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Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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  1. Lair Amaro

    21 de janeiro de 2014 2:06 am

    A extrema-direita na Suécia

    Apoio a extrema-direita dobra na Suécia, ‘porto seguro’ de refugiados

    A oito meses das eleições gerais na Suécia, pesquisas de opinião apontam para a consolidação da extrema-direita como a terceira maior força política do país, em meio ao aumento dos chamados “crimes de ódio” racial e a críticas contra falhas na política de integração de um contingente cada vez maior de imigrantes.

    Segundo os números de uma pesquisa publicada no jornal Aftonbladet, o partido Democratas Suecos (Sverigedemokraterna) conta hoje com 10,8% do apoio popular, após a vitória histórica que os conduziu pela primeira vez ao Parlamento nas eleições de 2010, com 5,7% dos votos.

    Considerado um exemplo de tolerância, o país, que mantém uma das mais generosas políticas de imigração do mundo, tem testemunhado atos de vandalismo e ataques racistas. E movimentos antirracismo buscam mobilizar a população contra a xenofobia no país.

    “Com um partido fascista no Parlamento, as fronteiras foram alteradas”, disse ao jornal Svenska Dagbladet um manifestante antirracismo, Olle Eriksson. “Mas ao mesmo tempo, o fato é que a maioria dos suecos não quer essas forças extremistas. Nem nas nossas ruas, nem em nosso Parlamento”, diz ele.

    Manifestações antirracismo

    Em um dos primeiros ataques do ano, os portões da mesquita central de Estocolmo foram pichados este mês com uma série de suásticas. Dias depois, manifestantes antirracismo colocaram buquês de flores sob as suásticas negras, e uma mensagem de solidariedade foi deixada na porta da mesquita: “Para cada crime de ódio, existe uma flor. Um ataque contra vocês é um ataque contra a Suécia. Nós estamos juntos”, dizia a nota. Mensagens de solidariedade também foram enviadas à mesquita através das mídias sociais.

    “Sabemos que a maioria das pessoas na Suécia é contra o racismo. Mas essa maioria também é muito silenciosa. O surpreendente, desta vez, foi ver que essa maioria agiu, com solidariedade, apoio e fraternidade”, disse o presidente da Associação Islâmica da Suécia, Omar Mustafa, em entrevista ao jornal Dagens Nyheter.

    “Quando se recebe este tipo de apoio, com flores e mensagens de solidariedade, você percebe que não está sozinho. Cada vez mais pessoas estão levantando suas vozes contra o racismo”, acrescentou ele.

    No fim de dezembro, milhares de pessoas saíram às ruas em passeatas antirracismo organizadas em diversas cidades suecas. As demonstrações, que na capital sueca reuniram cerca de 16 mil pessoas, foram realizadas em protesto contra uma ação de grupo de cerca de 30 neonazistas, que, no dia 15 de dezembro, atacaram com garrafas e artefatos pirotécnicos os participantes de uma manifestação contra a xenofobia.

    Dois manifestantes foram esfaqueados e 26 neonazistas foram presos pela polícia durante o incidente, que ocorreu no subúrbio de Kärrtorp, no sul de Estocolmo.

    Em novembro, uma manifestante foi detida pela polícia ao atirar uma torta na cara do líder dos Democratas Suecos, Jimmy Åkesson, durante um evento na capital sueca.

    Grupos neonazistas

    Mesquita sueca vandalizada no início do mês

    Considerada exemplo de tolerância, sociedade sueca tem assistido a uma série de atos de vandalismo e ataques racistas

    Em 2012, foram registrados 5.520 “crimes de ódio” racial. E segundo o Conselho Nacional Sueco para a Prevenção do Crime (Brottsförebyggande rådet), os atos contra imigrantes vêm aumentando, particularmente em relação aos muçulmanos: em 2013, foram denunciados cerca de 300 ataques contra imigrantes muçulmanos. Um dos casos de maior repercussão foi o espancamento de uma mulher muçulmana grávida no subúrbio de Farsta, em Estocolmo, aparentemente motivado pelo fato de que a vítima usava o hijab (véu muçulmano).

    Um fator de crescente preocupação no país tem sido o crescimento das atividades dos grupos neonazistas locais. Segundo estudo divulgado em dezembro pelo instituto sueco Expo Foundation, os neonazistas realizaram 1,824 ações durante 2012, o que representou um aumento de 24% em relação a 2011. Entre as atividades listadas estão a prática de ataques contra imigrantes, assim como a organização de marchas e demonstrações, divulgação de propaganda racista e realização de seminários.

    Um dos principais grupos neonazistas é o Partido dos Suecos (Svenskarnas Parti, SvP). Nas eleições gerais de 2010, ele se tornou o primeiro partido nacional-socialista a obter um assento em uma assembleia municipal desde o fim da Segunda Guerra, ao alcançar 2.8% dos votos no município de Grästorp (oeste da Suécia).

    Manifestantes antirracismo alertam, no entanto, que o racismo no país não se limita apenas aos skinheads.

    “Os racistas vestiram terno e deixaram o cabelo crescer”, disse Emelie Jacobsson, de 23 anos, ao jornal Dagens Nyheter.

    “O racismo vem se tornando cada vez mais aceito, e é preciso lutar contra esta tendência”, acrescentou outra manifestante, Ina Björkstedt.

    Abrigo de refugiados

    Historicamente, a Suécia tem uma tradição de tolerância racial e generosidade em sua política de abrigo a imigrantes. O país recebeu milhares de refugiados do Chile nos anos 70, do Irã e do Iraque nos anos 80, da Somália e dos Bálcãs nos anos 90, e novamente do Iraque na década seguinte. Após a guerra do Iraque, só a pequena cidade de Södertälje (ao sul de Estocolmo), de 85 mil habitantes, recebeu mais refugiados iraquianos (até 2007 eram 5 mil) do que os Estados Unidos e Canadá juntos.

    Até o momento, a ascensão da extrema-direita não reverteu esta política: estatísticas da Autoridade sueca de Imigração (Migrationsverket) divulgadas no início deste mês mostram que a Suécia emitiu um número recorde de 110 mil vistos de residência para imigrantes em 2012, uma alta de 19 por cento em relação a 2011.

    Deste total, cerca de 5 mil vistos foram concedidos a refugiados da guerra na Síria. A Suécia foi o primeiro país europeu a anunciar a concessão de vistos de residência permanente para refugiados sírios, que ao chegar ao país têm autorização para trabalhar e recebem ainda benefícios como auxílio-moradia, saúde e educação gratuita para seus filhos.

    Mas as críticas contra a política de integração dos imigrantes no país são contundentes. A maior parte dos imigrantes vive em bairros da periferia, onde o alto índice de desemprego – especialmente entre os jovens – gera insatisfação e alimenta incidentes como os protestos ocorridos em maio de 2013, quando a revolta causada pela morte de um imigrante baleado pela polícia levou a distúrbios em vários subúrbios nos arredores da capital sueca.

    Para o presidente da Associação Islâmica da Suécia, Omar Mustafa, há o risco de que a intolerância racial no país possa se agravar – especialmente diante da proximidade das eleições gerais de setembro:

    “Minha preocupação é de que os partidos racistas obtenham mais votos e se tornem mais influentes, como já ocorreu na Dinamarca e na Noruega. Mas tenho a esperança de que os recentes atos antirracismo incentivem cada vez mais suecos a reagir contra a xenofobia”.

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/01/140119_suecia_xenofobia_cv_an.shtml

  2. Lair Amaro

    21 de janeiro de 2014 2:07 am

    Classe C movimenta R$ 130 bi por ano

    Maioria nos shoppings, jovens da classe C movimentam quase R$ 130 bi por ano

    Os jovens da nova classe média brasileira (classe C) têm um poder de consumo de R$ 129,9 bilhões, de acordo com um estudo feito pelo Instituto Data Popular e divulgado nesta segunda-feira. Esse valor representa mais que a soma dos jovens das classes alta e baixa juntas, que possuem, respectivamente, R$ 80 bilhões e R$ 19,9 bilhões. A constatação foi feita no estudo “O rolezinho e os jovens da classe média”.

    De acordo com o presidente do instituto, os participantes dos rolezinhos se reúnem nos shoppings que já estão acostumados a frequentar. “Barrar este público é um erro, já que se trata de dizer para uma importante parcela de consumidores que eles não são bem-vindos”, disse Renato Meirelles. Segundo ele, boa parte desses jovens está usando roupas de marca que compraram no próprio shopping.

    O levantamento do Data Popular apontou que o Brasil tem atualmente 30,7 milhões de jovens com idades entre 16 e 24 anos. Destes, 16,6 milhões foram ao shopping pelo menos uma vez no último mês. A média mensal é de 3,3 vezes. Os jovens da classe C representam cerca de 9 milhões neste número.

    “Pesquisamos também a perspectiva de consumo nos próximos meses desse segmento da sociedade e o levantamento revelou que 15% dos jovens da classe média (2,8 milhões) têm intenção de comprar um notebook, enquanto que 11% (2,1 milhões) desejam adquirir um smartphone, e outros 11%, um tablet. Hoje, mais da metade (55%) dão mais valor a marcas e qualidade quando vão às compras do que em anos anteriores”, explica Meirelles.

    Para a realização da pesquisa, foram entrevistados 1,5 mil jovens entre 16 e 24 anos entre os dias 20 de novembro e 3 de dezembro.

    http://www.jb.com.br/economia/noticias/2014/01/20/maioria-nos-shoppings-jovens-da-classe-c-movimentam-quase-r-130-bi-por-ano/

  3. Lair Amaro

    21 de janeiro de 2014 2:08 am

    Adversário de Aécio

    Justiça mineira manda prender jornalista adversário de Aécio

    Alegação da detenção é formação de quadrilha com Nilton Monteiro, denunciante do mensalão mineiro; bloco Minas sem Censura quer depoimento de jornalista na Assembleia Legislativa

    São Paulo – O jornalista mineiro Marco Aurélio Flores Carone, diretor de redação do site novojornal.com, foi preso na manhã de hoje (20) em Belo Horizonte por autorização da juíza Maria Isabel Fleck, da 1ª Vara Criminal da capital mineira. Carone foi denunciado pelo Ministério Público estadual em novembro por formação de quadrilha, falsificação de documentos públicos e particulares, falsidade ideológica, uso de documento falso, denunciação caluniosa majorada e fraude processual majorada – todas acusações relativas ao contato entre o jornalista e o lobista Nilton Monteiro, que tornou pública a Lista de Furnas após ter colaborado com suposto esquema de desvio de dinheiro da estatal.

