Comentários ao post “Os falsos e os reais problemas da economia”
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O que eu não vi ninguém analisar é que a empresária Luiza tem, sim, muito interesse em apresentar uma visão “rósea” da realidade de sua empresa e do varejo nacional.
O Magazine Luiza teve prejuízos grandes nos anos de 2008 e 2009, chegando a empresa, no final desse ano, a apresentar patrimonio liquido negativo de 6 milhões de reais.
Essa posição muito delicada da empresa ao final de 2009, foi atingida no momento em que, supostamente, o Brasil estava “a toda” com o ingresso de milhões de pessoas no mercado de consumo.
Portanto, a simples existência de um grande mercado ainda inexplorado não é garantia, por si só, de lucratividade e sucesso para qualquer empresa de varejo.
A situação do Magazine Luiza foi revertida em 2011 quando eles lançaram ações na Bovespa e captaram mais de 500 milhões de reais. (Nota do blog: O Magazine Luiza captou R$ 925,8 milhões – fonte)
Essa ações foram vendidas ao preço inicial de R$ 16,00 e hoje se encontram a R$ 8,15, queda de quase 50% (Nota do blog: as ações do Magazine Luiza fecharam o dia em R$ 8,62 – fonte).
Desempenho lamentável que significa um tremendo nabo nos investidadores.
Assim acredito que a Luiza tem sim muito interesse em “dourar a pilula” e, como todo diretor de empresa listada na Bolsa de Valores, tem responsabilidade e interesse na maximização do valor das ações. Suas declarações públicas vão sempre nesse sentido.
E, de certa forma, o chato do Mainardi estava certo, pelo menos uma parte da sua empresa já foi vendida quando a empresa entrou na Bolsa.
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Ações do Magazine Luiza na Bolsa de Valores. Será que os investidores estão tão otimistas com Luiza Trajano? Desde 2011, os pequenos investidores levaram um pau de quase 50%. Como disse em comentario anterior, antes da derrocada, Eike Batista era um poço de otimismo.

Álvaro Noites
23 de janeiro de 2014 9:43 am“Essa posição muito delicada
“Essa posição muito delicada da empresa ao final de 2009, foi atingida no momento em que, supostamente, o Brasil estava “a toda” com o ingresso de milhões de pessoas no mercado de consumo.”
Epa!!!
2008 e 2009 foi o período de estouro da grande crise internacional, cenário que foi propício para as industrias aqui no Brasil demitir “a rodo”, e os bancos privados restringirem o crédito (fato este revertido devido à ação dos bancos públicos CEF e BB).
O Mainardi está fazendo escola.
Nicolas Crabbé
23 de janeiro de 2014 2:28 pmCalendário
A partir de meados de 2009 a economia brasileira retomou sua trajetória de crescimento depois de um primeiro semestre difícil, acentuado pela política monetária restritiva (alta dos juros) em momento inadequado.
Portanto ao final de 2009 já não se podia culpar a crise mundial pelas dificuldades da empresa.
Ivan de Union
23 de janeiro de 2014 10:20 am“não vi ninguém analisar é
“não vi ninguém analisar é que a empresária Luiza tem, sim, muito interesse em apresentar uma visão “rósea” da realidade de sua empresa e do varejo”:
Ou os dados de Mainardi estavam certos ou estavam errados. Nao da pra ficar em cima do muro nos factuais.
Estavam errados.
Zanchetta
23 de janeiro de 2014 10:48 amEu já falei no outro post:
Eu já falei no outro post: “Vem aí mais um campeão de audiência, uma nova Eike Batista”…
Dudu Cartucho
23 de janeiro de 2014 10:53 amSe de 2009 pra cá o ML se
Se de 2009 pra cá o ML se recuperou é mais do que motivo pra Luiza estar otimista.
O pior nessa história toda é os dois autores do post não estarem otimista com o Brasil que se recuperou de 3 quebras do período tucano.
Pegue-se os dados do ML de 2002 e compare com 2013.
Das Casas Bahia, da padaria do Seu Manoel, da oficina do Seu João de 2002 e hoje.
Do emprego, das reservas, da taxa Selic (precisa baixar mais), exportações, investimento social; é motivo pra otimismo, só mentalidade deformada pelo PIG pra desejar voltar aos tempos da tucanagem.
Motta Araujo
23 de janeiro de 2014 1:29 pmA Selic precisa baixar mais?
