no outro. A hora desses caras vai chegar. Espero que não tarde.

  4. Rui Ribeiro

    29 de novembro de 2016 12:25 pm

    Apesar disso ele está United contra a corrupção

    É a Lei de Jefférson. E apesar dessa especulação imobiliária, ele está United (states) contra a corrupção.

    Porque o estrangeirismo? Um caboclo querendo ser americano para inglês ver.

    Vai ver que está vendendo os apartamentos para comprar um Miami, vizinho ao do Fateiro Joaquim Barbosa Assas Corporation

  5. Somebody

    29 de novembro de 2016 12:28 pm

    Eu acho interessante a

    Eu acho interessante a “ética” do procurador paladino do combate contra a corrupção. É crime o que ele fez? Não é. É ético? Claramente não. Ganhar o dobro encima dos pobres coitados que estavam tentando comprar uma casa para morar e que eram o objetivo inicial do empreendimento? O cantinho dele no inferno está reservado*.

     

    *Eu posso ser um investidor mas isso não me impede de agir com ética.

  6. Humberto Eustáquio de Almeida

    29 de novembro de 2016 12:35 pm

    Pela de ovelha

    Retire-se a pela da ovelha e o lobo será revelado.

  7. Conejo 10

    29 de novembro de 2016 12:42 pm

    Poder, pode

    O Procurador Dallagnhol um dia, só e abandonado, vai ficar frente a frente com seu passado.

    Mas neste caso ele foi oportunista e isso não é delito nem moral nem legal: viu oportunidade de ganhar na indústria imobiliária e se deu bem, afinal até 2013 os imóveise estavam em baixa.

    Só que imóveis populares têm péssima administração de material e mão de obra, infiltram, desabam, telhas voam, janelas caem, pias entopem, água seca, esgoto explode, luz deficiente etc e isso certamente vai acontecer com esse condominio (29 blocos? 494 apartamentos? Cruz Credo).

    Aí então espero que, para processar a construtora o Sr. Produrador contrate um advogado particular, não utilizando seu tempo para o Estado em interesse pessoal tal qual Geddel de saudosa memoria.

    Se eu fosse mais jovem faria o mesmo – mas não num condominio de 29 blocos: imagime as assembléias gerais, eh eh

  8. Des

    29 de novembro de 2016 12:43 pm

    Me lembrou de Aquarius.

    Não do almofadinha, mas da santa senhorinha que tem 5 apartamentos e vive de renda. Ninguém criticou o filme por esse viés, agora, a mais comum forma da classe média constituir patrimonio nessa roça desde 1500, vai finalmente ser considerada antiética? Daqui a pouco vão reconhecer que ser de esquerda e ter Iphone é contradição.

    Sério mesmo, que somente em 2016 depois do escrotinho predileto da lavajato ser pego como especulador imobiliário de pensionato, esse assunto vai vir a pauta?

    1. André élebê

      29 de novembro de 2016 1:54 pm

      Não é por aí. Eu próprio

      Não é por aí. Eu próprio procuro investir em imóvel. Na minha rua fazem propaganda com folhetos e fanfarras a respeito da compra de imóvel do MCMV. Em NENHUM momento em sequer pensei em ir atrás disso, simplesmente porque minha renda (muito menor que a do santarrão) é maior que os limites do programa, VOLTADOS PARA A BAIXA RENDA.

       

      1. Des

        29 de novembro de 2016 5:29 pm

        Ele também.

        Comprou sem utilizar o MCMV, ele simplesmente comprou um imóvel que se adequa aos critérios da caixa para ser financiado nessa modalidade, para quem se adequa ao perfil de renda.

        Provavelmente uma primeira experiência nesse tipo de investimento. Tipo carro usado antes do novo. 

        1. Neotupi

          30 de novembro de 2016 12:46 am

          Mas furou a fila de outros mais necessitados

          O procurador furou a fila dos mais pobres do que ele para especular tirando oportunidade de outros deixarem de pagar aluguel para ter sua única casa própria. Essa é a questão. Observe que ele usou um desvio de finalidade do programa para levar vantagem. Não é ilegal, mas um procurador da república deveria defender os direitos dos mais pobres que estavam na fila do MCMV e ficaram sem dois imóveis que devereriam diminuir a fila de quem não tem a casa própria.

    2. lfmrodrigues

      29 de novembro de 2016 3:05 pm

      caro Des,

      Adorei seu comentário. Um abraço. Dei as cinco estrelinhas e fiquei assistindo a avaliação cair… 😀 porque é clássico! Há tabus. E por cá são os relacionados à incriticável classe… independentemente de ser de esquerda, de direita, recém subida ou tradicional.

      Acredite ou não, já vi especialista em planejamento urbano e habitação social – gente grande mesmo – ficar encabulado sobre taxar imóveis progressivamente à quantidade… [duvido que mantenha seu padrão apenas com o salário de professor universitário]. 

      Quando for público, quando todo mundo tiver noção do que pode ser um grande proprietário em São Paulo*, não vai haver chuva para lavar o vômito. O Brasil é o país da usura.

      Este assunto não vai virar pauta.

       

      *é tão chocante que juro que duvidei..

      1. Des

        29 de novembro de 2016 5:18 pm

        Caráter social do aluguel

        Quem poderá defender os indefesos locadores? Basta olhar o comentário aí acima. 

        Não sabe o que é gentrificação ou rent gap. Além de todos os efeitos reflexos na vida pública.

        É bem tabú mesmo, todos conhecemos as heranças de nossas famílias e de nossos vizinhos e a briga que é na partilha.

        1. lfmrodrigues

          30 de novembro de 2016 1:10 pm

          tabus

          tabu é isso. você toca e o vespeiro explode. briga. perde os amigos.

          como você não falou usura, acho que o comentário do rdmaestri era dirigido a mim. li, reli, ponderei se deveria responder. parece resposta de paixão, não de reflexão. quando alguém acusa de ignorância, quer montar para si a posição de autoridade no assunto – nem pensou que o caso que coloquei pudesse ter acontecido, assim “por exemplo”, em aula de pós-graduação na universidade mais importante do país. 😀 

          os exemplos citados por ele não me são estranhos. deve achar que demonizo a oferta de locação por parte do setor privado. é por aí não. 

          é que é uma zona mesmo. e o exemplo do procurador demonstra… o cara optou por não disponibilizar para aluguel sequer! nada lhe acontecerá! não fosse uma zona e não seria uma questão a aplicação do principio constitucional da função social da propriedade (em linha com a declaração internacional dos direitos do homem, que condena a usura logo depois de sancionar o direito à propriedade privada).

          o argumento principal parece encaixar direitinho no principio “a ideologia da casa própria” muito citado por colegas de esquerda (curiosamente… nenhum paga aluguel, tudo feliz proprietário). como disse.. tanto faz…  esquerda, direita, recém-subida ou tradicional.

          as questões que você levanta são levadas a um outro nível com esse tipo de grande proprietário que “pode” haver em são paulo, gente que “pode” ter uma cidade dentro da cidade. imagine alguém com capacidade de determinar esse gap apenas com a arbitragem dos alugueis das suas propriedades. imagine alguém poder fazer um dumping em um bairro inteiro. o estado tem poder para fazer isso (com um minhocão por exemplo), mas jamais imaginei alguém conseguir fazer isso sem interferência estatal. mas é possivel.

          se você tem noção dessas questões, falamos a mesma língua. mesmo que não concordemos.

           

          abraço

           

          p.s. ontem no caminho para casa… finalmente foi ocupado um prédio que sempre vi vazio.. e estou por cá há dez anos

          1. Des

            30 de novembro de 2016 4:55 pm

            Foi direcionado a mim.

            Não respondo pois é mero aperceber retórico, não quer considerar os dados de formação de nossas cidades, as características sociais de acumuluação imobiliária no Brasil, como prática, reflexo e continuação recente da histórica acumulação fundiária.