    A juíza entende que ambos fazem parte de uma quadrilha cujo objetivo é “difamar, caluniar e intimidar” adversários políticos, e autorizou a prisão preventiva do jornalista para impedir novas publicações. Além disso, aponta o fato de que o NovoJornal seria financiado com dinheiro de origem ilegal, uma vez que o site não contaria com anunciantes suficientes para manter a página.

    Carone, amparado pelo bloco parlamentar Minas Sem Censura, que reúne deputados estaduais de PT, PMDB e PRB, negam as acusações e denunciam perseguição política e investida dos aliados do senador Aécio Neves (PSDB) para calar o NovoJornal. “Ora, se você estabelece a prisão preventiva para evitar a publicação de material jornalístico, está oficializada a censura prévia”, lamenta o deputado Rogério Correia (PT), vice-líder do bloco Minas sem Censura.

    “Assim que voltarmos do recesso, vamos convocá-lo para prestar depoimento na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia. Nesse caso, ele pode vir mesmo estando preso, para denunciar a perseguição promovida pelo PSDB de Minas contra seus adversários políticos”, defende o parlamentar, que afirma já ter sido alvo de prática similar. “Quando do surgimento da Lista de Furnas, encaminhei o relatório à Polícia Federal e, por isso, o vice-presidente nacional do PSDB tentou a cassação do meu mandato. É a mesma situação. A censura tem agentes no Ministério Público e no Judiciário, mas, quando é com a imprensa, quem organiza a perseguição é a própria irmã do senador, Andréa Neves.”

    O NovoJornal, em texto publicado no ano passado, acusa a irmã de Aécio, que é jornalista e integrará a direção da campanha a presidente do tucano, de ter procurado anunciantes do portal à época e intimidá-los para que parassem de investir no “jornaleco da oposição”. O senador Aécio Neves foi procurado pela RBA por meio do diretório nacional do PSDB para comentar o caso, mas não deu resposta à reportagem até o momento da publicação.

    A Lista de Furnas é um documento que revela as quantias pagas a políticos de PSDB, PFL (hoje DEM) e PTB em esquema de desvio de verbas intermediado pelo publicitário Marcos Valério em 2000, com o objetivo de abastecer o caixa dois de campanha desses partidos nas eleições de 2002, caso que ficou conhecido como “mensalão tucano” por envolver os mesmos personagens e operações envolvendo denúncias contra o PT em 2005. O PSDB nega a existência do esquema, que pode ter movimentado mais de R$ 40 milhões, e a autenticidade da Lista de Furnas, embora a Polícia Federal tenha comprovado, em perícia, que a lista conta com a caligrafia de Dimas Toledo, então presidente da estatal de energia. O caso aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal; o julgamento contra o PT foi realizado entre 2012 e 2013, e condenou 36 pessoas.

    Em entrevista realizada em agosto do ano passado e divulgada pelo Youtube, o ex-advogado de Nilton Monteiro Dino Miraglia afirmou que o caso de Furnas envolveria até o assassinato da modelo Cristiana Aparecida Ferreira, em agosto de 2000 – segundo ele, além de trabalhar como garota de programa para os envolvidos no esquema, ela era ainda responsável por transportar o dinheiro desviado da estatal em malas. O assassinato, registrado como suicídio até a revelação de sinais de asfixiamento da modelo, seria queima de arquivo, uma vez que a modelo queria abandonar a quadrilha.

    Miraglia abandonou a defesa do lobista Monteiro após ter a casa invadida por dez policiais militares que tinham mandato para procurar um documento falso, mas que teriam aproveitado a oportunidade para ameaçar sua vida. O motivo teria sido o pedido do advogado para enviar a Lista de Furnas ao STF.

    http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2014/01/justica-mineira-manda-prender-jornalista-adversario-de-aecio-4176.html

     

  4. Webster Franklin

    21 de janeiro de 2014 4:44 am

    Mídia “só vê o copo do lado vazio”

    Brasil 247

     

    Luiza aos corvos: “mídia só vê o copo do lado vazio”

    :

     

    Dona da terceira maior rede de varejo do Brasil, a Magazine Luiza, Luiza Trajano rebate, em entrevista ao programa Manhattan Connection, da Globo News, os pessimistas que “só veem o copo do lado vazio, nunca do lado cheio”; a Caio Blinder, que fala em “varejo em crise”, ela diz: “o crédito, o aumento da renda, o emprego e a entrada dessa classe média gerou para o setor a década do varejo”; Diogo Mainardi falou em inadimplência, inflação, aumento de juros e perguntou: “quando você irá vender suas lojas para a Amazon?”; apresentador recebeu como resposta: “inadimplência nunca esteve tão boa e ninguém será vendido”

     

    20 de Janeiro de 2014 às 18:00

    247 – Contra os pessimistas que “só veem o copo do lado vazio”, a empresária Luiza Trajano, dona da terceira maior rede de varejo do Brasil, a Magazine Luiza, destacou em entrevista índices bastante positivos para o setor. A empresária declarou que esta foi a “década do varejo”, que 2013 registrou o menor índice de inadimplência já visto, um crescimento anual de 5,9% e destaque para a geração de empregos. Além disso, rechaçou qualquer chance de crise, como previram seus entrevistadores.

    As declarações foram feitas ao programa Manhattan Connection, da Globo News. Ao jornalista Caio Blinder, que garantiu que o setor vive uma crise atualmente, ela respondeu: “Com todo respeito, mas o varejo brasileiro não está em crise. O crédito, o aumento da renda e o emprego, e a entrada dessa nova classe média, gerou para o varejo a década do varejo. Então, eu tenho que discordar de você, viu Caio”.

    Na opinião da empresária, é um “hábito do brasileiro” ver “o copo do lado vazio, e nunca o lado do copo cheio”. A imprensa, segundo ela, faz o mesmo. Utilizando-se da mesma expressão da entrevistada, Diogo Mainardi disse ser o próprio copo vazio. “Eu sou a personificação do copo vazio”. Em seguida, rebateu os números de Luiza afirmando que “todos os fatores que determinaram o crescimento do varejo estão murchando, ou murcharam”.

    “Os juros estão subindo, o crédito diminui, a inadimplência aumentou pelo segundo ano consecutivo, a inflação aumenta, a indústria nacional foi sucateada, isso vai levar uma piora do emprego também. A pergunta é a seguinte: quando é que você vai vender suas lojas para a Amazon? Há como resistir à onda do varejo eletrônico?”, questionou. Ele previu ainda: “Eu não vejo caminho para o varejista brasileiro numa situação em que vai haver crise. Se ela não existe ainda, haverá”.

    Levemente irritada, a dona da rede de 400 lojas garantiu que os dados de Mainardi estavam incorretos. “A inadimplência está totalmente sob controle, pelo contrário. Nunca tivemos um índice tão bom como nós terminamos agora em 2013”, afirmou. Questionada se o fator ocorria em suas lojas, disse: “Não é na minha loja não, é no Brasil. É no varejo brasileiro, eu não estou falando da minha loja, estou falando geral, e te dou índice, e te mostro. A inadimplência diminuiu, eu provo, é estatístico isso, ela não aumentou”.

    Sobre o comércio eletrônico, a empresária que comanda cerca de 14 mil funcionários destacou que a Magazine Luiza é “muito forte no virtual” e que a empresa acredita que 56% das pessoas que compram pelo site visitam uma loja física. “Daqui a dez, quinze anos o movimento vai sendo transformado”, diz. Mas garante que “nenhum brasileiro pretende vender seu varejo para a Amazon, com todo respeito que a gente tem pela Amazon”. Ela destacou ainda que “o varejo é o maior gerador de empregos depois do governo” no País.

    Assista ao programa aqui.

    http://www.brasil247.com/pt/247/economia/127543/Luiza-aos-corvos-“mídia-só-vê-o-copo-do-lado-vazio”.htm

     

  5. Gunter Zibell - SP

    21 de janeiro de 2014 4:49 am

    Quase metade dos franceses é infiel pelo menos uma vez

    http://mulher.terra.com.br/vida-a-dois/quase-metade-dos-franceses-e-infiel-pelo-menos-uma-vez-diz-pesquisa,2df807e7fa0b3410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

    O número de pessoas que admite ter sido enganada pelo parceiro chega a 53% entre as mulheres e 45% entre os homens

    Em meio à polêmica provocada pela revelação por uma revista de celebridades que o presidente francês, François Hollande, teria um caso com uma atriz, uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira mostrou que ele está longe de estar sozinho, 43% dos franceses admite ter sido infiel pelo menos uma vez na vida.

     

    O estudo do Instituto Ifop e encomendado pelo site especializado em encontros extraconjugais Gleeden mostra que mais da metade dos homens (55%) e um terço (32%) das mulheres foi infiel alguma vez.

     

    A pesquisa indicou que os casos de adultério cresceram de maneira considerável na França durante os últimos 40 anos. Em 1970, a porcentagem da população que já foi infiel era de 19%, e em 2001 já tinha chegados aos 30%.

     

    Quase a metade dos franceses (46%) admitiu ter beijado outra pessoa que não era seu parceiro, e a metade confessou ter participado de flertes fora do casamento.

     

    Em relação às fantasias, três em cada quatro homens e duas em cada três mulheres afirmam terem “sonhado de terem feito sexo” com alguém diferente de seu parceiro.

