
Do blog de Marcelo Auler
por Arnaldo César (*)
Michel Temer, Rodrigo Maia e Renan Calheiros decidiram montar uma pantomima, neste último domingo (dia 27), no Palácio do Planalto. Convocaram a imprensa para anunciar o que chamaram de “ajustamento institucional” entre os poderes Executivo e Legislativo contra um movimento que tomou conta da Câmara Federal para a aprovação de um projeto de anistia do Caixa 2 e toda a sorte de maracutaias praticadas por políticos e governantes.
O embuste dominical foi montado com o intuito de esvaziar uma entrevista do ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, exibida à noite no “Fantástico” da Rede Globo de Televisão.
Temer e seus acólitos imaginavam que Calero iria expor à Nação o conteúdo de conversas que teria gravado com o presidente da República e o ministro chefe do Gabinete Civil, Eliseu Padilha.
Nenhuma fita foi divulgada. Espertamente, o auxiliar demitido apenas despejou mais dúvidas no ar. Confirmou que fez algumas interceptações telefônicas. Mas, para não atrapalhar as investigações conduzidas pela Polícia Federal foi aconselhado por amigos a não dar publicidade aos diálogos com Temer e Padilha. Ou seja, jogou mais lenha nessa escaldante fornalha.
Um braseiro que promete derreter os termômetros nos próximos dias. A malfadada entrevista foi articulada para dar fim à crise gerada pela briga de Calero com o seu colega Geddel Vieira Lima, na semana passada. O ministro da Secretaria de Governo pressionou o titular da Cultura para resolver junto ao IPHAN, um “probleminha” particular dele com as obras de um espigão de luxo que seria construído em área de preservação histórica em Salvador.
O núcleo duro do poder, portanto, desde quarta-feira passada (dia 23), não faz outra coisa na vida: cuidar da crise político institucional que eclodiu em razão dos interesses imobiliários de Geddel na capital baiana.
Ocorre que na noite de sexta-feira (dia 25) o tempo fechou no Palácio do Planalto. Amuado, Temer foi para sua casa em São Paulo “recuperar as energias”. Só regressaria a Brasília, na segunda-feira (dia 28).
A raposa com corpo de gato angorá, o ex-governador do Rio Moreira Franco foi um dos primeiro a sentir o cheiro de pólvora no ar. Logo no sábado de manhã, pegou um avião da FAB e se mandou para São Paulo. Antes do almoço, bateu na porta da casa do chefe com notícias inquietadoras. Levou a informação de que Calero havia decidido chutar o pau da barraca e iria tacar fogo na República com as tais gravações de suas conversas palacianas. Precisavam, por tanto, agir com rapidez para atenuar o impacto das fitas, caso viessem a ser divulgadas.
Ao que tudo indica a jogadinha do “ajustamento institucional” não colou. Mesmo porque, Temer, Maia e Calheiros, ao longo da semana, nada fizeram de concreto para impedir que o monstrengo da Anistia ao Caixa 2 tomasse o corpo que tomou no plenário da Câmara Federal. Fizeram-se de sonsos.
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Cláudio Montezuma
28 de novembro de 2016 11:42 amQue pau bonito, majestade!
DUVIVIER IRONIZA RODA VIVA: QUE PAU BONITO, MAJESTADE!
“Se tem uma coisa que aprendi a venerar é o jornalismo investigativo, aquele que diz que o rei está nu e ainda denuncia: tem pau pequeno. O pessoal do ‘Roda Viva’, ao ver o rei nu, elogia: ‘Que pau bonito, hein, majestade! Fale mais sobre como é que o senhor faz pra manter um pau bonito como esse. Posso dar uma brincada?'”, diz Gregório Duvivier, ao comentar o Roda Viva chapa-branca com Michel Temer
28 DE NOVEMBRO DE 2016 ÀS 07:15 // RECEBA O 247 NO TELEGRAM
247 – Em artigo publicado nesta segunda-feira, o ator e humorista Gregório Duvivier ironiza o Roda Viva chapa-branca com Michel Temer. Confira, abaixo, um trecho:
Ninguém fala do Porto de Santos, no Ministério sem negros ou mulheres, ninguém sequer pronuncia a palavra “crise”. Perguntam se Temer vai ser candidato em 2018 –como se ele pudesse. Temer está inelegível pelo TSE. Mas deixa quieto. Não se fala de corda em casa de enforcado.
A pergunta final já virou meme: “Como o senhor se apaixonou pela Marcela?” Afinal, o Brasil não tava conseguindo dormir sem conhecer essa bela história de amor. Ao fim da entrevista, Temer agradece aos jornalistas pela propaganda. Todos morrem de rir, aquele riso de quem está tomando uísque num puteiro –hua, hua, hua. “Que figura, esse Michel!”.
Cresci assistindo ao “Roda Viva” (na minha época, não tinha Cartoon Network). Tem momentos inesquecíveis. Quércia encurralado berrando: “Mentiroso! Caluniador!”. O General Newton Cruz, quase chorando: “Tá todo o mundo aqui em cima de mim?”. Sim, general, essa é a ideia do programa! Digo, foi.
Se tem uma coisa que aprendi a venerar é o jornalismo investigativo, aquele que diz que o rei está nu e ainda denuncia: tem pau pequeno. O pessoal do “Roda Viva”, ao ver o rei nu, elogia: “Que pau bonito, hein, majestade! Fale mais sobre como é que o senhor faz pra manter um pau bonito como esse. Posso dar uma brincada?”
Manu Guitars
28 de novembro de 2016 12:01 pmDomingão…
Domingão, descontraido, sem gravata…….gente como a gente…..do povão…..
Djalma Santos
28 de novembro de 2016 1:33 pmPois é. Sabe qual é a chamada
Pois é. Sabe qual é a chamada do valor economico: Presidente anuncia pacto contra a anistia ao caixa 2.
Esse é o nível da impresa brasileira.
Rui Ribeiro
28 de novembro de 2016 1:41 pmAnistia ao Caixa 2 é uma cortina de fumaça
Não é possível anistiar uma prática que não é criminalizada. Se a prática do Caixa 2 vai ser criminalizada é porque ela não é crime. Então porque os golpistas e o PIG fazem tanto barulho contra essa anistia?
Simples. A anistia ao Caixa 2 é uma cortina de fumaça para que a lei anti-corrupção, que só vai prejudicar os pobres, já que os ricos sempre ficam impunes, juntamente com a PEC do Teto dos Gastos e a Reforma da Previdência sejam aprovadas sem que a sociedade esboce qualquer reação.
Se a anistia ao Caixa 2 não for aprovada não significa que quem praticou ou pratica tais atos será necessariamente punido pois o Ministério Público só processa quem ele quer. Certamente que os criminosos da Casa Grande sempre ficarão impunes, independentemente de anistia ser, ou não, aprovada.
Assim, vamos ficar nesse lenga-lenga, perdendo tempo com essa discussão sobre anistia em vez de debatermos a lei anti-corrupção, que só vai criminalizar os pobres.
Bruno Cabral
28 de novembro de 2016 1:54 pmParlamentarismo?
Fiquei com a impressão que estamos vivendo no parlamentarismo… será que fizeram outro plebiscito e eu perdi?
Dê
28 de novembro de 2016 4:00 pmpra quem tinha curiosidade de
pra quem tinha curiosidade de saber como era o inferno…taí!! Essa foto foi tirada in loco….