            Sabemos que o brasileiro o faz, compra imóveis para alugar, coisa que de 2010 a 2013 foi generalizada pela facilidade de crédito, não como investimento de curto prazo, mas pela perspectiva de financiar um imóvel a juros baixíssimos e poder alugá-lo logo, assim pagando as parcelas com o próprio aluguel, tenho um amigo próximo que tem 4 apartamentos nessa situação, todos se pagam, outro colega paga 200 reais mensais de parcela em um apartamento de 260 mil pois não pode investir em armários, teve de alugar por menos… , todos, aqui na minha sala o fizeram (trabalho numa empresa de construção civil), e os que estavam no próximo passo, contruiram as casas geminadas em seus terrenos baldios que compraram a 15+ anos, óbvio que as casas que não venderam, alugaram.

            Não interessa se é rentável, se é o melhor investimento, como o colega abaixo demonstrou abaixo, é uma forma cultural de fazer o pé de meia, e assim os mais pobres o fazem, construindo barracos em invasões e alugando por 150 reais, e donos de construtoras ao se auto permutarem em suas construções, sem falar das permutas por investimento (dada a retração de crédito), como forma de pagar fornecedores, em troca do terreno para construção em área sobrevalorizada…

            Um exército de locadores foi fabricado do dia pra noite, reforçado neste momento de crise imobiliária, onde todos os que queriam vender, como o Dallagnol, preferem agora alugar aguardando uma estabilização futura do mercado (daqui quantos anos?). 

            Temos empresas no Brasil inteiro com estoques de milhares de unidades encalhadas, com construções entregues, pagando o condomínio de prédios inteiros, iptu e demais taxas. Não há bolha no Brasil, jamais veremos a erosão dos preços que ocorreu nos EUA.

            Enfim, é o melhor investimento? Claro que não, mas é a mesma razão de vermos médicos fazendeiros que nunca ordenharam uma vaca, coisa que essa roça está cheia.

            A interferência estatal para esse forma dumping é feita o tempo todo, vide as desocupações, aqui em minha cidade temos o Nexus do Júnior Friboi, sendo contruido neste momento a toque de caixa atropelando o plano diretor de forma totalmente indevida, isso é uma novidade em Goiânia, há quantas décadas ocorre em SP?

            Outro exemplo que temos aqui são os parques, temos o vaca Brava, Areião, e Flamboyant, são parques com nascentes, que represados pelos governos municipais em lagos, restringindo antigas reservas ambientais cercados por “vilas”, invasões, comodatos, usucapiões e aluguéis, a decisão conjunta de proprietários/locadores a toda uma cadeia de especuladores para se tornaram grandes focos de gentrificação, por tudo isso na conta do rent gap é a grande falha dessa teoria, por ser um fator único elencado não verificável isoladamente diante dos fatores complexos que você apontou, associação de autoridades públicas com os especuladores fundiários, associados às contrutoras e imobiliárias. Daí verificar a quantidade de imóveis permutados para renda de aluguel, mais os que serão comprados para este fim, e quantificar a devida quantidade de culpa do esquerdista de classe média que entrou nessa apenas por estar fazendo o que seu pai fazia, é discutir o sexo dos anjos. 

            Enfim, sabemos que há formas de investimento mais responsáveis, com uma razão de “função social” bem maior que esta, entretanto essa decisão de forma consciente demanda raciocínio que alguem como Dallagnol, o esquerdista, o rentista, o médico… não vão fazer nessa vida.

            O brasileiro não se resposabiliza por seus hábitos de consumo, sea França abandona vasilhames plásticos, se a Alemanha abandona as cápsulas de café, vamos sempre encontrar um esquerdista para explicar a função social das fábricas de plasticos que em sua cadeia empregam até o funcionário da limpeza municipal que tem de desentupir a boca de lobo. 

            Tergiversar a tal ponto…

    3. rdmaestri

      29 de novembro de 2016 4:07 pm

      Meu caro amigo, locação é uma forma de dar casa a quem ….

      Meu caro amigo, locação é uma forma de dar casa a quem por vários motivos não a tem.

      Já conheci um gerente de banco numa posição bem confortável na vida que simplesmente vive em apartamentos alugados, simplesmente porque le fez o cálculo e á mais barato do que comprar. Uma opção.

      Casais jovens que de um momento para outro pensam em viver juntos e não se organizaram ainda para fazer uma poupança e comprar um imóvel. Segunda opção.

      Pessoas que vão viver temporáriamente numa cidade. Terceira opção.

      Alguém que apesar de ter seu imóvel próprio deseja ir para um maior ou menor. Quarta opção.

      Estudantes do interior do estado que passarão quatro ou cinco anos onde estão fazendo uma universidade. Quinta opção.

      Poderia ficar umas duas horas elencando a necessidade SOCIAL de imóveis para a locação.

      Logo ter como usura, alguém que procura a estabilidade em imóveis para a locação, que no Brasil é de longe O PIOR INVESTIMENTO, é de uma tal grau de ignorância fantástica de como funciona o mercado de locação de imóveis aqui e no resto do mundo.

      1. Des

        29 de novembro de 2016 5:06 pm

        A defesa do caráter social

        da disponibilidade de imóveis para aluguéis…

        a não ser que congrua em algum momento com a necessidade social do latifúndio, aí não aceito tergiversar, poderia ficar duas horas elencando razões para isso.

        Falar que no Brasil as pessoas não investem em imóveis para aluguel por ser de longe o pior investimento… Putz.

         

        PS: Dallagnol especificou não ter intenção de alugar, paga condomínio e os mantêm “na caixa”, enquanto valorizam.

         

         

        1. rdmaestri

          30 de novembro de 2016 12:57 am

          Meu caro amigo, por mais inconveniente que seja, ainda estamos..

          Meu caro amigo, por mais inconveniente que seja, ainda estamos vivendo numa sociedade capitalista, porém apesar do capitalismo em si não possuir moral nem ética, as pessoas que vivem num sistema capitalista não precisam abrir mão destas para viver e sobreviver num sistema como este.

          Salvo aqueles que adotem uma ética de freis trapistas, ainda é necessário sobreviver com um conforto mínimo que agrade vontades humanas e publicamente defensáveis de uma vida confortável e honesta.

          O investimento e a propriedade de imóveis urbanos, são internacionalmente baseados em princípios contábeis que permita no longo prazo se tenha o retorno do investimento ficando o lucro geralmente no valor marginal que possui o imóvel no fim de 30 ou mais anos.

          Pois se formos verificar no valor das locações nos dias atuais, o valor destas não cobrem nem o custo do imóvel, muito menos a depreciação do mesmo. É só fazer uma equivalência entre a prestação de um empréstimo para a compra de um imóvel, considerando um juro zero com o valor de uma locação.

          Devido a isto pode-se perguntar, porque existem locadores, extremamente simples, pois é o investimento que não necessita expertise para administrá-lo.

          Se não acredita que imóvel para locação é o pior negócio nos dias atuais, verifique não neste ano, mas nos últimos vinte anos qual a relação entre as mais diversas formas de investimento, e verás que disparado é a locação.

          Agora a compra e venda de imóveis aproveitando bolhas e valorização de determinadas regiões não é a mesma coisa do que possuir imóveis para a locação.

    4. Neotupi

      30 de novembro de 2016 12:44 am

      Algumas pessoas fazem plano de aposentadoria em imóveis

      Não vi o filme e não sei exatamente a situação da personagem. Mas na vida real tem pessoas que em vez de pagar plano de prividência privada ou de pagar por uma aposentadoria no teto do INSS, simplesmente poupam investindo em imóveis e na velhice o aluguel é a aposentadoria.

      Os próprios fundos de pensão tem suas carteiras de imóveis alugados. Até o INSS os tem. Uma família de classe média fazer seu próprio “fundo de pensão” investindo em imóveis pode ser mais útil à sociedade do que investir em VGBL em um banco, por exemplo. Essa família movimentou a economia real gerando empregos na construção e aumentou a oferta de imóveis diminuindo a inflação de aluguéis e do m2 e ainda não onera a previdência pública. Enquanto vivermos em regime de liberalismo econômico em que as pessoas precisam planejar sua previdência para velhice, não vejo nada de errado nisso.