     

    O número de pessoas que admite ter sido enganada pelo parceiro chega a 53% entre as mulheres e 45% entre os homens.

     

    O estudo do Ifop também oferece dados relacionados à orientação política dos adúlteros. A infidelidade é ligeiramente mais habitual entre os eleitores de esquerda (46%) que entre os que apoiam a direita (40%).

     

    E mais da metade da população considera que trocar “mensagens picantes” é uma forma de infidelidade.

     

    Apesar do aumento da infidelidade no país, 68% dos franceses acreditam que ainda é possível ser fiel a uma pessoa durante toda a vida, contra 53% que achava o mesmo em 2010.

     

    O estudo mostra que apesar de cada vez mais pessoas se deixarem levar pela tentação de uma aventura fora do relacionamento, a infidelidade continua não sendo aceita socialmente, uma postura muito mais forte entre a população feminina que entre a masculina.

  6. Gunter Zibell - SP

    21 de janeiro de 2014 5:26 am

    Once personajes que pueden cambiar el mundo en 2014

    http://www.lanacion.com.ar/1656740-los-escondidos-once-personajes-que-pueden-cambiar-el-mundo-en-2014

    Los “escondidos”: once personajes que pueden cambiar el mundo en 2014

     No  tienen ni el poder de Barack Obama, ni la visibilidad y exposición de Francisco, ni los márgenes de liderazgo de Vladimir Putin. Pero este año conviene seguirlos de cerca.

    Aunque estos 11 protagonistas no ocupan la primera línea de la escena internacional, en 2014 tendrán una influencia mayúscula en la política, la diplomacia, la economía y la religión del mundo.

    Como Janet Yellen, que será la primera mujer enconducir la Reserva Federal norteamericana, en momentos turbulentos para la economía del país y del mundo. Su principal objetivo pasará por hacer acrobacia para suavizar los estímulos sin truncar el incipiente crecimiento.

    Por ejemplo -también- Colombia se enfrenta a un año que puede ser el definitivo para terminar con más de medio siglo de conflicto armado. Y en caso de un acuerdo en el diálogo entre el gobierno y las FARC, Iván Márquez, el jefe negociador de la guerrilla, será uno de los nombres que quedará en la historia como parte central del camino hacia la paz.

    JANET YELLEN

    Futura presidenta de la Fed
    No sólo se convertirá -el 1º de febrero- en la primera mujer al frente de la Fed en sus 100 años de historia, sino que tiene una tarea titánica por delante: acelerar la reducción del agresivo programa de compra de bonos que sirvió para apuntalar la economía norteamericana desde 2008 y marcó la era del actual presidente, Ben Bernanke.

    El desafío es complejo, “como retirar el ponche de la fiesta”, bromean en Estados Unidos. La experimentada economista, de 67 años, deberá matizar las políticas de estímulo -que ella apoyó cuando era vicepresidenta del organismo- sin afectar el crecimiento de la primera economía del mundo.

    Para ello, tendrá que apoyarse en una estrategia de comunicación eficaz con el fin de no provocar sobresaltos en los agentes financieros. Bajar el desempleo del 6,7% será el otro desafío de esta ex profesora de Harvard.

    AÉCIO NEVES Y EDUARDO CAMPOS

    Líderes opositores brasileños
    Después de 12 años de hegemonía del PT, estos dos candidatos se convirtieron en la esperanza de la oposición brasileña para hacerle frente a Dilma Rousseff en las elecciones de octubre.

    Ninguno puede cantar victoria todavía: la presidenta se mantiene como favorita para la reelección, con el 47% de los votos, según la última encuesta de Datafolha. Neves y Campos apuestan, entonces, a una segunda vuelta y para ello intentan sellar una alianza.

    Si se llega al ballottage, lo más probable es que Dilma se enfrente con Neves, ex gobernador de Minas Gerais y carismático senador del Partido de la Social Democracia Brasileña (PSDB), la formación del ex presidente Henrique Cardoso. Más atrás en las encuestas está Campos, gobernador de Pernambuco del Partido Socialista, ex ministro de Lula da Silva y un poderoso ex aliado del gobierno. De fuertes aspiraciones presidenciales, una de las mejores cartas de Campos parecería ser la líder ecologista Marina Silva, su probable compañera de fórmula.

    Resta esperar y prestar atención sobre todo a la economía, cuyo crecimiento en los últimos años fue desalentador: pasó del 7,5% en 2010 al 2,3% que se estima para este año.

    PIETRO PAROLIN

    Secretario de estado del Vaticano
    Con mucha menos exposición que Francisco, el “número 2” del Vaticano es una pieza fundamental para continuar con la reforma de la curia por la que tanto lucha el Pontífice.

    El arzobispo italiano, de 58 años, tendrá a cargo una secretaría de Estado muy diferente a la de su predecesor, el cuestionado Tarcisio Bertone, que será recordado por haber concentrado demasiado poder y por su poca experiencia en cuestiones diplomáticas. En la misma línea que Francisco, Parolin -ex nuncio en Venezuela- apostará por un gobierno más colegiado e incluso podría perder ciertas atribuciones ante un eventual coordinador de la curia romana. Una de las tareas de Parolin será reestructurar la Secretaría de Estado para redimensionar su poder, y mejorar su coordinación con el resto de “ministerios” de la Santa Sede.

    La elección de Parolin es clave para entender el rumbo que le quiere imprimir Francisco a su pontificado. Si por algo se destaca el brazo derecho del Papa es por ser una persona ajena a los juegos de poder internos en el Vaticano.

    LOU JIWEI

    Ministro de economía chino
    Lograr que el PBI crezca un 7,5% este año y que China continúe como motor de la economía mundial es sólo una parte de su trabajo. Con ese telón de fondo, Lou deberá también comenzar a implementar las audaces reformas económicas anunciadas en noviembre pasado por la cúpula del régimen comunista.

    Para los expertos, no son ni la reforma a la política del hijo único ni la eliminación de los campos de trabajo, que tanto eco tuvieron en la prensa extranjera, los anuncios más importantes del plenario. La verdadera “revolución” está en los cambios en la economía. En concreto, el régimen anunció que quiere “reforzar el papel del mercado” y permitir un protagonismo central del consumo y los servicios.

    Para eso abrirá los grupos estatales para que estén controlados por capitales privados y públicos. En lo inmediato, la medida más espectacular será la reducción del margen de maniobra de los holdings públicos, que cuentan con una posición de monopolio en varios sectores.

    No es casual que Lou haya sido designado para este puesto. El economista ocupó un importante rol en el gobierno del ex primer ministro Zhu Rongji (de 1998 a 2003), un abanderado de las reformas y de la privatización del sector estatal.

    ARTUR MAS

    Presidente de Cataluña
    En 2013 desató una tormenta política en España cuando anunció que convocaría a un plebiscito sobre la independencia de Cataluña. Si Mas consigue hacer realidad su proyecto soberanista, el 9 de noviembre de este año, se consolidaría como la figura de la política europea.

    Las diferencias entre los cuatro partidos independentistas de Cataluña y el rechazo del gobierno de Mariano Rajoy, que es apoyado por toda la oposición nacional, son su mayor obstáculo.

    Pero, por ahora, Mas está concentrado en la siguiente fase de su plan: la “internacionalización del conflicto”, que consiste, por un lado, en convencer a los líderes europeos de que apoyen el referéndum y, por el otro, en evitar que Cataluña quede fuera de la Unión Europea (UE).

    El lobby en la UE es fundamental para los planes de Mas. En su gobierno admiten que la posibilidad de ser expulsados del bloque es la mayor preocupación de los catalanes ante el avance del separatismo.

    Rajoy fue tajante: advirtió que no le permitirá a Cataluña “dividir a España”. Sin embargo, Mas no tiene intenciones de renunciar a su proyecto soberanista e insistió en que 2014 será el año en que los catalanes “conseguirán su libertad”.

    IVÁN MÁRQUEZ

    “Número 2” de las Farc
    “Las guerras no son eternas.” Con estas palabras, en julio pasado, el “número 2” de las FARC, Luciano Marín Arango, alias “Iván Márquez”, deslizó que, después de medio siglo de guerra, el fin del conflicto armado era posible en Colombia.

    Luego de más un año de diálogo en La Habana entre la guerrilla y el gobierno, este 2014 sería definitivo. Los avances son muchos: cuando las negociaciones parecían empantanadas, en noviembre pasado, se acordó que las FARC podrán participar en política, una vez que dejen las armas. De todos modos, el tema es complejo y algunos puntos del acuerdo todavía no fueron definidos.

    Los equipos negociadores están avanzando, además, en otros puntos controvertidos como la solución al problema de las drogas ilícitas y la reparación a las víctimas. Si finalmente se concreta el acuerdo de paz, Márquez saldría fortalecido como la “figura dialogante” de la guerrilla y el presidente Juan Manuel Santos recibiría un envión político de cara a las elecciones de este año.

    URSULA VON DER LEYEN

    Ministra de defensa alemana
    La bautizaron como la “delfina política” de la canciller Angela Merkel y hasta se especula con que podría sucederla en 2017. Madre de siete hijos y conocida, tanto por su carácter implacable como por su sonrisa permanente, Von der Leyen se convirtió el mes pasado en la primer mujer en asumir como ministra de Defensa en el país.

    “Los hombres cambian los pañales y las mujeres se convierten en ministras de Defensa”, publicó el diario sensacionalista alemán Bild el 16 de diciembre pasado, cuando asumió Von der Leyen. El título hacía referencia a la ley de licencia de paternidad que consiguió cuando fue ministra de Familia. Médica ginecóloga de profesión, Ursula entró al mundo de la política a los 42 años, pero tanto su trabajo como ministra de Familia como su paso luego por la cartera de Trabajo fueron muy elogiados.

