4 de junho de 2026

Arrecadação federal cresce 4% em 2013

Jornal GGN – A arrecadação federal encerrou o ano de 2013 em alta, puxada por parcelamentos especiais como o Refis da Crise. Dados da Receita Federal mostram que o total apurado chegou a R$ 1,138 trilhão em 2013, com aumento de 4,08% acima da inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

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Além do processo de recuperação da economia no segundo semestre, os números foram impulsionados pela instituição de parcelamentos especiais. Apenas o refinanciamento de dívidas de instituições financeiras e de multinacionais e a reabertura do Refis da Crise renderam R$ 21,785 bilhões no ano passado.

O valor apurado em dezembro chegou a R$ 118,36 bilhões, a maior registrada para o mês e a segunda melhor da história, ficando abaixo apenas dos R$ 121,878 bilhões registrados em janeiro de 2013 (valores corrigidos pelo IPCA). Além do Refis da Crise, os números foram favorecidos pela arrecadação extraordinária de R$ 2,5 bilhões de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Sem considerar os parcelamentos especiais, a arrecadação teria encerrado 2013 com alta de 2,35% acima da inflação. De acordo com a Receita Federal, o número indica a recuperação da economia, principalmente a partir do segundo semestre. 

O crescimento de 3,57% nas vendas no ano passado refletiu-se na alta real (acima da inflação) de 8,03% na arrecadação do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), tributos ligados ao faturamento.

O aumento na lucratividade das empresas a partir do segundo semestre fez a arrecadação do IRPJ e da CSLL encerrar o ano passado com aumento real de 8,46%. 

O desempenho fraco da indústria no ano passado e as reduções de alíquotas para determinados produtos, no entanto, fizeram a arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) cobrado sobre os produtos nacionais subir apenas 0,14% acima da inflação em 2013.

As reduções de tributos para estimular a economia fizeram o governo deixar de arrecadar R$ 77,8 bilhões em 2013. Segundo a Receita, os maiores impactos foram provocados pela desoneração da folha de pagamento (R$ 13,2 bilhões), seguida pelas reduções de IPI para automóveis, linha branca, materiais de construção e móveis (R$ 11,9 bilhões).

A redução a zero da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), cobrada nos combustíveis, fez a União deixar de arrecadar R$ 11,5 bilhões. A desoneração para a cesta básica causou impacto fiscal de R$ 6,8 bilhões no ano passado.

 

 

Com informações da Agência Brasil.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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