  9. FERNANDO DA COSTA

    29 de novembro de 2016 12:50 pm

    Porque não? Apesar que já

    Porque não? Apesar que já estamos bem servidos de servidores aproveitadores. Basta ver a visita do Nassif no senado um dia ou outro atrás… Com representantes do governo do paraná tentando convencer os senadores a aprovarem uma lei para endividar o estado e ecnher o bolso deles de grana. Tem um que se dizia um ex integrantes do BNDES e por isso era mais inteligente que todos de lá. Por isso teriam de criar o sistema de dívida nos estados também com o seu aval. E sua poupança para guardar os lucros. Muito me estranha este lance de juros real e o restante é inflação… Inflação? Juros reais de 3%, os segundo maiores do mundo só perdendo para o próprio governo brasileiro com quase 8. Mais inflação! Ou seja, estão emitindo títulos a quase 20% daqui a pouco… Dando como justificativa a inflação! E o dinheiro vai para os paraísos fiscais aonde não tem inflação nenhuma. Para mim esta taxa de inflação é só para aumentar o ganho de juros encima dos títulos federais e dos impostoso do povo brasileio.

  10. Brnca

    29 de novembro de 2016 12:54 pm

    Aproveitador

    Como todo fascistinha do passado é um aproveitador sem moral. Os nazistas e fascistas também compravam ou se apropriavam sem pudor de propriedades de judeus enviados a campos de concentração porque as regras oficiais permitiam. Fazer parte de uma comunidade religiosa A ou B não significa ter moral alta pois observando bem muitos ligados a essa ou aquela são bem imorais em todos os sentidos.

  11. Ugo

    29 de novembro de 2016 12:57 pm

    pinel judiciário

    A duvida: ética ou estica.

    Provavelmente tirou uma oportunidade para aquele ao qual o programa era destinado, tudo legal e tudo imoral. Salario além do teto tudo legal, tudo imoral.

    Esta é corrupção, mas não foi incluída nas sagradas dez medidas deste crápula, VTNC.

  12. JB Costa

    29 de novembro de 2016 12:59 pm

    Aprendo essa matéria do DCM

    Aprendo essa matéria do DCM como um misto de moralismo barato e vindita política tola contra esse Procurador.

    Motivos não faltam para críticas firmes ao Ministério Público, especialmente ao agente público em foco: vaidade, extrapolações, exibicionismo reles, egocentrismo, protagonismo forçado, partidarismo e muito mais. Mas, convenhamos, o que ele fez se restringe a uma ato lícito, portanto normal, de qualquer cidadão. 

    A alegação de que pode ser legal, mas imoral, é forçada. Se nos fixarmos em teses da espécie TODOS nós seremos imorais. Aponte a primeira pedra aquele que deixaria de fazer algum ato por conta de preciosidades da espécie? 

    Quando nos aferramos a argumentos do tipo para confrontar e enfraquecer adversários certamente o efeito será contrário: o mesmo sairá ainda mais fortalecido. 

     

     

    1. Ivan de Union

      29 de novembro de 2016 1:29 pm

      (Ver comentario do Fabio

      (Ver comentario do Fabio acima do seu.  No mais…  Dallagnol, pra surpresa de ninguem, se revelou como o que sempre foi:  nouveaux lixe.)

    2. Forrest

      29 de novembro de 2016 1:33 pm

      Veja, Globo, Época…

      Tratanto a gnt como os leitores da Veja, Globo, Época…. Credibilidade do GGN só caindo. Esse autor já risquei das minhas leituras.

    3. Maria Luisa

      29 de novembro de 2016 2:11 pm

      A ética não faz parte dos nossos melhores valores

      JB, concordo com você. O que me pareceu problematico nessa questão é que a construtura, se não me engano FMM, constroi com subsidios do MCMV e na hora de vender, pelo que diz o procurador, ela procura compradores que tenham condições de pagar a vista…. Acho que é ai que esta o problema maior. Financiar com recursos publicos essas construções e depois elas se dirigirem a um publico bem distante daquele a quem à priori deveria se destinar de fato esses imoveis subsidiados.

      1. Ana Dias

        29 de novembro de 2016 4:02 pm

        O problema é da construtora,

        O problema é da construtora, do programa que dá essa brecha, E DO DALLAGNOL SIM. Como procurador, ele, sabendo do caso, deveria ter denunciado ou, no mínimo, questionado essa brecha do programa. Mas não só não denunciou, como se beneficiou. Prevaricou em causa própria.

    4. João de Paiva

      29 de novembro de 2016 2:20 pm

      Você se equivocou, JB Costa

      JB Costa,

      Você está enganado. Joaquim de carvalho é repórter experiente. Nada há de opinativo na entrevista, que foi fielmente reproduzida no DCM e aqui no GGN. Nenhum dos que criticam Deltan Dallagnol o está acusando de ter cometido ilicitude. E nenhum dos que o criticam comungam do moralismo e proselitismo barato que caracterizam as acções desse procurador, um tolo, midiático e apátrida. É Dallagnol e seus colegas de Fraude a Jato os que pregam um falso moralismo e se valem de proselitismo religioso e político, para enganar os incautos.

      O fato de Dallagnol adquirir imóveis destinados a pessoas de baixa renda e com eles especular, para ganhar dinheiro, é ética e moralmente criticável, sim. Essa atitude de Dallagnol está em frontal oposição aos princípios cristãos que ele faz questão de pregar em igrejas. O mérito da entrevista é desmascarar Dallagnol e mostrar o hiopócrita que ele é. Não estaríamos criticando Dallagnol se ele não pregasse um moralismo e uma ética que não põe em prática.

    5. Marcos Carvalho

      29 de novembro de 2016 2:24 pm

      Dilema Ético.

      A principio achei que a matéria força a barra, pois não há nada errado na questão, porém…

      Por receberem acima do teto, os fura tetos devem ser duramente criticados, mas o programa MCMV não é o imóvel em si e sim o financiamento. 

      A construtora não utilizou dinheiro do PMCMV para construir o imóvel, portanto não há nada errado nisto.

      A contrutora tinha um imóvel para vender e ele tinha dinheiro (bastante por que ganha acima do teto que já é alto) para comprar, não tem nada a ver com o PMCMV.

      A questão ética Cristã em jogo e a seguinte:

      Será que podemos lucrar com empreendimentos destinados a pessoas de baixa renda?

      De acordo com as regras capitalistas não há nada errado nisto, porém a ética Cristã grita que NÃO PODEMOS!!! 

      Portanto, a questão ética não está na compra e sim na venda, pois a intenção é o lucro, e este será realizado em cima de pessoas de baixa renda, no momento em que alguém comprar para morar ou alugar.

      Isto cria um problema grande para ele, pois ficaremos de olho na venda, mas também cria um dilema para nós mesmo se resolvermos fiscalizar nossas próprias ações.

      Será que podemos lucrar com vendas de remédios?

      Será que podemos lucrar comprando um carro de quem está com a corda no pescoço?

      Será que podemos ser ricos?

      E por ai vai…

      Portanto o dilema ético é muito mais importante do que parece, e tem potencial de mudar as nossas vidas a partir do momento em que passamos a ser o próprio réu dos nossos julgamentos.

      Então meu veredicto é que o réu é inocente, porém se fosse eu o réu, meu veredicto seria culpado.

      Este é o grande problema dos Moralistas sem Moral, não serão outros seus juízes.

      1. rdmaestri

        29 de novembro de 2016 2:52 pm

        Marcos, como procurador utiliza em suas preleções …..

        Marcos, como procurador utiliza em suas preleções jurídicas-religiosas argumentos que trancendem a razões laicas e republicanas ele deve e meresse ser criticado dentro da mesma linha de seus argumentos, não fomos nós que escolhemos.

        Já fiz a analogia, Saladino quando foi defrontado aos cruzados católicos, não cruzou os braços e não reagiu, utilizou todas as armas, desde as religiosas até as espadas.

        1. Marcos Carvalho

          29 de novembro de 2016 3:04 pm

          10 medidas contra a corrupção.

          As 10 medidas contra a corrupção, mostra o quanto este tipo de gente gosta do Velho Testamento, então tome Novo Testamento neles!