A Selic precisa baixar mais? Mas há um ano a endencia é alta continuada e deve subir mais e não baixar mais.
A avaliação do Brasil não se faz pelo Diego Mainardi e sim pelo mercado investidor global, que é a média de milhares de avaliações individuais.
E o Brasil não quebrou tres vezes sob FHC, não quebrou nenhuma vez, um Pais quebrar é entrar em moratoria ou renegociar sua divida externa com desconto, a ultima vez que aconteceu no Brasil foi no Governo Sarney.
Sacar da nossa quota no FMI não é “”quebrar”, é como um correntista do Itau sacar do cheque especial, qualquer Pais membro do Fundo tem direito de sacar um multiplo de sua quota de capital tanto em dolares como em SDR, isso não é quebrar, o Fundo existe para isso mesmo e naquele mesmo periodo foram ao Fundo o Mexico, a Russia, a Coreia do Sul, a Tailandia, a Indonesia por causa do ciclo de baixa liquidez internacional, não foi uma exclusividade do Brasil.
carlos afonso quintela da silva
23 de janeiro de 2014 11:47 amO comentário diz que o
O comentário diz que o Magazine Luiza esteve mal em 2008 e 2009 . Ora, o que isto tem a ver coma inadimplência ou o momento do Varejo? Absolutamente nada orecalcado do Mainardi, tentou divulgar uma grossa mentira sobre o aumento do inadimplência e aliviou para o lado daLuiza, quando contestado por ela. Ademais, o articulista diz que o Mainardi, afinal, estava certo pelo menos em parte. Pois o Magazina já tinha sido vendido quando entrou na Bolsa. Tipica conclusâo tucanalha de inventar fatos. A empresa entrou na Bolsa mas continuou sob o controle de seus acionistas majoritários. Nada tem a ver com venda. Sabe Nassif, este tipo de post até cabe nos comentários, mas tanta bobagem com destaque, é demais…
Fabio (o outro)
23 de janeiro de 2014 2:25 pmpelo menos uma parte da sua
pelo menos uma parte da sua empresa já foi vendida quando a empresa entrou na Bolsa.
Como foi a operação à época ?
Se a abertura de capital se deu pela venda de parte das ações existentes , sim , uma parte da empresa foi vendida diminuindo a participação do acionista controlador.
Se a abertura se deu pela ampliação do capital , não. Houve a entrada de novos sócios através do aporte de novo capital – a empresa foi expandida .
Eu desconheço como foi feito .
Trader Papa Gaio
23 de janeiro de 2014 5:33 pmA inguinorânça qui astravanca os “intendidus” di capitalizassão
Isso, Fabio. O pessoal papagaio nao entende o que significa, mas repete.
Falar em venda é coisa de economista de padaria (onde pelos menos muitos sabem ganhar dinheiro)
Além da sua boa observação, há outras mais:
Se aumento o capital (a maioria recente no Brasil foi feita por IPO´s aumentando o capital), eu posso captar dinheiro para investir na empresa. Se ele for rapidamente e bem usado, por ex. em novas lojas, fabrica, produtos, etc, a variação de preço das ações só afetara aquele que compraram para especular. É assunto mais de Nolsa, do que de empresa.
Independente disso, a empresa poderá estar saudável, lucrativa e rendendo dividendos a seus acionistas.
Ou ao contrário, há casos como o da Amazon que, em seu inicio deu seguidos prejuízos (por anos) e suas ações não paravam de subir.
Há ainda o caso comum de sobreprecificações iniciais especulativas onde o investidor (especulativo) entra açodadamente e depois fica chorando (ainda que a empresa dê lucros e dividendos).
Portanto, ao contrário do que se diz, valor de “mercado” e saúde de empresas podem estar cada vez mais dissociados pela travestizção da financeirização como um fim e não como um meio.
Ainda mais, as ações (cedidas ou expandidas) podem ser preferenciais (o dono/controlador não divide o comando, apenas os lucros) ou ordinárias, onde há a paricipação proporcional no controle.
Como estes jornalistas economeiros (e medíocres) só têm compromisso com os efeitos encomendados sobre os leitores e o público, mas não com a verdade e a consistência, vomitam estas bobagens de pouco significado apenas para conduzir opinião.
E os papagaios repetem!
Currupaco!
Osvaldo Ferreira
23 de janeiro de 2014 2:37 pmEste gráfico da Bolsa é do
Este gráfico da Bolsa é do Constantino da Veja. Respostinha prá defender o Maynard.