    Ahora, los ojos están puestos en cómo se desempeñará en Defensa, que podría resultar un trampolín para su carrera política. Allí manejará un presupuesto de miles de millones de euros y tendrá a cargo a 250.000 funcionarios.

    MIGUEL DÍAZ CANEL

    Vicepresidente cubano
    El delfín político del presidente Raúl Castro no defraudó, por ahora, a la vieja guardia del régimen, algo que suele suceder en Cuba, donde las jóvenes promesas son cíclicamente relevadas y quedan en el olvido.

    Pasó un año desde que Díaz Canel, de 52 años, fue designado “número 2” del régimen comunista (primer vicepresidente del Consejo de Estado) y podría suceder a Castro cuando éste se retire del poder en cuatro años. Pero en esta época de reformas en la isla, y con una jefatura tan longeva, en cualquier momento Díaz Canel podría entrar en escena como una figura central de renovación.

    MARINA BERLUSCONI

    Empresaria italiana
    Prometió no tirar la toalla luego de ser expulsado del Parlamento italiano por fraude fiscal, en noviembre pasado, pero la última carta política de Silvio Berlusconi sería su primogénita: Marina.

    Reacia a la política, según admitió, para los medios italianos la presidenta del imperio Fininvest (el holding de Berlusconi), es una de las favoritas para convertirse en la líder del partido de su padre, Pueblo de la Libertad (PDL).

    Quienes conocen a la mayor de los cuatro hijos del ex premier de Italia -de 47 años y una de las mujeres más ricas del mundo- sostienen que es una mezcla entre el carisma de su padre y la timidez de su madre.

    Aunque se mantuvo al margen de la política, siempre se mostró cercana al Cavaliere, a quien defendió con uñas y dientes cuando fue condenado por fraude fiscal.

    De acuerdo con los medios italianos, la candidatura de Marina no es un movimiento improvisado, sino que se prepara hace tiempo y algunos afirman que lleva meses estudiando con Paolo del Debbio, responsable del primer programa político del PDL.

    Este año será clave para Marina. Después de tanto titubeo, deberá decidir si acepta tomar la posta de su padre para convertirse en la nueva jefa de la derecha italiana.

    ABU MOHAMED AL-YULANI

    Líder de Al-Nusra
    Luego de casi tres años de guerra civil y 130.000 muertos, el conflicto en Siria se volvió mucho más complejo que en sus inicios. Los grupos jihadistas penetraron en las filas de los rebeldes, que luchan contra el gobierno del presidente Bashar al-Assad, y hoy se disputan el control del norte del país.

    Estados Unidos tiene su mira puesta en uno de esos grupos, Al-Nusra, aliado de Al-Qaeda, y cuyo líder, Al-Yulani, fue calificado de “terrorista global” por el departamento de Estado.

    Poco se sabe del misterioso Al-Yulani, que fue dado por muerto en octubre del año pasado. En la única entrevista que dio -a la cadena Al-Jazeera, en diciembre- apareció de espaldas.

    Cuando el periodista lo indagó, el líder de Al-Nusra dejó en claro cuál es el objetivo del grupo: derrotar a Al-Assad para crear un estado regido bajo la ley de la sharia (ley islámica). El mayor temor de la Casa Blanca es que un fortalecimiento cada vez mayor de Al-Qaeda genere desestabilización en una región convulsionada, sobre todo en Irak y el Líbano..

     

  7. Almeida

    21 de janeiro de 2014 6:58 am

    “O capitalismo sustentável é uma contradição em seus termos”

    “O capitalismo sustentável é uma contradição em seus termos” diz Eduardo Viveiros de Castro

    Crítico feroz do neoliberalismo, de seus ícones e verdades, de suas políticas de “crescimento” que destroem a natureza, do consumo que empobrece as vidas, do Estado que as administra (não sem constrangimentos) e da esquerda (conservadora e antropocêntrica). “A felicidade, diz, tem muitos outros caminhos”.

    Enquanto esperamos que a Tinta Limón Ediciones termine a edição (mais ou menos alterada) do livro de entrevistas com Eduardo Viveiros de Castro, o sítio Lobo Suelto! convida  à leitura da última – muito transcendental – conversa com o antropólogo brasileiro.

    A entrevista é de Julia Magalhães, publicada por Lobo Suelto!, 04-12-2013. A tradução é do Cepat.

    Fonte: http://goo.gl/p4a01c

    Eis a entrevista.

    Qual é a sua percepção acerca da participação política da sociedade brasileira?

    Prefiro começar com uma “des-generalização”: vejo a sociedade brasileira profundamente dividida em relação à visão sobre o país e seu futuro. A ideia de que existe “um” Brasil – no sentido de que as ideias de “unidade” e “brasilidade” não são triviais – parece uma ilusão politicamente conveniente (para os setores dominantes), mas antropologicamente equivocada. Há, pelo menos, dois ou muito mais “Brasis”.

    O conceito geopolítico de estado-nação unificado não é descritivo, mas normativo. Há rachaduras profundas na sociedade brasileira. Há setores da população com uma vocação conservadora enorme, que não necessariamente compreendem uma classe específica, apesar de que as chamadas “classes médias”, ascendentes ou descendentes, estão bem representadas aqui. Grande parte da chamada “sociedade brasileira” – temo que seja a maioria – se sentiria muito satisfeita com um regime autoritário, especialmente se conduzido midiaticamente por uma autoridade paternal de personalidade forte. Mas, esta é uma das coisas que a minoria liberal que existe no país – e, inclusive, é uma certa minoria “progressista” – prefere manter-se envolta em um silêncio constrangedor. Repete-se o tempo todo, e para qualquer propósito, que o povo brasileiro é democrático, “cordial” e amante da liberdade e da fraternidade, o que é uma ilusão muito perigosa.

    É assim que vejo a “participação política do povo brasileiro”: como a de um povo fragmentado, dividido, polarizado. Uma polarização que não necessariamente condiz com as divisões políticas (partidos oficiais etc.). O Brasil segue como uma sociedade visceralmente escravocrata, obstinadamente racista e moralmente covarde. Enquanto não nos darmos conta deste inconsciente, não iremos “em frente”.

    Em outras ocasiões, fui claro: insurreições esporádicas e uma certa indiferença pragmática em relação aos poderes constituídos, é o que se evidência entre os mais pobres – ou os mais alheios ao drama montado pelos setores de cima, na escala social – que inspiram modestas utopias e moderado otimismo por parte daqueles que a história situou na confortável posição de “pensar o Brasil”. Nós, em suma.

    O que é necessário para mudar isto?

    Falar, resistir, insistir, olhar além do imediato. E, obviamente, educar. Mas, não “educar o povo” (como se a elite fosse muito educada e devesse – ou pudesse – conduzir o povo até um nível intelectual superior), mas criar as condições para que as pessoas se eduquem e acabem educando a elite – e, quem sabe, inclusive, se livrem dela.

    O panorama da educação do Brasil é, hoje, o de um deserto. Um deserto! E não vejo nenhuma iniciativa consistente para tentar cultivar neste deserto. Pelo contrário, tenho pesadelos de conspirações, em que sonho que os projetos de poder não se interessam realmente em modificar o panorama da educação do Brasil: domesticar a força de trabalho – se é isto que está se tentando (ou planejando) – não é, de nenhuma maneira, o mesmo que educar.

    Isto é apenas um pesadelo, obviamente: não é assim, não pode ser assim… Espero que não seja assim. Mas o fato é que não se vê uma iniciativa para mudar a situação. Considerando a espetacular abertura de dezenas de universidades sem a mínima infraestrutura física (para não falar de boas bibliotecas, um luxo quase impensável no Brasil), enquanto a escola secundária segue muito deficitária, com professores que ganham uma miséria, com as greves dos professores universitários reprimidas, como se fossem ladrões. A “falta” de educação – que é uma forma de instrução muito particular e perversa, imposta de cima para baixo – é talvez o principal fator responsável pelo conservadorismo reacionário de grande parte da sociedade brasileira. Por fim, é urgente uma reforma radical da educação brasileira.

    Em “A floresta e a escola”, Oswald de Andrade sonhava. Infelizmente, parece que já deixamos de ter uma e ainda não temos a outra. Pois sem escola, já não cresce a floresta.

    Por onde se começa a reforma da educação?

    Começa-se de baixo, é claro, a partir da escola primária. A educação pública deveria ter uma política unificada, orientada a partir de uma – com perdão da expressão – “revolução cultural”. Ela não será alcançada através da redistribuição da renda (ou melhor, com o aumento da quantidade de migalhas que caem da mesa dos ricos) apenas para comprar um televisor e para assistir ao BBB, e ver a mesma merda. Não é assim que se redistribui a cultura, a educação, a ciência e a sabedoria. Deve-se oferecer ao povo as condições de fazer cultura ao invés de consumir aquela produzida “para” eles.

    Está havendo uma melhora nos níveis de vida dos mais pobres, e talvez também nos da velha classe média. Uma melhora que vai durar todo o tempo em que a China continuar comprando do Brasil ao invés de comprar da África. Mas, apesar da melhora no chamado “nível de vida”, não vejo nenhuma melhora real na qualidade de vida, na vida cultural ou espiritual, se me permite usar essa palavra arcaica. Pelo contrário. Será que é necessário destruir as forças vivas, naturais e culturais das pessoas, do povo brasileiro de instrução, para construir uma sociedade economicamente mais justa? Duvido.

    Neste cenário, atualmente, quais são os temas capazes de mobilizar a sociedade brasileira?

    Vejo a “sociedade brasileira” magnetizada – ao menos em termos de sua autorrepresentação normativa, por parte dos meios de comunicação – por um patriotismo oco, uma espécie de besta orgulhosa, deslumbrados pela certeza de que, de uma vez por todas, o mundo se inclinou frente ao Brasil. Copa do Mundo, Jogos Olímpicos… Não vejo mobilização acerca de temas urgentíssimos, como poderiam ser o da educação e da redefinição da nossa relação com a terra, quer dizer, com o que há debaixo do território. Natureza e cultura, enfim, que agora se encontram, não apenas, mediadas, midiatizadas, pelo mercado, mas mediocrizadas por ele. O Estado se uniu ao Mercado contra a natureza e a cultura.