          Como Jesus resumiu os 10 mandamentos em apenas 2  (Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo), resolvi resumir as dez medidas contra a corrupção em apenas duas também.

          10 medidas contra a corrupção.

          1-      Jamais aceitar dinheiro pago com recursos públicos acima do teto permitido.

          2-     Jamais lucrar com investimentos imobiliários destinados a pessoas de baixa renda.

    6. rdmaestri

      29 de novembro de 2016 2:47 pm

      Meu caro amigo, não tem nada de moralismo barato e de vendetta.

      Os seus argumentos que são irrefletidos e que não apanham o problema como um todo.

      Seria moralismo barato se por acaso o Promotor fosse alguém que baseasse tudo o que ele faz através de princípios republicanos e laicos, aí teríamos um moralismo barato. Entretanto este senhor está utilizando a fé e a religiosidade de determinados grupos como um mote em sua cruzada. Coloco a palavra cruzada exatamente para dar o sentido de uma ação temporal e violenta justificada por princípios religiosos.

      Perguntaria ao nobre comentarista, como Saladino deveria reagir aos cruzados católicos, cruzar os braços e dizer simplesmente, isto é uma mera ação religiosa a qual não devemos reagir pois seria um moralismo barato de nossa parte e uma verdadeira vindita política tola contra estes cruzados!

      Olha diria além da falta de reflexão clara nos seus comentários eles são verdadeiramente naïf, numa linha de irreflexão mais profunda sobre o que estamos passando.

      1. JB Costa

        29 de novembro de 2016 5:33 pm

        Primeiramente, obrigado pelo

        Primeiramente, obrigado pelo “Caro amigo” e pela gentileza da réplica. 

        Bem, apesar da razoabilidade das tuas colocações, permaneço com a mesma opinião de que a crítica ao Procurador emerge e se reveste mais pelo ânimo político que propriamente moral. Seria o caso de imaginar se esse viés continuaria se eventualmente o alegado deslize ético fosse de autoria de um agente público “do nosso lado”; não fosse tão singularizado em razão do seu ativismo judicial-político. 

        Minha percepção acerca desse fato e dos julgamentos críticos, a exemplo desse teu, podem até derivar de uma certa ingenuidade, mas decerto não são irrefletidos. Nesse sentido, apesar de respeitar as opiniões contrárias, não as tenho como melhores que as minhas. 

        O pleonasmo “moralismo barato” se justifica a meu ver porque traz para a dimensão da Moralidade um ato que fora de um contexto específico certamente passaria como neutro. Com mais clareza e reiterando o já exposto: foi, está sendo condenado pelo singularidade do agente. 

         

        1. rdmaestri

          30 de novembro de 2016 12:39 am

          A contraposição nestes termos não saiu do nada.

          Mais uma vez meu caro amigo, talvez tenha pensado que as considerações éticas-religiosas-políticas foram um ato impensado e mais uma “fast-track” que adotei para “ganhar” o mais rápido possível a discussão, pois engana-se em muito. Toda a minha linha de raciocínio está embasada em um texto que dia 29 às 1:53, ou seja, antes da postagem pelo GGN deste artigo, este texto poderás ler no meu Blog que coloco para sua facilidade o link aqui.Dallagnol ganha dinheiro revendendo apartamentos do Minha Casa Minha Vida.

          Como poderás ver, não se trata de um mero “moralismo barato”, trata-se de um produto da reflexão de princípios de ética e moral católica vis a vis da mesma protestante e da evolução desta última ao longo do último século.

          Leia antes que talvez entenda o porque de um pouco da minha irritação quando minha intervenção foi qualificada bem abaixo do nível que ao menos tentei (talvez sem sucesso) levar.

          Leia, primeiro e depois comente.

          1. JB Costa

            1 de dezembro de 2016 12:47 pm

            rdmaestri,
            Peço desculpas

            rdmaestri,

            Peço desculpas pelo tratamento simplista, e até mesmo grosseiro, a abordagem que deste ao tema em questão. A explicação, não a justificação, é que somente hoje é que fui perceber que já havia um post analisando o tema. Incidi no mesmo erro que sempre aponto nos outros: a pressa em dar opiniões sem a devida reflexão. Com o agravante do apelo aos juízos terminativos.

            Afirmo agora que li e gostei do teu artigo e, sem ousar receber qualquer condescendência da tua parte, realmente é(era, à época) merecedor de uma análise mais acurada. Decerto que não concordo  100%, mas também é raso que está bem embasado e merece uma reflexão. 

            Um abraço.

          2. rdmaestri

            1 de dezembro de 2016 1:13 pm

            Desculpas aceitas, e vamos tocar o barco a diante.

            Não estou pedindo aprovação do que escrevo, pois se quisesse isto não estaria escrevendo aqui.

            Só quero que leiam e entendam que não tirei do nada as minhas críticas, e digo mais, deu trabalho.

            Um abraço

          3. JB Costa

            1 de dezembro de 2016 4:03 pm

            Para concluir: exato.

            Para concluir: exato. Usualmente, também não comento tomando por referência subjetividades, máxime com apelo ao elogio fácil. Interessa-me, sobremaneiram, ideias. Eis porque encerrados essa fase das desculpas irei fazer algumas observações que acho pertinente relativas ao teu texto. 

    7. JB Costa

      29 de novembro de 2016 4:59 pm

      Retificação: APREENDO, em vez

      Retificação: APREENDO, em vez de APRENDO.

    8. Serjão

      29 de novembro de 2016 5:19 pm

      Moralismo barato

      É o meuzovo!

  13. Fábio de Oliveira Ribeiro

    29 de novembro de 2016 1:07 pm

    Não é ilegal ter lucro.

    Não é ilegal ter lucro. Verdade.

    Ilegal é Dellagnol usar um programa habitacional destinado a atender pessoas que tem renda 30 vezes menor que a dele.

    Pede para sair promotorzinho de merda.

    Vá para os EUA junto com o Sérigo Moro e não volte.

     

    1. rdmaestri

      29 de novembro de 2016 2:33 pm

      Fábio, ilegal não é, mas para quem tem como sua métrica….

      Fábio, ilegal não é, mas para quem tem como sua métrica parâmetros religiosos, abre a discussão para a moralidade sobre os mesmos parâmetros.

      Se fosse o Fábio que comprasse os imóveis não havaria no seu ato algum princípio de imoralidade, porém quem se veste de cruzado deve ser julgado como tal.

  14. CB

    29 de novembro de 2016 1:09 pm

    “O imporrtante é levarr

    “O imporrtante é levarr vantagem em tudo, cerrto?”

  15. André STK

    29 de novembro de 2016 1:12 pm

    Dallagnol,o moralista sem moral.

    Não sei como essa barcaça chamada Brazil ainda não afundou?

    Não afundou,mas uma hora explode.

  16. Veri

    29 de novembro de 2016 1:13 pm

    Porque o estrangeirismo na camisa do Dallagnol?

    Filho da Pátria Iludido

    (Gabriel Pensador)

    Aí! Ô, ô, ô! (Eu?)

    Tu é brasileiro cumpade?

    (Sou)

    Tem certeza?

    (É, of course!)

    Então porque que tá com essa camisa aí?

    (É porque eu gosto, eu gosto muito dos Estados Unidos! Eu adoro hotdog, rock’n roll, rap…)

    Ahhh… Tu gosta de rap?

    (Rap? Oh yeah, yeah!)

    Que bom! Então escuta esse negócio aqui! Presta atenção!

    Quando eu vejo um filho da pátria com a camisa dos Estados Unidos

    Eu fico puto, eu fico louco, eu fico logo mordido

    Porque se fosse um americano eu já não ia gostar

    Mas o pior é brasileiro quando cisma de usar uma jaqueta ou uma camiseta com aquela estampa

    Daquela porra de bandeira azul vermelha e branca!

    Eu não suporto ver aquilo no peito de um brasileiro

    Me dá vontade de manchar tudo de vermelho

    Vermelho sangue

    Do sangue do otário

    Que não soube escolher a roupinha certa no armário

    E saiu de casa crente que tava abafando

    Eu vô tentar me segurar mas eu num tô mais agüentando!

