Jornal GGN – O setor de serviços encerrou o mês de novembro de 2013 com uma receita 8,6% maior em relação ao visto no mesmo período de 2012, descontada a inflação, segundo levantamento elaborado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O segmento apresentou menor ritmo de expansão ante o visto em outubro (8,8%) e setembro (9,7%) de 2013 nesse mesmo tipo de comparação.
O crescimento registrado no ano e nos últimos 12 meses chega a 8,5%, por conta da elevação registrada em todos os itens que compõem o índice. A receita dos serviços prestados às famílias subiu 10,5%, a de serviços de informação e comunicação, 7%, e a de serviços profissionais, administrativos, 7,8%. Já transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio aumentou 10,2%. Por não ter um instrumento de ajuste sazonal, a pesquisa não calcula dados para a comparação mensal, o que exigiria uma série histórica.
Entre os indicadores, o segmento serviços prestados às famílias mantém crescimento contínuo, que passou de 7,3% para 10,3% entre fevereiro e novembro de 2013. De um ano para o outro, na comparação entre novembro de 2012 e o mesmo mês de 2013, o segmento cresceu 10,5%, pouco menos que em outubro (12,6%), puxado pela receita dos serviços de alojamento e alimentação (10,2%).
Os serviços de informação e comunicação em novembro avançaram 7% em novembro do ano passado, taxa menor que a de outubro, na comparação com o mesmo mês de 2012 (7,9%). Os serviços de telecomunicações e tecnologia da informação tiveram aumento de receita de 5,6%, e os serviços audiovisuais, de edição e agência de notícias subiram 15,1%.
O segmento serviços profissionais, administrativos e complementares subiu 7,8%, nesta comparação, com novembro de 2012, em relação aos 7,3% de outubro. De acordo com a pesquisa, os números refletem a expansão dos serviços administrativos complementares, que abrangem mão de obra intensiva, em alta de 9,3%.
Já o segmento transporte cresceu 10,2% em novembro, serviços auxiliares dos transportes e correios, depois de subir 9,9% em outubro. As maiores taxas de crescimento foram constatadas no transporte aquaviário (15,3%), no transporte aéreo (11,7%) e transporte terrestre, 8,1%. Os serviços de armazenagem, auxiliares e correio se destacaram com alta de 13,2% – o maior patamar registrado em 12 meses.
No que se refere aos dados regionais, Tocantins foi a única unidade da federação a apresentar variação negativa em novembro (-1,7%) em relação ao mesmo período de 2012. As maiores taxas de crescimento foram observadas no Distrito Federal (19,7%), Santa Catarina (14,5%), Paraíba (13,9%) e Mato Grosso (13,8%). Sergipe (1,1%), Acre e Amapá (ambas com 1,4%), Mato Grosso do Sul (4,5%), Rio Grande do Norte (4,6%) e Espírito Santo (4,7%) foram as unidades da federação com as menores taxas positivas.
Analisando-se a composição absoluta e relativa do índice de serviços por unidades da federação, destacam-se São Paulo com 47,6% de contribuição relativa e 4,1 pontos de contribuição absoluta, seguidos do Rio de Janeiro, com 14% e 1,2 ponto, e Minas Gerais, com 4,6% e 0,4 ponto.
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