    E estas questões não mobilizam?

    Existe certa preocupação da opinião pública por questões ambientais, um pouco mais do que em relação às questões da educação, o que não deixa de ser algo para se lamentar, pois as duas vão juntas. Contudo, tudo me parece “too little, too late”: muito pouco e muito tarde. Está se demorando tempo demais para difundir a consciência ambiental. Uma conscientização que o planeta requer, com absoluta urgência, de todos nós. E esta inércia se traduz na escassa pressão sobre os governos, corporações e empresas que apenas investem nesse conto chinês do “capitalismo verde”. Em particular, evidencia-se muito pouca pressão sobre as grandes empresas, sempre distraídas e incompetentes quando se trata do problema da mudança climática.

    Não se vê a sociedade realmente mobilizada, por exemplo, por Belo Monte, uma monstruosidade provada e comprovada, mas que conta com o apoio desinformado (é o que se deduz) de uma parte significativa da população do sul e do sudeste, para onde irá a maior parte da energia que não for vendida – a um preço extremamente barato – para multinacionais de alumínio fazerem latas de saquê – no baixo Amazonas – para o mercado asiático.

    Necessitamos de um discurso político mais agressivo em relação às questões ambientais. É necessário, sobretudo, falar com as pessoas, chamar a atenção a respeito de que o saneamento básico é um problema ambiental, de que a dengue é um problema ambiental.  Não se pode separar a dengue do desmatamento e do saneamento. Temos que convencer aos mais pobres de que melhorar as condições ambientais é assegurar as condições de existência das pessoas.

    No entanto, a esquerda tradicional, como está sendo demonstrado, apresenta-se completamente inútil para articular um discurso sobre os temas ambientais. Quando suas cabeças mais pensantes falam, parece haver a sensação de estar “indo para trás”, tratando desastradamente de capturar e de reduzir um tema novo ao já conhecido, um problema muito real que não está em seu DNA ideológico e filosófico. Mesmo quando a esquerda não se alinha com o insustentável projeto “ecocida” do capitalismo, revela sua origem comum a este, com as névoas e obscuridades da metafísica antropocêntrica do cristianismo.

    Enquanto continuarmos sustentando que melhorar a vida das pessoas é lhes dar mais dinheiro para comprar uma televisão, ao invés de melhorar o saneamento, abastecimento de água, saúde e educação primária, nada mudará. Escuta-se o governo dizer que a solução é consumir mais, mas não se percebe a menor ênfase para abordar estes aspectos literalmente fundamentais da vida humana nas condições do presente século.

    Isto não significa, obviamente, que os mais favorecidos pensem melhor e que possam ver além dos mais pobres. Não há nada mais estúpido que estas Land Rovers que vemos em São Paulo ou no Rio de Janeiro, andando com adesivos do Greenpeace, de slogans ecológicos, coladas no para-brisa. As pessoas vão às ruas nestes 4×4 e bebem um diesel venenoso… Gente que pensa que o contato com a natureza é fazer um Rally no Pantanal…

    É uma questão difícil: falta educação básica, falta o compromisso dos meios de comunicação, falta agressividade política no tratamento da questão do meio ambiente.

    E sempre que se pensa que existe um problema ambiental, algo que está longe de ser o caso dos governantes atuais, estes mostram, ao contrário, e, por exemplo, a preocupação em formar jovens que possam manobrar com segurança e, ao mesmo tempo, mantém firme sua aposta no transporte individual, em carros, em uma cidade como São Paulo, em que já não cabe nem uma agulha. Um governo que não se cansa de se orgulhar pela quantidade de carros produzidos por ano. É absurdo utilizar os números da produção de veículos como um indicador de prosperidade econômica. Essa é uma proposta podre, uma visão estreita e uma proposta muito empobrecedora para o país.

    Você está dizendo que os apelos ao consumo vêm do próprio governo, mas também há um apelo muito forte procedente do mercado. Como avalia isto?

    O Brasil é um país capitalista periférico. O capitalismo industrial-financeiro é visto por quase todo o mundo como uma evidência palpável, o modo inevitável em que se vive no mundo atual. Diferentemente de alguns companheiros de caminhada, eu entendo que o capitalismo sustentável é uma contradição em seus termos. E que nossa atual forma de vida econômica é realmente evitável. Então, simplesmente, nossa forma de vida biológica (quer dizer, a espécie humana) não será mais necessária e a Terra irá favorecer outras alternativas.

    As ideias de crescimento negativo, ou de objeção ao crescimento, ou a ética da suficiência são incompatíveis com a lógica do capital. O capitalismo depende do crescimento contínuo. A ideia de manter certo nível de equilíbrio em relação ao intercâmbio de energia com a natureza não se ajusta na matriz econômica do capitalismo.

    Este impasse, gostemos ou não, será “resolvido” pelas condições termodinâmicas do planeta em um período muito mais curto do que pensávamos. As pessoas fingem não saber o que está se passando, preferem não pensar nisso, mas o fato é que temos que nos preparar para o pior. E o Brasil, pelo contrário, sempre se prepara para o melhor. Este otimismo nacional frente a uma situação planetária é extremamente preocupante, assim como perigoso… E a aposta de que vamos bem dentro do capitalismo é um tanto ingênua, se não desesperada…

    O Brasil segue como um país periférico, uma plantação “high tech” que abastece com matérias-primas o capitalismo central. Vivemos de exportar nossa terra e nossa água em forma de soja, açúcar, carne bovina, para os países industrializados: são estes quem têm a última palavra, os que controlam o mercado. Estamos bem neste momento, mas de modo nenhum em condições de controlar a economia mundial. Se a coisa muda um pouco para um lado ou para o outro, o Brasil simplesmente pode perder esse lugar no qual se encontra hoje. Para não mencionar, claro, o fato de que estamos vivendo uma crise econômica mundial que se tornou explosiva em 2008, que está longe de terminar e que ninguém sabe aonde irá parar. O Brasil, neste momento de crise, é uma espécie de contracorrente do tsunami, mas quando a onda quebrar vai molhar muita gente. Deve-se falar sobre estas coisas.

    E como você avalia a macropolítica em relação a esta realidade, as políticas macroeconômicas, com as realidades rurais do Brasil, os indígenas ribeirinhos?

    O projeto de Brasil, que tem a atual coalizão do governo sob o mando do Partido dos Trabalhadores (PT), considera os ribeirinhos, os indígenas, os campesinos, os quilombolas como pessoas com atraso, um atraso sociocultural, e que devem ser conduzida para outro estado. Esta é uma concepção tragicamente equivocada. O PT é visceralmente paulista, o projeto é uma “paulistização” do Brasil. Transformar o interior do país em um país de fantasia: muita festa de peão de vaqueiro, caminhonetes 4×4, muita música country, botas, chapéus, rodeios, touros, eucaliptos, gaúchos. E do outro lado, cidades gigantescas e impossíveis como São Paulo.

    O PT vê a Amazônia brasileira como um lugar para civilizar, para domar, para obter benefícios econômicos, para capitalizar. Em uma lamentável continuidade entre a geopolítica da ditadura e a do governo atual, este é o velho “bandeirantismo” que hoje faz parte do projeto nacional. Mudaram as condições políticas formais, mas a imagem do que é ou deveria ser a civilização brasileira, daquilo que é uma vida digna de ser vivida, do que é uma sociedade que está em sintonia consigo mesmo, é muito, muito similar.

    Estamos vendo hoje uma ironia muito dialética: o governo, liderado por uma pessoa perseguida e torturada pela ditadura, realizando um projeto de sociedade que foi adotado e implementado por esta mesma ditadura: a destruição da Amazônia, a mecanização, a “transgenização” e a “agrotoxicação” da agricultura, migração induzida pelas cidades.

    E por detrás de tudo isso, certa ideia de Brasil que se vê, no início do século XXI, como se devesse ser, ou como se fosse, o que os Estados Unidos eram no século XX. A imagem que o Brasil tem de si mesmo é, em vários aspectos, aquela projetada pelos Estados Unidos nos filmes de Hollywood nos anos 50: muitos carros, muitas autopistas, muitas geladeiras, muitas televisões, todo mundo feliz. Quem pagou por tudo isso? Entre outros, nós. Quem irá nos pagar agora? A África, outra vez? Haiti? Bolívia? Para não falar da massa de infelicidade bruta gerada por esta forma de vida (e de quem se enriquece com isto).

    Isto é o que vejo com tristeza: cinco séculos de maldade continuam aí. Sarney é um capitão hereditário, como os que vieram de Portugal para saquear e devastar a terra dos índios. Nosso governo “de esquerda” governa com a permissão da oligarquia e necessita destes capangas para governar. Pode-se fazer várias coisas, desde que a melhor parte fique com ela. Toda vez que o governo ensaia uma medida que a ameaça, o Congresso – que sabemos como é eleito –, a imprensa bombardeia, o PMDB sabota.

    Há uma série de becos para os quais eu não vejo saída ou que não têm saída no jogo da política tradicional, com suas regras. Vejo um caminho possível pelo lado do movimento social – que hoje está desmobilizado. Mas, se não for pelo lado do movimento social, seguiremos vivendo neste paraíso subjetivo de que um dia tudo vai ficar bem. O Brasil é um país dominado politicamente pelos grandes proprietários de terra e grandes empreiteiros que jamais sofreram uma reforma agrária e ainda dizem que atualmente não é mais necessário fazê-la.

    Acredita que as coisas começarão a mudar quando chegarmos a um limite?