    Quando eu vejo um filho da pátria com a camisa dos Estados Unidos (Cores dos States com as estrelas e as listras)

    Quando eu vejo um filho da pátria com a camisa dos Estados Unidos

    (Não somos patriotas nem nacionalistas)

    Quando eu vejo um filho da pátria com a camisa dos Estados Unidos (Como o Tio Sam sempre quis)

    Quando eu vejo um filho da pátria com a camisa dos Estados Unidos (Amigo, vai nessa que tu tá é fudido)

    (Ué? Mas você não gosta de americano, não, Cara?)

    Não é isso. Por mim não devia nem existir fronteira

    Mas já que existe… Então vamos usar a nossa bandeira!

    E ele saiu de casa crente que tava abafando

    E eu fico puto, eu fico triste, eu fico quase chorando

    De pena, de raiva, de tristeza, de vergonha

    Quando eu vejo esses babacas, esses panacas, esses pamonhas

    Que têm coragem de ir pra rua com um boné ou camiseta

    Com as cores da bandeira mais nojenta do planeta!

    Tem azul com estrelinha, tem branquinho e tem vermelho

    O filho da pátria é burro, cego ou a casa dele não tem espelho?

    Eu acho que é burro mesmo, coitado!

    Sem rumo, sem governo totalmente alienado

    Bitolado, do tipo que acredita no enlatado

    Que passou no Supercine desse sábado passado

    Eu tento me controlar, conto até dez respiro fundo

    Ô filho da pátria, é assim que você pensa que vai chegar no mundo?

    Vestindo essa bandeira de outro povo

    Vestindo essa roupa escrota de submisso baba-ovo!

    Que vergonha, que vexame, que tragédia que fiasco:

    O enforcado desfilando com a bandeira do carrasco!

    Condenado, parece que merece a morte

    Me enraivece um colonizado usar a bandeira da metrópole!

    E não espere eles invadirem a Amazônia

    Pra saber que não passamos de uma mísera colônia

    Em pleno século vinte e um, beirando o ano dois mil

    Por essas e outras devemos usar a bandeira do Brasil!

    E lutar por um país fudido no quadro internacional

    Tira a camisa dos Estados Unidos, seu débil mental!…

     

    1. Jaide

      29 de novembro de 2016 2:22 pm

      Nem tinha percebido o United

      Nem tinha percebido o United  na camiseta do procurador (também fura-teto?).

      Até numa vestimenta casual acabam revelando os seus mentores, a quem estão united.

      Ou “vestindo roupa escrota de submisso baba-ovo”

  17. alfredo sternheim

    29 de novembro de 2016 1:19 pm

    Legal e imoral

    No Brasil, há muita coisa  que tem base legal. Como vencimentos e super salários superiores aos do presidente da república, subsídios sociais ou empréstimos que facilitam a especulação imobiliária. Caso dos imoveis que o procurador comprou. Ganhando um super salário e com beneses extras em um ou outro mês, mais boa ajuda de custo, o jovem procurador que prega a luta contra a corrupção (até em horário de expediente ,estava em Brasilia há dias, em dias ujteis) levou vantagem, usou os seus fartos ganhos com um empreendimento a priori voltado para as pessoas com baixa renda. Nada ilegal. Mas é imoral que esse e outros empreendimentos similares não tenham barreiras para especuladores.  É um tapa na cara de quem ficou sem oportunidade de adquirir imovel para seu uso próprio com as vantagens sociais do Minha Casa minha Vida. Algo a se pensar.

    ,

  18. Renato Lazzari

    29 de novembro de 2016 1:30 pm

    Imoral é o governo do PT

    Imoral é o governo do PT financiar a construção de imóveis de mercado a taxas abaixo do mercado. Quem quiser construir para o mercado, e não para programa social, que vá buscar financiamento no mercado, oras.

    Depois ainda reclama que toma golpe… alimenta cão que morde o dono.

    Agora, independente da espetacularização que o DCM faz desse caso, Dallagnol não tem envergadura para ocupar o cargo que ocupa. Pode ter decorado o Código Penal de ponta-a-ponta, pode saber todoas as regras do idioma pátrio, não faz diferença: o fato é que tanto pelo PowerPoint quanto por todas as outras coisas que a gente fica sabendo que esse cara é e faz, nada indica que ele tenha a menor noção do que está fazendo, faz por crença e convicção, não por republicanismo e menos ainda como produto de reflexão minimamente aprofundada sobre a sociedade em que vive. Faltou às aulas em que o professor explica que Direito não é uma área desvinculada da política e da cultura do lugar onde se aplica.

    1. Neotupi

      29 de novembro de 2016 3:24 pm

      A CEF ganha spread sobre a poupança.

      Financiamento habitacional só tinha subsídio com recursos do tesouro para a baixa renda (o Temer diminuiu e racionou estes recursos). O resto são aplicações na poupança emprestados ao comprador do imóvel com juros maiores do que o pago ao poupador, porém ainda assim com spread muito abaixo de outras linhas de crédito. Estes financiamentos são saudáveis porque também são importantes para gerar empregos e suprir a oferta de imóveis, evitando a inflação excessiva de aluguéis e do m2.

      O problema do procurador em questão é que ele não se dá conta do desvio de finalidade. Se exercesse a vocação para a rés pública que um procurador deveria ter, se recusaria a comprar imóveis com fins de atender quem não tem a casa pŕopria em vez de agir como mero investidor. Deveria, ao tomar conhecimento, chamar a construtora que ofereceu o imóvel para propor um TAC (Termo de ajustamento de conduta) para cumprir a finalidade do Minha Casa, Minha Vida.

  19. Gilson AS

    29 de novembro de 2016 1:35 pm

    Desconfie sempre de quem

    Desconfie sempre de quem prega muita honestidade, moralidade e combate ferrenha à corrupção.

    Esse procurador com um salario de 35 mil reais, tirou a vez e a oportunidade de duas pessoas mais humildes adquirirem o seu imóvel. Comprou os dois na planta por 55/65mil, hoje valem 130 mil.

    O que o procurador vez, é legal, porém, profundamente imoral para quem prega tanto á legalidade e á moralidade no país.

    1. Gilson AS

      29 de novembro de 2016 2:05 pm

      Agora uma coisa que não

      Agora uma coisa que não conseguir entender.

      Não tem que comprovar renda para adquirir esse imóveis pupulares

      Não tem uma renda máxima para se enquadrar dentro desse financiamentos populares ?

      Como esse cidadão com um salário de 35 mil, pode comprar dois imóveis, mesmo pagando à vista, destinado às pessoas de baixa renda.

      Porque, se esses imovéis forem destinados a todos com grana, as camadas populares para quem é destinados esses imóveis não teriam vez

      Si não ! Acho que se futucar isso aí sai mais coisas além de convicção

       

      1. Tina

        29 de novembro de 2016 7:02 pm

        Gato na tuba

        Gilson, também acho esquisito.

        A faixa 3 do financiamento é destinada a pessoas com renda familiar mensal de até 6.500, 00.

        Como foi que esse senhor se enquadrou e comprou o ap pelo valor subsidiado?

        A ver. 

  20. Orlando Soares Varêda

    29 de novembro de 2016 1:41 pm

     
    NÃO DEMORA, PARA ESSE

     

    NÃO DEMORA, PARA ESSE HIPÓCRITA IR ÀS COMPRAS, ADQUIRINDO O APARTAMENTO ILEGAL DO GEDDEL

    Não entro na pendenga no intúito de exercitar  moralismo barato. Esta, é uma expertise de uso preferencial das excrescências de marajás do funcionalismo público. Em especial, da facção liderada pelo pastor Pato Branco Dallagnol, e, pelo comparsa, o juizeco da área rural do Sul do Brasil. Trato, do premiado juizeco da Globo, um tal de Moro, parceiro do pg-especulador imobiliário Dallagnol, ambos, empenhados na nefasta empreitada cívico-moralista batizada pelos intelectuais da PF como Operação Lava-Bunda, ou algo que o valha. Mas, o que de fato importa no meu entender, é quê: os brasileiros pagam furtunas a esses inúteis marajás, para ao cabo, os FdP armarem com estrangeiros patranha destinada a foder com o País e com os brasileiros.