    É provável que a crise econômica mundial afete ao Brasil em algum momento próximo. Contudo, o que vai ocorrer, com certeza, é que o mundo vai passar por uma transição ecológica, climática e demográfica muito intensa durante os próximos 50 anos, com epidemias, fome, secas, catástrofes, guerras, invasões. Estamos vendo como as condições climáticas mudaram muito mais rápido do que pensávamos. E há grandes possibilidades de desastres, de perdas de colheitas, de crises alimentares. Neste meio tempo, hoje em dia, o Brasil até se beneficia, mas um dia a fatura irá chegar. Climatologistas, geofísicos, biólogos e ecologistas são profundamente pessimistas sobre o ritmo, as causas e consequências da transformação das condições ambientais em que se desenvolve a vida atual da espécie. Por que deveríamos ser otimistas?

    Acredito que se deve insistir que é possível ser feliz sem ficar hipnotizado por este frenesi de consumo que os meios de comunicação impõem. Não sou contrário ao crescimento econômico no Brasil, não sou tão estúpido para pensar que tudo se resolveria mediante a distribuição do dinheiro de Eike Batista entre os agricultores do nordeste semiárido ou cortando os subsídios à classe política-mafiosa que governa o país. Não que não seja uma boa ideia. Sou contrário, isto sim, ao crescimento da “economia” do mundo, e sou a favor de uma redistribuição das taxas de crescimento. E também sou, obviamente, a favor de que todos possam comprar uma geladeira e, por que não, uma televisão. Sou a favor de uma maior utilização das tecnologias solar e eólica. E estaria encantado em deixar de dirigir o carro, se pudéssemos trocar este meio de transporte absurdo por soluções mais inteligentes.

    E como vê os jovens neste contexto?

    É muito difícil falar de uma geração a qual não se pertence. Nos anos 1960, tínhamos ideias confusas, mas ideais claros: pensávamos que poderíamos mudar o mundo e imaginávamos que tipo de mundo queríamos. Acredito que, em geral, os horizontes utópicos têm retrocedido enormemente.

    Algum movimento recente no Brasil ou no mundo chamou a sua atenção?

    No Brasil, a aceleração difusa do que poderíamos chamar de uma cultura “agro-sulista”, tanto da direita quanto da esquerda, pelo interior do país. Vejo isto como a consumação do projeto de branqueamento da nacionalidade, deste modo muito peculiar da elite governante no poder acertar as contas com seu próprio passado (passado?) escravista.

    Outra mudança importante é a consolidação de uma cultura popular vinculada ao movimento evangélico popular. O evangelismo da Igreja Universal do Reino de Deus associa, por certo, a religião ao consumo.

    O como você vê o surgimento das redes sociais, nesse contexto?

    Essa é uma das poucas coisas a respeito das quais sou muito otimista: o relativo e progressivo enfraquecimento do controle total dos meios de comunicação de cinco ou seis conglomerados midiáticos. Esse enfraquecimento está muito vinculado à proliferação das redes sociais, que são grande novidade na sociedade brasileira e que estão contribuindo para que circule um tipo de informação que não tinha lugar na imprensa oficial. E estão habilitando formas, antes impossíveis, de mobilização. Há movimentos inteiramente produzidos pelas redes sociais, como a marcha contra a homofobia, o churrasco da “gente diferenciada”, os diversos movimentos contra Belo Monte, a mobilização pelas florestas.

    As redes são nossa saída de emergência frente à aliança mortal entre o governo e os meios de comunicação. São um fator de desestabilização – no melhor sentido da palavra – do poder dominante. Se puder ocorrer alguma mudança importante na cena política, acredito que será através da mobilização pelas redes sociais.

    E por isso se intensificam as tentativas de controlar estas redes, em todo o mundo, por parte do poder constituído. Contudo, controlar o acesso é um instrumento vergonhoso, como o caso do “projeto” da banda larga brasileira, que parte do reconhecimento de que o serviço será de baixa qualidade. Uma decisão tecnológica e política antidemocrática e antipopular, equivalente ao que se faz com a educação: impedir que a população tenha acesso pleno à circulação das produções culturais.

    Parece, às vezes, que haveria uma conspiração para evitar que os brasileiros tenham uma boa educação e um acesso à Internet de qualidade. Essas duas coisas andam de mãos dadas e têm o mesmo efeito, que é o aumento da inteligência social que, diga-se de passagem, é necessário vigiar com muito cuidado.

    Você imagina um novo modelo político?

    Um amigo que trabalhava no Ministério do Meio Ambiente, na época de Marina Silva, criticava-me dizendo que meu discurso, feito à distância do Estado, era romântico e absurdo, que tínhamos que tomar o poder. Eu respondia que, se tomássemos o poder, tínhamos que, sobretudo, saber como mantê-lo depois, pois aí é que a coisa se complica. Não tenho um desenho, um projeto político para o Brasil, eu não pretendo saber o que é melhor para o povo brasileiro em geral, e em seu conjunto. Só posso expressar minhas preocupações e indignações, apenas aí é que me sinto seguro.

    Penso, de qualquer forma, que se deve insistir na ideia de que o Brasil tem – ou a esta altura tinha – as condições geográficas, ecológicas, culturais para desenvolver um novo estilo de civilização, que não seja uma cópia empobrecida do modelo da América do Norte e da Europa. Poderíamos começar a experimentar, timidamente, algum tipo de alternativa aos paradigmas tecno-econômicos desenvolvidos na Europa moderna.

    Todavia, imagino que se algum país do mundo irá fazer isso, esse país é a China. É certo que os chineses têm 5.000 anos de história cultural praticamente contínua e o que nós temos para oferecer são apenas 500 anos de dominação europeia e uma triste história de etnocídio, deliberado ou não. Ainda assim, é imperdoável a falta de inventividade da sociedade brasileira – ao menos de sua elite política e intelectual – que já perdeu várias ocasiões de gerar soluções socioculturais – tal como o povo brasileiro historicamente ofereceu – e articular, assim, uma civilização brasileira minimamente diferente da que propõem os comerciais de televisão.

    Temos que mudar completamente e, primeiramente, a relação secularmente depredadora da sociedade nacional com a natureza, com a base físico-biológica de sua própria nacionalidade. Já é hora de começar uma nova relação com o consumo, menos ansioso e mais realista frente à situação de crise atual. A felicidade tem muitos outros caminhos.

    1. Sérgio Ouro Preto

      21 de janeiro de 2014 9:28 am

      Creio que a  agricultura

      Creio que a  agricultura sustentável seja uma contradição em seus termos:

      http://www.patternliteracy.com/203-is-sustainable-agriculture-an-oxymoron

  8. Gunter Zibell - SP

    21 de janeiro de 2014 7:16 am

    Mãos sujas: homofobia mata!

    Eu sei que os colegas não gostam que se fale de homofobia. Menos ainda das implicações disso com o governo. Muito menos gostarão de um artigo do PSoL a respeito (que, oxalá, fará mais deputados este ano.)

    Mas é necessário romper algumas barreiras e radicalizar um pouco. Pela indignação também pode acontecer evolução, não?

    As pessoas podem entender que, sim, governos e partidos cometem erros, e que eles podem parecer horríveis a várias pessoas, ainda que para o resto do Mundo tudo pareça cor-de-rosa.

    Podem entender que, sim, é válido ser oposição se alguém não se sente representado.

    Oras, poder e discursos únicos são para ser confrontados. Não fosse assim para que redemocratização e pluripartidarismo?

    Pode até existir a “história oficial” de que “não há problema”.

    Mas tal história convive com imensos problemas. Se alguém pensa que não lhe afeta, quer por desconhecimento quer por não ser o alvo, é ilusão.

    Problemas não somem por não falarmos deles, apenas se agravam. E, mais cedo ou mais tarde, pela esquerda ou pela direita, alguém se importará.

    x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x

    http://www.psol50.org.br/site/artigos-e-entrevistas/614/maos-sujas-homofobia-mata

    por Daniel Jacó e Fábio Felix

    Uma morte banal. Um corpo numa rua em São Paulo. Depois por dias sem identificação no IML. Desfigurado. Sem dentes. Com uma barra de ferro atravessada em uma das pernas. Com dedos quebrados. Mais um “indigente.” Só mais um.

     
    Matamos nossos gays porque eles nos assustam. Lembram-nos que a casinha perfeita papai e mamãe não é a única casa. Estão aí pra avisar que sexualidade é espontânea mas não é natural. Pra avisar que possuir um pinto não garante o domínio sobre uma casa, sobre uma mulher, sobre uma cultura. Pra mostrar que estamos todxs travestidxs, brincando papéis de gênero decadentes e os negociando. E isso assusta muito homem. Assusta a ponto de torturarmos. Assusta a ponto de matarmos.
     
    Matarmos. Nós o matamos, sim.
     
    Mais um jovem gay assassinado, em meio a tantas travestis torturadas, lésbicas espancadas, casais do mesmo sexo agredidos verbal e fisicamente. A barbárie que nos amarra na institucionalidade da conveniência e da inoperância. Se não há sangue em nossas mãos, é porque as lavamos.
     
    Talvez não sejamos culpados, mas somos certamente responsáveis. Mantemos os gays reféns. Todas as políticas voltadas ao combate a homofobia são rifadas – sejam políticas protetivas com dimensão educacional, como o Kit Escola Sem Homofobia, sejam elas punitivas, como o PLC 122 (que criminaliza a homofobia), permanecem paradas, enquanto milhares de homossexuais, travestis, transexuais e trangêneros continuam reféns da violência simbólica, psicológica e física explicita de uma sociedade que tem medo de liberar sua sexualidade, e que mata quem quer ouse liberar sua própria.
     
    Nossos destinos são negociados no submundo do Congresso Nacional e nossas vidas são rifadas por coligações e governabilidade. “Mas eles têm o direito de não concordar com a prática de vocês”. E as mãos são lavadas.
     
    O Governo de Dilma – PT abandonou o movimento LGBT para manter um elo com os setores religiosos mais atrasados. Governabilidade. Em termos leigos, para manter o poder mesmo – em troca de jogar no ralo os direitos de milhões de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais brasileirxs.
     