    Portanto, não apenas podemos, como devemos esculhambar o comportamento desses canalhas hipócritas. E, denunciar seu cinismo, expondo-os ao escárnio público.

    Orlando

  21. Eduardo.

    29 de novembro de 2016 1:41 pm

    Minha Vaca Minha Vida

    Atribui-se a Fernando Beira Mar, no momento da prisão, a frase de que ele era pecuarista. 

    Cave-se e talvez se ache outros juizes e similars no Minha Casa Minha Vida….

  22. Junior Sertanejo

    29 de novembro de 2016 1:54 pm

    Esse sujeito pertence a

    Esse sujeito pertence a dinastia do “DES”.Descarado,despudorado e desavergonhado.Li em algum lugar sobre as perguntas que Eduardo Cunha fez a Michael Pai,e Moro tesourou 21,que,mesmo assim Cunha começa mostrar suas cartas.Quero apenas lembrar que o ás de ouro já pertence ao acima assinado.

    1. Junior Sertanejo

      29 de novembro de 2016 5:04 pm

      Quem trouxe a informação foi

      Quem trouxe a informação foi Fernando Brito.Sabe e como das coisas.

  23. GalileoGalilei

    29 de novembro de 2016 2:07 pm

    Grande Laerte!

  24. João de Paiva

    29 de novembro de 2016 2:09 pm

    Jornalismo puro não opina, mas sugere e esclarece o leitor

    Prezados,

    Ontem à noite eu li a entrevista de Deltan Dallagnol ao competentíssimo repórter Joaquim de Carvalho, no DCM.

    Como se trata de uma entrevista feita por um experiente jornalista profissional com um procurador do MPF, não há emissão de opinião, crítica ou juízo de valor sobre os atos de Deltan Dallagnol. Pela conduta irrepreensível do repórter, ele se resguarda de qualquer ameaça legal que o procurador queira lhe fazer.

    O que fica claro a partir da entrevista é que, se do ponto de vista legal nada há nada de inadequado nas ações de Dallagnol, o oposto pode e deve ser dito do ponto de vista ético e moral. A conduta de Dallagnol ao adquirir imóveis destinados à habitação popular, para com eles especular e ganhar dinheiro, mesmo sendo atitudes legais, são ética e moralmente questionáveis e criticáveis. Mais pertinetes ainda se tornam esses questionamentos e críticas pelo fato de Deltan Dallagnol fazer uso freqüente de um proselitismo religioso, que agora se mostra mais do que cínico e hipócrita.

    Sabendo dos riscos e do terreno perigoso em que se embrenhou, Joaquim de carvalho consegui, com essa entrevista feita com Deltan Dallagnol, desmascarar mais um dos hipócritas que integram a Fraude a Jato. Que o trabalho de Joaquim de Carvalho sirva de inspiração e estímulo para outros repórteres, de modo a desconstruir os falsos heróis da república curitibana.

  25. jcordeiro

    29 de novembro de 2016 2:17 pm

    Pela Pátria, Por Deus, Pela Família.

    Nassif: estão sendo muito rigorosos com esse menino da Farsa Tarefa. Ele só quer e se dar bem, ser feliz. É continuador da Lei de Gerson, lembra?

    Não há crime num respeitável funcionário público federal, procurador da República, adquirir imóveis feitos para populares de baixa renda e depois revendê-los pelo dobro do preço. Lances do mercado. 

    Bobo são os do Povão, que embarcaram nessa de moralidade. Ele é apenas mais um “avivado”, como Cunha, por exemplo.

    Pintando grana, que se dane a origem. Isto só vale para o pessoal da atual oposição política. Do mais, dá o dízimo e tá limpíssimo no Céu e na Terra.

    Aliás, nessa linha espiritual-moral-comercial, temos que avisar ao grupo que prostituição é só imoral, sem nadica de ilegal. Livre de IR, o mercado tá bombando. Tem gente faturando aos tubos. Bem vindo aos novos investidores…

     

  26. Dilma Coelho

    29 de novembro de 2016 2:23 pm

    Um tempo para o lixo desse

    Um tempo para o lixo desse moro e sua quadrilha…

    GRANDE CARAVANA ATÉ BRASÍLIA NO DIA 29 DE NOVEMBRO.
    A intenção é pressionar os senadores a não aprovar a PEC 55, repudiar a Reforma do Ensino Médio e o projeto “Escola Sem Partido”. Os interessados em participar do movimento podem fazer a inscrição pela internet.
    Para apoiar o movimento e permitir que a caravana chegue à Brasília, os estudantes estão fazendo uma campanha de financiamento pedindo colaborações, que deverão ser feitas diretamente na conta da UNE.

    BANCO do BRASIL
    AG. 7067-X
    CONTA C.: 6635-4
    União Nacional dos Estudantes
    CNPJ: 29.258.597/0001-50
    http://www.pt.org.br/estudantes-fazem-campanha-para-financiar-caravana-contra-pec-55/
    FORA TEMER!!! DIRETAS JÁ!!!

  27. rdmaestri

    29 de novembro de 2016 2:28 pm

    A reportagem como a maioria dos comentaristas fogem do…

    A reportagem como a maioria dos comentaristas fogem do básico, a ética de quem quer fazer pregações morais e éticas.

    O mais importante de tudo não é a compra de um imóvel que foi subsidiado pelo governo para um programa social para uma pessoa qualquer. Se fosse um empresário, uma pessoa física anônima ou qualquer outro agente que tenha comprado uma unidade de um programa social que por uma liberalidade do Estado permitiu que as pessoas lucrassem nas costas de financiamentos a Minha Casa Minha Vida, a discussão não deveria se fulanizar, poderia ficar restrita a responsabilidade do agente público que deixou a chance de ser realizada este tipo de transação.

    Porém o problema é bem mais sério do que isto, o problema por mais que as pessoas com espírito laico achem que o Estado deve ser separado da Religião, quem por vontade própria se mete em cruzadas pessoais de combate a “corrupção” por aspectos éticos-religiosos deve ser julgada pelas suas próprias idiossincrasias.

    O procurador Deltan Dallagnol escolheu a sua própria métrica, ou seja, ele não foi carregado pela sociedade civil para dentro de um templo religioso no meio de preces e cânticos fazer preleções da necessidade de renascimentos éticos regados pela religião sobrepor ao simples republicanismo que as pessoas utilizam para suas propostas política-jurídicas.

    Deltan Dallagnol é como um cruzado, ele se vestiu de símbolos religiosos e a partir dele avança contra os ímpios, quando alguém faz isto os mesmos ímpios ganham o direito de lutar com outros princípios religiosos e éticos contra o cruzado.

    A luta religiosa é isto, ela utiliza a certeza e o absoluto que a fé lhe confere para atingir os outros, e este atingir transcende na maior parte das vezes a meras punições morais.

    Deltan Dallagnol deve ser combatido com o moralismo sim, pois ele trouxe a discussão de aspectos laicos e republicanos para uma seara perigosa e movediça da religião e fé. Neste momento aspectos que outros podem achar verdadeiramente indecentes que são aparentes nas outras religiões, como por exemplo a teologia da prosperidade, devem ser levantados, e se a convicção de outros for frontalmente contra estes aspectos a mesma intolerância que aplicam seus fieis contra os outros devem retornar contra eles.

    Esta é a estúpida, criminosa mas real luta religiosa, e é esta que o Pastor Dallagnol está propondo.

    1. ernesto lemos

      29 de novembro de 2016 2:57 pm

      é isso aí

      Basta ter convicção e em nome da isonomia de armas fazer valer a mesma lógica estúpida. No popular: contra esses tipos vale tudo, inclusive desmoralização por motivos nem tão torpes ou até mesmo ridículos  do tipo pedalinho, cozinha planejada e demais absurdos. Não vai faltar platéia imbecilizada pra deglutir e começar a desconfiar  dos seus heróis anti-corrupção. 