    Na Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República é mantida uma Coordenação LGBT. Mas pra quê? Se não conseguimos nenhum avanço via Executivo? Sua influência nas decisões, nos rumos e nas disputas da política pública brasileira é quase nula. A prioridade foi escolhida: manter as alianças para a governabilidade conservadora e contribuir para os retrocessos.
     
    Ontem, ao ler a matéria e assistir ao vídeo da morte de Kaique, de 16 anos, negro, no início de sua vida, nos indignamos profundamente com o descaso das instituições e com a forma como é tratada a história de vida das pessoas. Cadáver desfigurado. Sem dentes. Com uma barra de ferro atravessada um uma das pernas. Com dedos quebrados. Pra Polícia de São Paulo, um suicida.

    Este caso junto como tantos outros, deve nos fazer refletir sobre o apartheid de classe, raça, gênero e orientação sexual existente em nossa sociedade. A necessidade de superação de uma sociedade profundamente desigual e discrimatória que hierarquiza a cada segundo as pessoas por suas condições de existência.
     
    O nosso grande desafio é construir uma nova cultura social de respeito à diversidade e a livre expressão da sexualidade. Não há como conviver com a violência, a apatia patrocinada por nossos governantes e por setores tão conservadores das religiões mais atrasadas. Aqueles que dizem pregar o “amor” lutam cotidianamente contra a criminalização da homofobia, se articulam contra os direitos das relações homoafetivas. O falso discurso do “amor” acaba se transformando em ódio, sangue e morte!
     
    Precisamos limpar nossas lágrimas, e transformar nossa indignação em ação política coletiva e organizada, tanto para denunciar o tamanho da violência que nossas instituições praticam quando se silenciam quanto para nos sentirmos parte do mesmo corpo que sofre todos os dias a ausência de vida em totalidade e de direitos e plenitude.
     
    Superar a homofobia é uma transformação cultural profunda que exige assumir responsabilidade. Exige ver as lutas com clareza. Exige, acima de tudo, que não lavemos nossas mãos.

     

     

     

  9. Gunter Zibell - SP

    21 de janeiro de 2014 7:26 am

    Apesar de integração, desigualdade com mulheres persiste na A.L.

    http://economia.terra.com.br/apesar-de-integracao-desigualdade-com-mulheres-persiste-na-a-latina,9b096289ae0b3410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

    Apesar de integração, desigualdade com mulheres persiste na A. Latina

    A maior incorporação da mulher ao mercado de trabalho nas últimas décadas não foi causada pela diminuição das diferenças salariais e de qualidade dos empregos na América Latina, revelou nessa segunda-feira um estudo realizado por cinco agências da ONU.

     

    “Apesar da maciça incorporação feminina à força de trabalho nas últimas décadas no continente, persistem as diferenças de gênero e o trabalho precário continua sendo principalmente feminino”, indicou o relatório.

     

    As mulheres estão sub-representadas em ocupações de menor qualidade e maior informalidade, demonstrado pelos números, que mostram que 54% está em ocupações informais, e 48% dos homens, segundo o documento.

     

    “As desigualdades são consequência direta das perspectivas tradicionais sobre o lugar e o papel que devem ocupar as mulheres na sociedade, baseadas em preconceitos e discriminações”, acrescentou.

     

    A Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e ONU Mulheres foram as encarregadas de realizar a pesquisa sobre a qualidade do trabalho feminino na região.

     

    À margem do diagnóstico, o relatório faz uma série de recomendações para diminuir as desigualdades de gênero presentes em praticamente todos os países latino-americanos.

     

    Para se abordar eficazmente a desigualdade os esforços e recursos devem se concentrar em políticas públicas orientadas para as mulheres, “pois são elas as mais vulneráveis à pobreza, que recebem os salários mais baixos e que, ao mesmo tempo, os destinam em maior medida ao bem-estar familiar”.

     

    E indicou a necessidade de criar “um entorno social no trabalho que contribua para prevenir a discriminação contra as mulheres, proteger os direitos das mulheres migrantes e melhorar as condições trabalhistas para o trabalho doméstico”, entre outras políticas.

     

    Os governos, segundo o relatório, “se deixado ao seu livre arbítrio, essas desigualdades tendem mais a se perpetuar no tempo que a se dissolver, tanto em cenários adversos como favoráveis de crescimento econômico”, apontou o relatório.

  10. Gunter Zibell - SP

    21 de janeiro de 2014 7:32 am

    Globo: mulheres podem beijar na boca; gays seguem amordaçados

    http://diversao.terra.com.br/tv/bbb/espiao-bbb14/blog/2014/01/20/na-globo-mulheres-podem-beijar-na-boca-gays-continuam-amordacados/

    As sisters Clara e Vanessa deram beijo durante festa no Big Brother Brasil 14

    A Globo adora gays. É o que se conclui ao perceber que, nos últimos dez anos, a maioria das novelas das 19h e 21h apresentou personagens masculinos homossexuais. Em uma única trama, ‘Paraíso Tropical’ (2007), existiam dois casais. Em outro folhetim, ‘Insensato Coração’, o número de gays chegou a quase dez. Não foi mera coincidência. As duas novelas foram escritas por Gilberto Braga. O autor é assumidamente homossexual. Aliás, ele acaba de ficar noivo de seu companheiro, o decorador Edgard Moura Brasil, com quem vive há 30 anos.

    Apesar de a bandeira da diversidade estar fincada no horário nobre da emissora, a cúpula global nunca permitiu a exibição de um beijo na boca entre dois homens. Agora os olhos do país se voltam para Félix e Niko em ‘Amor à Vida’. O autor Walcyr Carrasco, bissexual declarado, teria recebido carta branca da direção da emissora para ressaltar o final feliz do casal com um beijo. Verdade ou mentira, saberemos somente no dia 31, quando a novela termina. 

    Já o beijo entre mulheres não é exatamente um tabu na Globo. Exemplo disso é a exibição no último domingo, por volta de 11 da noite, do beijão das sisters Clara e Vanessa numa festa do BBB14. Duas loiras bonitas se beijando é uma imagem recorrente na galeria de fetiches da maioria dos heterossexuais. Será por isso que é aceito com maior naturalidade e exibido sem alarde na TV, ao contrário do boca a boca entre dois homens? E se, ao invés de duas sisters, o beijo tivesse acontecido entre dois brothers? A Globo exibiria a cena? 

    Há chance desse beijo gay masculino acontecer nesta edição do reality show. O empresário Vagner é homossexual de carteirinha e crachá. Solteiro, parece disposto a se divertir muito no confinamento. O cozinheiro Rodrigo, o Portuga, é do tipo sem preconceito. Logo nas primeiras horas dentro da casa, se mostrou aberto às experiências: “Trabalho com muitos gays, eles vêm com brincadeiras comigo. Às vezes um vem e me dá um selinho na boca”. Em outro momento da conversa, o pernambucano não descartou ficar com outro homem diante das câmeras do BBB: “Eu não pretendo (beijar um homem), mas…”. Esse ‘mas’ ainda pode surpreender.

    A liberação do beijo gay na teledramaturgia da Globo quase aconteceu em ‘América’, de 2005. A cena entre os peões Junior (Bruno Gagliasso) e Zeca (Erom Cordeiro) foi gravada. A direção da novela tomou o cuidado de registrar diferentes intensidades de beijo. Optou-se por um encontro de lábios calmo e romântico. Porém, a sequência foi vetada horas antes de ir ao ar no último capítulo da trama. Na época, a autora Gloria Perez expressou publicamente frustração com a censura interna.

    Para não cometer imprecisão, é importante lembrar que dois homens já tocaram sim os lábios em uma novela global. Porém foi um selinho pueril. Aconteceu em ‘Um Sonho a Mais’, trama das 7 produzida em 1985. Ney Latorraca, vestido como Anabela Freire (um disfarce de seu personagem hétero Volpone), deu uma bitoca no iludido Pedro Ernesto (Carlos Kroeber), que acreditava estar diante de uma mulher. Foi tão caricatural que não chocou. 

    Em novela da Globo, o beijo gay feminino mais lembrado é o de Clara (Aline Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli) em ‘Mulheres Apaixonadas’, escrita por Manoel Carlos. Não foi ‘aquele’ beijo. As duas também deram um selinho angelical, numa encenação de ‘Romeu e Julieta’, de Shakespeare. Como em ‘Um Sonho a Mais’, recorreu-se à ficção dentro da ficção para amenizar o impacto da demonstração afetiva entre pessoas do mesmo sexo.

    Manoel Carlos volta ao tema do amor entre mulheres em sua nova novela, ‘Em Família’. A dona de casa Clara (Giovanna Antonelli) vai trocar um casamento entediante com Cadu (Reynaldo Gianecchini) pela paixão por Marina (Tainá Müller). Em várias entrevistas, o autor confirmou a possibilidade de escrever um beijo entre as duas. Outro selinho à vista? Ou a Globo será liberal como o SBT, que mostrou um beijo com ‘b’ maiúsculo entre Luciana Vendramini e Gisele Tigre em ‘Amor e Revolução’?

    A minissérie ‘A Teia’, a partir do dia 28, na Globo, terá cenas quentes entre duas mulheres. Ou seja, em minissérie e no Big Brother, pode. Na novela, não pode. Enquanto a ficção da Globo mostra selinhos tímidos entre mulheres e mantém amordaçada a boca dos gays masculinos, emissoras de outros países já liberaram geral. Na vizinha Argentina, a novela ‘Farsantes’, do Canal 13, exibiu o beijo entre dois advogados que se apaixonaram na convivência do escritório. Em Portugal, a versão local de ‘Dancin´Days’, no canal SIC, mostrou o final feliz — com direito a casamento e beijo — de um pai de família com vida dupla que se assumiu gay após se apaixonar por outro homem. 

    Aqui, por enquanto, os gays das novelas só podem dar ‘beijinho no ombro’, como canta a funkeira Valesca Popozuda, musa do movimento GLBT.

  11. BRAGA-BH

    21 de janeiro de 2014 10:56 am

    PRISÃO DE JORNALISTA EM MG: A FACE CRUEL DO ESTADO DE EXCEÇÃO

    PRISÃO DE JORNALISTA EM MG: A FACE CRUEL DO ESTADO DE EXCEÇÃO

           A prisão do jornalista Marco Aurélio Carone, diretor proprietário do NOVO JORNAL, ocorrida hoje revela a face mais cruel do “Estado de Exceção” implantado em Minas Gerais desde 2003.

           A prisão realizada estaria “amparada no requisito da conveniência da instrução criminal, já que em liberdade poderá forjar provas, ameaçar e intimidar testemunhas, além de continuar a utilizar o seu jornal virtual para lançar informações inverídicas”, segundo trecho do despacho da juíza Maria Isabel Fleck.

           Ora, afirma-se que um dos motivos da prisão seria evitar que ele utilizasse de seu jornal virtual para veicular supostas informações inverídicas. Se isso não for censura prévia, o que mais será? E o que é pior: a arma para se efetivar essa ação preventiva seria a prisão do acusado? Logo, todo e qualquer profissional de imprensa que ousar veicular informações previamente consideradas inverídicas pela Justiça ou pelo Ministério Público estão sob ameaça concreta em Minas Gerais. 

            Não há trânsito em julgado de qualquer ação incriminando o diretor proprietário do referido jornal virtual ou mesmo daquele que seria seu suposto aliado nas ditas “acusações inverídicas”: Nilton Monteiro, conhecido por divulgar a Lista de Furnas, que – por sua vez – já foi considerada autêntica pela PF e, inclusive, já instruiu processos sobre o rumoroso caso envolvendo lideranças do alto tucanato.

           O bloco parlamentar Minas Sem Censura registra aqui duas preocupações essenciais: uma é a prática de cerceamento da liberdade de imprensa, agora – de forma inédita – corroborada pelo MP e pelo Judiciário; outra é o claro foco político envolvendo personagens que criticam, denunciam e envolvem agentes políticos diversos.

           O Minas Sem Censura apresentará requerimento à Comissão de Direitos Humanos da ALMG para a discussão e apuração, nesta Casa Legislativa, do grave fato que representa essa prisão. Serão convocados os representantes do MP, da autoridade policial que efetivou as prisões, do Novo Jornal e  Sindicato dos Jornalistas.

     

    Belo Horizonte, 20/01/2014

     Sávio Souza Cruz            Rogério Correia

  12. BRAGA-BH

    21 de janeiro de 2014 7:12 pm

    MP abre inquérito civil contra Kassab

     

    MP abre inquérito civil contra Kassab, suspeito de receber fortuna da Controlar
    Comentários 45

    Fabiana Maranhão
    Do UOL, em São Paulo

    21/01/201414p8 > Atualizada 21/01/201414p0

    Ex-prefeito é acusado de receber dinheiro da Controlar, empresa responsável pela inspeção veicular na capital paulista; Kassab negou acusação

    Ex-prefeito é acusado de receber dinheiro da Controlar, empresa responsável pela inspeção veicular na capital paulista; Kassab negou acusação

    O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) abriu nesta segunda-feira (20) inquérito civil para investigar denúncia de que o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) recebeu dinheiro da Controlar, empresa responsável pela inspeção veicular na capital paulista, e que o dinheiro ficou guardado em seu apartamento.

    O procedimento foi instaurado pelo promotor César Dario, da promotoria de Patrimônio Público e Social. Um inquérito criminal também deve ser aberto, segundo o MP. O promotor responsável ainda não foi designado pela Procuradoria-Geral de Justiça.

    Dario vai investigar as acusações feitas na semana passada por uma testemunha, identificada apenas como “Gama”, que afirma ter ouvido do auditor fiscal Ronilson Bezerra Rodrigues, apontado como chefe da máfia do ISS (Imposto Sobre Serviços) em São Paulo, que Kassab recebeu “uma verdadeira fortuna” da Controlar.

    Em nota enviada por sua assessoria de imprensa, Kassab afirmou que o conteúdo do depoimento da testemunha é “falso e fantasioso”.

    “O ex-prefeito de São Paulo repudia as tentativas sórdidas de envolver, de forma contumaz, seu nome em suspeita de irregularidades que pesam contra funcionários públicos municipais admitidos há anos por concurso, cujo objetivo escuso é única e exclusivamente atingir sua imagem e honra”, diz a nota.

    Segundo o MP, a testemunha relatou fatos que teriam sido narrados por Ronilson Bezerra Rodrigues. Ele afirmou que Kassab pediu ajuda ao empresário Marco Aurélio Garcia, irmão do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Rodrigo Garcia, para levar o dinheiro até uma fazenda em Mato Grosso.

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    Fraude na Prefeitura de São Paulo31 fotos29 / 31

    28.nov.2013 – Nagila Coelho, que namora o fiscal Luís Alexandre Cardoso de Magalhães, um dos pivôs da máfia do ISS em São Paulo há quatro meses, aproveita a exposição na mídia para lançar coleções de biquíni Leia mais Adriano Vizoni/Folhapress

    O advogado Rogério Cury, defensor de Garcia, repudiou as acusações de que seu cliente ajudou Kassab a esconder o dinheiro. “São informações absurdas e inverídicas”, disse. 

    O promotor Roberto Bodini, que investiga a máfia do ISS, disse que a versão apresentada pela testemunha Gama indica proximidade entre o ex-prefeito e o ex-subsecretário da Receita Ronilson Rodrigues.

    “É natural que eles se relacionassem. O que a testemunha relata é que havia uma proximidade acima do razoável, se é que pode-se falar em razoabilidade”, disse.

    Justiça absolve Kassab

    Na semana passada, o ex-prefeito Kassab foi absolvido pela Justiça em ação penal que questionava supostas irregularidades na concessão para inspeção veicular na cidade.

    A sentença foi dada na última quinta-feira (16) pelo juiz Luiz Raphael Nardy Lencioni Valdez, da 7ª Vara Criminal de São Paulo. Também foi absolvido o empresário Ivan Pio de Azevedo, ex-presidente da Controlar.

    A ação havia sido proposta pelo Ministério Público sob o argumento de que Kassab teria favorecido a Controlar, mesmo sabendo que a empresa não preenchia três requisitos técnicos, o que violaria a Lei de Licitações.

    Máfia do ISS

    O escândalo de fraude do ISS resultou no fim de outubro do ano passado com a prisão de quatro servidores da prefeitura. Eles são suspeitos de cobrar propina de construtoras para liberar o habite-se, um documento necessário para o imóvel ser ocupado.

    Segundo as investigações, a quadrilha cobrava propina no valor de até 30% do imposto, dava 10% para o despachante e concedia 50% de desconto para as empresas. Os 10% que sobravam eram pagos à prefeitura.

    O MP e a Controladoria-Geral do Município estimam que, entre 2007 e 2012, a quadrilha causou um rombo de cerca de R$ 500 milhões aos cofres públicos. (Com Estadão Conteúdo)

     

  13. Gunter Zibell - SP

    21 de janeiro de 2014 7:38 pm

    Mãe reconhece suicídio de filho gay: ‘foi um choque’

    http://noticias.terra.com.br/brasil/policia/mae-reconhece-suicidio-de-filho-gay-foi-um-choque,7ff79bda8a5b3410VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

    Advogado da família diz que família quer se retratar e confirma suicídio de adolescente

    A mãe do adolescente Kaique Augusto dos Santos, 17 anos – encontrado morto no último dia 11, na avenida Nove de Julho, em São Paulo -, Isabel Cristina Batista, e o advogado que a representa, Ademar Gomes, afirmaram nesta terça-feira, em entrevista coletiva, que não contestarão a conclusão da polícia de que o jovem se suicidou e não foi vítima de um homicídio. 

     

    “Queremos nos retratar. Se em algum momento foi dito que foi homicídio por parte dos skinheads, pedimos desculpas. Não tem nenhum grupo envolvido, o que houve é que ele se suicidou”, afirmou Gomes. “Eles (policiais) chegaram a uma conclusão que não vamos contestar. Houve suicídio e não homicídio, como havia sido dito. A dona Isabel (mãe do adolescente) não se conformava com suicídio, simplesmente porque o corpo estava no chão e a polícia levou para o IML (Instituto Médico Legal). Eles não tiveram qualquer esclarecimento do IML, que não deu informações a ela.”

     

    Registrado pela polícia como suicídio, o caso gerou polêmica após familiares e amigos de Kaique afirmarem que ele foi agredido e morto, por conta da forma como seu corpo foi encontrado. A tese de que o jovem se matou, porém, voltou a ser considerada depois que a polícia localizou mensagens de despedida do adolescente em um diário escrito por ele. “Eu não li o diário realmente, mas meu advogado disse e me passou tudo. Foi suicídio”, afirmou Isabel. 

     

    Apesar dos textos no diário, a mãe do garoto afirmou que ele não havia demonstrado depressão e nem tentado se matar anteriormente. “Está sendo muito difícil. Péssimo. Porque eu não tinha conhecimento dessa depressão dele. A reação dele dentro de casa não era o que ele escrevia. Nunca rejeitei meu filho. Trabalho com muitos homossexuais e nunca impediria isso (fato de ser homossexual). Nunca tive preconceito sobre isso. A família também não tinha preconceito. Acredito muito no trabalho da polícia e estou convicta de que houve suicídio”, afirmou a mãe do adolescente. 

    “Pelo que ouvi dizer é que ele se sentia muito sozinho. Eu tinha um problema financeiro em casa e por isso morava com amigos, mas ele iria voltar para casa em breve. Talvez tenha sido esse período que se sentiu sozinho, mas não tinha conhecimento disso. Só soube pelo diário porque em casa ele era pura alegria, só dançava e cantava. Para mim está sendo um choque. Essa é a realidade”, disse Isabel.

     

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