      1. rdmaestri

        29 de novembro de 2016 5:11 pm

        Bem disse, contra lógicas estúpidas, lógicas idiotas.

        Ele apela para tudo, até para religião, logo contra ele as “armas” devem ser as mesmas.

    2. André STK

      29 de novembro de 2016 3:23 pm

      Esse é o ponto seu

      Esse é o ponto seu Maestri.

      Pode-se perdoar o pecado do pecador.Mas não se perdoa o pecado do pregador.

      Ou…

      A língua é o chicote da bunda.

      1. rdmaestri

        29 de novembro de 2016 4:45 pm

        André, só para reforçar o argumento coloco o que está no JB.

        ““Dallagnol, na sua campanha em favor do projeto das dez medidas contra a corrupção – propostas idealizadas por ele e outros procuradores da Lava-Jato — já esteve em grandes jornais e igrejas. Em fevereiro deste ano, em entrevista ao canal do YouTubeda Igreja Batista Atitude Central da Barra, do Rio de Janeiro, foi questionado. Os fiéis queriam detalhes sobre a razão de “trazer” o tema para debate dentro da igreja. Dallagnol respondeu:

        — Esse processo de transformação envolve todos os atores da sociedade, e a Igreja, em especial, tem um papel muito particular nisso. Porque a Igreja é uma instituição ou um grupo de pessoas que amam a Deus, mas que tem um mote central de amor ao próximo, de amor à sociedade.”

        Diria mais, se fosse uma sociedade teocrática não seria somente a língua o chicote da bunda, seria a corda é o colar do enforcado. Afinal quem quer isto não somos nós é ele.

    3. Schell

      29 de novembro de 2016 4:51 pm

      Parabéns pelo comentário.

      Parabéns pelo comentário. Vê-se, pois, que está (estava) tudo errado no referido programa; mais ainda, na questão ética-legal, pois, o dito procurador (expertíssimo, não?) resolveu lucrar com as “brechas legais”: comprou legalmente apartamentos financiados com subsídio financeiro, já que estava destinado a pessoas de baixa renda. Como procurador da re(s)pública, teria de denunciar o “buraco” e não se apropriar da “vantagem”. São cretinos por formação.

  28. Marcos Carvalho

    29 de novembro de 2016 2:54 pm

    10 medidas contra a corrupção.

    Como Jesus resumiu os 10 mandamentos em apenas 2  (Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo), resolvi resumir as dez medidas contra a corrupção em apenas duas também.

    10 medidas contra a corrupção.

    1-      Jamais aceitar dinheiro pago com recursos públicos acima do teto permitido.

    2-     Jamais lucrar com investimentos imobiliários destinados a pessoas de baixa renda.

  29. Veri

    29 de novembro de 2016 3:13 pm

    O Dallagnol estacionaria seu carro numa vaga para deficientes

    Comprar imóveis destinados a pessoas de baixa renda é comparável a um motorista não deficiente estacionar seu veículo numa vaga para deficientes físicos. Fazer isso não é crime.

    Na Rússia, a maioridade começa aos 14 anos de idade. Afirma-se que essa maioridade precoce é um dos grandes obstáculos na luta contra a pedofilia. Se o Dallagnol fosse à Rússia, ele transaria com uma menina de 14 anos, apenas porque isso não é crime na Rússia?

  30. Fernando Antonio Moreira Marques

    29 de novembro de 2016 3:19 pm

    Virtuoso e Impoluto

    O porco imundo querendo descobrir desvios de quem ele quer incriminar a priori.

    Desça do pedestal e volte para o chiqueiro de onde não devias ter saído.

     

    Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás ver com clareza para tirar o cisco do olho de teu irmão.

  31. Alexandre Tambelli

    29 de novembro de 2016 3:55 pm

    Ética, moralidade e solidariedade.

    Minha opinião.

    A questão da compra de dois imóveis destinados a atender um público de poder aquisitivo de até 6.500 reais pelo Procurador não ser ilegal não retira a questão, que penso central, Dallagnol, numa sociedade com um senso de Ética apurado não faria estas transações, olharia antes qual empreendimento é e a quem se destina, descartando de imediato a possibilidade do investimento.

    Acima da visão economicista do lucro possível estaria o cuidado em deixar que os imóveis pudessem atingir de imediato, na sua primeira compra, o público alvo da construção.

    Não importa que seja normal essa postura, que muitos possam praticá-la.

    Nós precisamos ter um senso de Justiça e de moralidade. E de solidariedade coletiva.

    Não cabe a nós, dizer: se os outros fazem, porque se indignar com o Dallagnol?

    Cabe a nós dizer que há uma incorreção na conduta do Procurador, ainda mais em sendo uma pessoa formada na área Jurídica, e que, certamente, teve em ao menos um semestre na sua Faculdade de Direito aula de Ética.

    É educacional o problema, se construa uma nova Educação, um novo comportamento social.

    Eu considero estas duas compras uma das muitas formas cotidianas de corrupção, e que muitas das vezes, não é recriminada nem enxergada é dentro do senso comum e do corriqueiro ato.

    Se está destinada a favorecer um público com renda X como uma pessoa com renda 5X – 10X compra um imóvel no local, no caso dois, e não é sequer para morar lá?

    A oportunidade de alguém que necessite do apartamento de compra-lo é deixada de lado, porque quem já tem o dinheiro vivo comprou antes e vai revendê-lo por um preço maior. 

    Você, além de lucrar gera a situação de quem adquirir o imóvel do Dallagnol tenha que fazer a compra com menos condições de manter um recurso financeiro no bolso para as coisas cotidianas de uma família e, retira outro grupo de pessoas da compra, porque o preço não cabe no seu orçamento, poderia caber e ter o imóvel para comprar com as condições de pagamento do MCMV para aquele imóvel e não as condições do Mercado Imobiliário.

    Eu no meu senso de Justiça, dentro da minha Educação e Ética não faria estas aquisições. Têm prédios em construção Brasil afora para se obter lucro na compra e venda e que não pertencem a um programa de moradia Governamental destinado para um público de menor poder aquisitivo que o Dallagnol.

    E com taxas menores, o MCMV visa proporcionar o sonho da casa própria para milhões de brasileiros e não o lucro dos especuladores.

    Lucre com um apartamento outro, não do MCMV.

  32. Luiza1

    29 de novembro de 2016 4:11 pm

    Um genuino cidadão da “república de curitiba”

    Nenhuma novidade..Os filhos da tal “república de curitiba” só enganam os trouxas que insisistem em ser medíocres e pobres de espírito. . Se os brasileiros acordassem da ignorância, esse cidadão e os seus parceiros da tal “república” teriam muito mais a explicar. O BR nas mãos de gente colonizada dá nisso e o pior ainda está por vir, aguardem. Vão transformar o país numa colonia de escravos brancos sem direitos nem dignidade. Negligenciam que o pior inimigo é exatamente este que estão criando: aquele que tendo perdido tudo só restará a luta para morrer com, pelo menos, dignidade.

  33. Marcos Carvalho

    29 de novembro de 2016 4:12 pm

    Por que o Dallagnol comprou um AP do PMCMV?

  34. Manu Guitars

    29 de novembro de 2016 4:15 pm

    Ilegal,imoral e engorda

    Na verdade esta tudo errado………………Mais um mysterium brasiliensis.

    1-mas não pudemos impedir que quem tem dinheiro compre sem financiamento e ganhe com a especulação imobiliária”, disse Inês Magalhães.Pelo jeito todas as forcas da natureza e todos os deuses do universo, fizeram um pacto cosmico para impedir……Bom, conheço este tipo de programa de auxilio de compra de moradia em varios cantos do mundo, na verdade é muito simples, se é um programa para pessoas de baixa renda, voce vende para pessoas(rufar de tambores) de baixa renda…Se as pessoas em questão tem alta renda e estão fora do “teto”, não podem ter acesso ao programa…simples…voce checa a renda familiar e estamos conversados…se não vira programa de subsidio a especulação imobiliária…

    2-Quer dizer que a construtora, que beneficiou de emprestimo subsidiado pela caixa, “prefere vender a vista ou em poucas parcelas”…………assim eu tambem quero, e na bunnada, não vai dinha?Volto ao mesmo ponto(conheço este tipo de programa de auxilio de compra de moradia em varios cantos do mundo), em outras paragens, este tipo de emprestimo,contrução e venda, tem regras claras….A construtora vende so com financiamento, avalisado pelo banco e pelo estado(emprestimo de no minimo 15-20 anos..),se quitar antes tem multa(paga os juros que o estado e banco “deixaram” de ganhar), e tem que ser para a familia em questão morar……se for pego alugando, pode ser multado ou expulso do programa….E empresario Brasileiro se queixa.(tenho certeza que os tais da FMM, sairam pra bater panela e gritar fora Dilma)

    3-Claro que é completamente legal,sim, sem problemas,mas em termos morais ou eticos e um pouco mais complicado…digamos que se eu enquanto cidadão normal/banal, entrar nessa estoria, so tenho que responder a minha  propria conscienca, mas uma otoridade como Dallagnol, sinto muito, mas ele tem um dever de exemplaridade(em teoria….)e uma exposição social/midiatica que nos,cidadãos comuns, não temos.Promotores, juizes e politicos,são funcionarios/representantes do estado e do povo,tem um poder que nos não temos, mas este poder implica em responsabilidade redobrada(em teoria) e prestação de contas a sociedade(em teoria).Se estivessemos em um pais serio e democratico, com uma midia plural e isenta, Dallagnol a essa alturas estaria apanhando “que nem cachorro ladrão” e provavelmente seria afastado…..mas no pais do Barbosa ap/Miami/offshore-Barroso/Mulher/casa/Miami/offshore-Fux/filha-Gilmar/nem se fala……..é um escandalozinho…

  35. Neotupi

    29 de novembro de 2016 4:18 pm

    Equivale a jovem furar fila de idoso, simbolicamente.

    Na minha modesta convicção, comprar imóvel destinado para famílias com renda máxima de R$ 6500,00 ganhando muito mais do que isso, equivale a jovem furar fila de idoso. Não é nada ético, independentemente da legalidade.

    Se o imóvel estivesse encalhado, sobrando e ninguém quisesse comprar na faixa de renda a que foi destinado, estaria certo, mas não é o caso. Em data próxima da compra, jornais de Ponta Grossa registravam fila de 15000 pessoas inscritas no Minha Casa, Minha Vida e dizia haver mais alguns milhares querendo entrar na fila. Certamente parte delas na faixa de renda deste imóvel, pessoas que pagam aluguel ou moram com parentes e queriam ter sua casa pŕopria. O procurador, na prática, entrou na fila errada, que não era a dele, para ganhar dinheiro retirando oportunidade de outras pessoas muito mais necessitadas do que ele. É uma atitude reprovável até pela moral cristã. A lógica de comparar empreendimento social com o rendimento da Selic só agrava o pecado da avareza.

    Espero que a prefeitura não tenha subsidiado o terreno, IPTU e benfeitorias, porque aí o quadro fica pior, com a apropriação da coisa pública pelos mais ricos em detrimento dos menos afortunados. O velho patrimonialismo, coisa que o MPF deveria combater em vez de usufruir.

  36. rdmaestri

    29 de novembro de 2016 4:22 pm

    Só para acabar com os argumentos daqueles que acham que o ….

    Só para acabar com os argumentos daqueles que acham que o ético e moral não faz sentido, vou colocar uma pequena passagem da reportagem do Jornal do Brasil, que mata tudo.

    ““Dallagnol, na sua campanha em favor do projeto das dez medidas contra a corrupção – propostas idealizadas por ele e outros procuradores da Lava-Jato — já esteve em grandes jornais e igrejas. Em fevereiro deste ano, em entrevista ao canal do YouTubeda Igreja Batista Atitude Central da Barra, do Rio de Janeiro, foi questionado. Os fiéis queriam detalhes sobre a razão de “trazer” o tema para debate dentro da igreja. Dallagnol respondeu:

    — Esse processo de transformação envolve todos os atores da sociedade, e a Igreja, em especial, tem um papel muito particular nisso. Porque a Igreja é uma instituição ou um grupo de pessoas que amam a Deus, mas que tem um mote central de amor ao próximo, de amor à sociedade.”

    Amor ao próximo e a sociedade é razão política? Então pau nele!

  37. mcn

    29 de novembro de 2016 4:53 pm

    Moralista sem moral

    Moralista sem moral (ROUSSEFF, D.)

  38. rdmaestri

    29 de novembro de 2016 4:56 pm

    Tem mais um ponto ético que tem que ser discutido.

    Este senhor ganha um AUXILIO MORADIA, como diz o nome, e ele não é idiota ao ponto de perceber, auxílio moradia é para quem não tem moradia e recebe um auxílio para morar.

    Básico, né, qualquer brasileiro com QI acima de qualquer coisa entende.

    Logo se ele recebe um AUXÍLIO MORADIA e desvia o auxilio PARA A MORADIA para um fim de AUXÍLIO ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA, ele está contrartiando CLARAMENTE O ESPÍRITO DA LEI.

    Ou seja, se verificarmos que este senhor sabe o que é o que se chama o ESPÍRITO DA LEI (vide https://pt.wikipedia.org/wiki/Hermen%C3%AAutica_jur%C3%ADdica) , ele está burlando da forma mais indecente possível.

  39. Serjão

    29 de novembro de 2016 5:25 pm

    Não acredito, é uma obra de ficção

    Não sei o que me maltrata mais a alma e o estômago, se a notícia ou os comentários.

    Não responderia por mim se encontrasse pelas ruas um moleque desses.

    Ninguém mais tem sangue neste País. Um País de covardes!

    …Os vencimentos líquidos do procurador foram de R$ 22.657,61, mas neste ano houve um mês – abril –,  em que ele recebeu líquidos R$ 67.024,07, com “indenização” e “outras remunerações retroativas/temporárias”, acima do teto constitucional…

  40. Serjão

    29 de novembro de 2016 5:42 pm

    Minha Casa, Minha Vida, não é para especulação

    O socialismo ao avesso. O suor e a miséria do pobre transubstanciada em capital, em grana, em luxo. 

    Se muitos ainda não sabem, o programa é para isso:

    https://www.youtube.com/watch?v=BY250P4BuNE

  41. Rui Ribeiro

    29 de novembro de 2016 5:47 pm

    Dallagnol e sua ética mínima

    De acordo com o jusfilósofo Georg Jellinek, o direito é o mínimo ético para a sobrevivência da sociedade. O que o Dallagnol fez não foi ilegal, foi apenas minimamemente ético.

    Como diria São Paulo, em Carta aos Corinthianos, tudo me é permitido mas nem tudo me convém, já que sou pregador, e não pecador.

  42. Serjão

    29 de novembro de 2016 6:09 pm

    A Mansão da mulher do Minha casa, minha vida

    Como vive a mulher golpeada pelas costa por todos os moralistas:

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/11/1828285-apos-impeachment-dilma-leva-vida-reservada-no-rs-veja-entrevista.shtml

  43. Serjão

    29 de novembro de 2016 7:32 pm

    Dignidade

    Seu nome é Dilma e é Lula!

  44. Visitante - Humberto Nickname

    29 de novembro de 2016 11:07 pm

    Vou no popular: paredón seria o mínimo

    nojento, nojento.

    Até custa crer que proceda tamanha é a hipocrisia e o descaramento.

  45. Rui Ribeiro

    30 de novembro de 2016 12:10 pm

    Se o Dallagnol tem casa própria, pq recebe o auxílio moradia?

    Se o Dallagnol tem vários imóveis, não deveria receber o auxílio moradia, a qual é verba indenizatória. Indenizar significa reparar o dano. Qual o dano sofrido pelo Dallagnol?

    É indevido o pagamento de auxílio moradia para quem tem casa própria na cidade onde trabalha. Se o pagamento é indevido, o recebimento também é indevido.

    Faça o que eu digo, não o que eu faço.

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